DILMA RESPONDE CARTA DE TEMER

LEIA

OSSOS DO OFÍDIO

Reproduzo aqui, em meu blogue, logo abaixo, carta que acabei de receber, via rede social, da Presidenta Dilma para o seu Vice Michel Temer. Vale a pena ler e espalhar. Rarará. E salve e salve e vamos que vamos e vade retro, Satanás, e saravá!

Brasília, 8 de dezembro de 2015.

Caro Michel,

[Nil opus est te / Mundus magna fortuna manet / verno dare dicens nonne respondebis Abner / pulchra flores vidi in aestatem bellum. Pecto super mensam / ludius venatus novit regula / lacte lapidem numquid ignoro equidem tibi abstuli / Just videre risus enim me clamare Discedentemque te / et nocendi provocavit furore meo / Ego autem et natus inter conopeum et mancambira / tu quis es qui confertis mungunzá mea?]

[Eu não preciso de você/ O mundo é grande e o destino te espera/ Não é você que vai me dar na primavera/ As flores lindas…

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O MELHOR LIVRO DE SILAS CORREA LEITE, CULT NEWS

Cult News Envia:

De: e-mail: la-goeldi@bol.com.br, para Poesilas@terra.com.br

 

O Melhor Livro do Literato Premiado, Silas Corrêa Leite

 

“Por meio da literatura eu entro em contato profundo

e verdadeiro com meu mundo interior, me humanizo,

me coloco no lugar do outro, e sigo buscando o sentido

da existência… ”     –      Márcia Leite

 

Começou a escrever precocemente ainda aos oito anos de idade, descoberto pela professora do Curso Primário, em Itararé, SP, onde foi criado desde os seis meses de idade, terra de seu pai, que foi acendedor de lampiões de gás da cidade quando jovem. Com 16 anos, já garçom de bar, começou a escrever crônicas no jornal O Guarani da cidade. Logo completará 50 anos de jornalismo, tendo textos postados em sites da área como o próprio Observatório de Imprensa do Alberto Dines, depois de ter sido filiado desde 1974 na API-Associação Paulista de Imprensa, de ter feito especialização em Jornalismo na ECA/USP, e de colaborar como livre pensador humanista em mais de 800 links de sites, até no exterior, e mesmo no Pravda da Rússia, entre outros sítios de comunicação, de imprensa, de jornalismo livre.

Vários prêmios de renome, até internacionais, consta em mais de 100 antologias literárias em verso e prosa, também no exterior, e na Fundação Biblioteca Nacional, elogiado entre outros por Álvaro Alves de Faria (Jovem Pan) que o entrevistou, Carlos Nejar e Moacir Scliar (ambos da ABL-Academia de Letras), tendo sido destaque na chamada grande mídia como Revista Época, Folha, Estadão, e mesmo na TV Cultura, Programas Metrópolis e Provocações, e na Rede Band, Momento Cultural, Jornal da Noite, Márcia Peltier, entre outras reportagens e entrevistas como membro da literatura brasileira contemporânea, e tachado por Antonio Abujamra e pelo site Capitu de O Rei da Web.

Autor hoje com 63 anos, de vinte livros, inclusive o ebook de sucesso, O RINOCERONTE DE CLARICE, pioneiro, de vanguarda e único no gênero, onze contos fantásticos, cada ficção com três finais, um final feliz, um final de tragédia e um terceiro final politicamente incorreto, destaque na grande mídia inclusive televisiva, recomendado como leitura obrigatória no Mestrado de Ciência da Linguagem, na matéria Linguagem virtual, na UNIC-Sul, SC, tese de Mestrado na Universidade de Brasília e Tese de doutorado na UFAL.

Seu livro O HOMEM QUE VIROU CERVEJA, Editora Primus, crônicas hilárias de um poeta boêmio, ganhou o Prêmio Valdeck Almeida de Jesus, Salvador, Bahia, seus livros CAMPO DE TRIGO COM CORVOS (Contos Premiados, Editora Design, SC), e Desvairados Inutensílios, (Poesia, Editora Multifoco, RJ) concorreram a final no Prêmio Telecom, Portugal, e seus livros O MENINO QUE QUERIA SER SUPER-HEROI (ROMANCE) e GUTE GUTE, Barriga Experimental de Repertorio, Romance, estão a venda como livros impressos e como ebooks para leitura no Kingle no Site Amazon. 

Bacharel em Direito, Professor (Geografia, Historia, Filosofia, Ética e Cidadania), Especialista e Teórico em Educação, livre pensador humanista, com várias extensões e especializações, bolsista pesquisador em Culturas Juvenis pela FAPESP-USP, também publicado no Jornal da USP e vencedor do Primeiro Salão Nacional de Causos de Pescadores, promovido pela USP/Estadão/Parceiros do Tietê, escreve contos, microcontos, romances, crônicas, humor (Silas e suas “siladas”), ensaios, resenhas criticas, artigos, está em todas as redes sociais, além de prefaciar livros, ter sido jurado em concursos literários, ter feito palestras em escolas e universidades, ter constado no Vestibular da VUNESP junto com Machado de Assis e Vinicius de Moraes, tendo seu texto O ESTATUTO DE POETA sido vertido para o espanhol, francês, inglês e russo, e elogiado por professor universitário de língua latina em universidade da Ucrânia. Publicado em sites no Brasil, Chile, Argentina, Portugal, Espanha, Moçambique, Angola, Estados Unidos, Itália, Rússia. Uma vida de luta e tanto. Uma história de vitória e tanto. Uma carreira artístico-literária e tanto. Uma trajetória que daria um romance e tanto. Alguém escreverá sua biografia? Alguém fará um mestrado ou doutorado sua obra fora de série? Um escritor muito além de seu tempo…

Entre seus “leitores cobaias”, ou mesmo entre membros fanáticos por ele, do grupo LEIA SILAS, seus diferenciados livros são admirados, contundentes, tendo recebido ótimas críticas de todos eles ao seu tempo, resenhas publicadas na Internet, sites, revistas, jornais, fanzines, e a questão que se nos resta agora, fechando a questão é praticamente essa: Qual O Melhor Livro de Silas Corrêa Leite? Cada um com seu mote, estilo, redação, linguística, com sintaxe toda própria, Itararé sempre sua Neverland, sua Pasárgada, sua Shangri-lá, sua “Dublin”, e depois de pesquisas, comparações, estilos, análises, críticas, releituras, entre os dez melhores deles, depois os cinco, depois os três, e restou afinal o melhor  livro de Silas Corrêa Leite, já um clássico extraordinário: GOTO-A Lenda do Rino do Barqueiro Noturno do Rio Itararé, 432 páginas, Editora Clube de Autores.

Conclusão:

A história de GOTO tem um inicio simples de começo de romance que depois ganha vulto: um menino ribeirinho, deficiente físico, que pede para o pai para ser Barqueiro Noturno do Rio Itararé, baldeando passageiros da margem paulista do rio, para a margem do estado do Paraná. Simples assim a principio. Pois o menino volta cada manhã com a grana recebida, e também com historias pra contar que ouviu entre as barrancas e as travessias. Causos do arco da velha, entre risadorias, tristices e contentezas pra boi dormir. O pai sisudo e com mãos de pardal, de tromba, começa a por desconfio. Será o impossível? Tem cabimento? Pior, quando o genitor vai levar o quantum recebido ao fim de meses para depositar na Caixa, descobre que muito da grana é do tempo da onça, moedas francesas inclusive, da época que Debret ou Saint Hilaire andaram pelas paragens e lonjuras de Itararé e redondezas, na época dos imperadores.

O menino vai contando os causos, com gestual cênico, feito um cinema mental pra mãe e pro pai na matina, cada um mais cabeludo do que outro, acontecências do passado, do presente, do futuro. Que raio de menino entrando na adolescência é aquele? Que raio de terceira margem do rio tem as correntezas do Itararé, que em tupi-guarani quer dizer “pedra que o rio cavou”. Pedra que no sentido literário quer dizer morte. Morte? Almas? Almas penadas? Quem o jovem, depois taludo, anda levando de uma margem da vida para outra margem de outra vida – “Muito além do vale da sombra da morte”. Segue o livro. O menino deficiente – há pessoas que são aleijadas por dentro, disse John Lennon – conversa com a sua canoa chamada Faísca de Aladim (mil e uma noites?), com o rio, sua muleta, tecendo ramas de prosa, cardume de estrelas na terra e no céu, e assim toca o bonde da história romanceada, a alma nau atrevida, na carroça dos dias, até que o menino já feito homem começa a sondar se tem que dar no pira – mas tem medo de onças – ou se vai morrer ali nos cafundós onde o Cusarruim perdeu o all-star, sonha outros mares, outros rios, outras travessias, sonha filhos herdeiros, árvores de estrelas  e cavalos selvagens, sonha pirilâmpadas e porta-lapsos, sonha desvairados inutensilios, troios perigritantes,  sonha pirâmides e viagens astrais, e segue o historial ora de surrealismo, ora fantástico, num final que se arremessa sem ser exatamente e por natureza narrativa final propriamente dito, como se cada livro louco do autor (Deus usa os loucos para confundir os sábios?) começasse em um e terminasse no outro, com o rapaz já barbudo e cabelo como ninho de corvos, como um espantalho ribeirinho se achando uma mera Gota de água na beira do rio, um GOTO, portanto.

Opiniões (resenhas/resumos) sobre O GOTO

GOTO, Romance, A Lenda do Reino do Barqueiro Noturno do Rio Itararé, de Silas Correa Leite, membro da UBE-União Brasileira de Escritores

Resumo de Três Resenhas Sobre o livro Publicadas na web

1

Numa ótima narrativa bem situada territorialmente e em tessitura de prosa poética, personagens que vão se revelando em aspectos psicológicos e formadores aos poucos, o autor, na parte inicial apresenta o palco iluminado do circo historial todo do território-rio, beiras e margens, pântanos e brumas. E o personagem principal, Ari, que se autonomina Goto, vai contando histórias que colhe dos passageiros do rio e suas travessias, causos que não são desse mundo; e de passageiros navegantes de outras margens, almas penadas, de outras dimensões. Causo por causo, história por “estória”, papos de bar, do passado, presente e futuro, como se ali fosse uma transversal do tempo, uma encruzilhada-rio, e assim o menino deficiente físico faz do remo a sua muleta, ou de sua muleta de aleijado o remo, em que, com seu andar de segura peido, seu calcanhar de frigideira, vai saltando pocinhas-histórias, voando nos remos, nas asas do rio, na sua própria imaginação-rio. Passageiros que já estiveram aqui, e o menino-navegador que tem o dom também espiritual-fantástico de fazer as pessoas contarem tudo para ele, começa a trazer moedas de outras paragens, de outros tempos, de épocas de Debret e Saint Hilaire no Brasil e na região de Itararé, que você não sabe qual é o rio e qual o personagem principal, mas vai, evoca, se aprofunda nas correntezas, mas sabe o rio criativo que o autor pincela no romance, cantando sua terra, seu rio que é o mais belo rio que corre por sua aldeia, seu Tejo tropical, particular e infinitamente lírico e, no caso, enlivrado em grande proporção no livro. O guri-ribeirinho, com suas mãos de pardal, suas mãos de água e sua alma-rio, adoece e vem visitas do tempo do imperador, de escravos a bandas de circos franceses antigos (almas de antigos naufrágios?), quando começa a colecionar moedas de gorjetas de uma outra época, como se achasse uma ponte de ouro no fim do arco-íris. E vai por aí o romance em sua narrativa que cativa, abduz, como se o atiçado leitor também tivesse nos finca pés da Canoa Faísca de Aladim, inventariando também as mil e umas noites do menino feito um Goto-Sherazade. – Lucia Camargo Mariano, in:

 http://www.overmundo.com.br/overblog/goto-o-novo-romance-de-silas-correa-leite

2

O menino atiçado, sensível – sensitivo? – começa a baldear além de passageiros comuns a passageiros estranhos, e também começa ganhar mais do que o pai que é barqueiro durante o dia, e acontecem coisas inexplicáveis, surreais, fantásticas, além do Goto, personagem principal do rio, sempre vir, ao raiar de cada manhã com um causo pra lá de interessante, do tipo história que povo conta, numa narração cênica, uma história pra contar pros velhos curiosos e sua plateia naquele ermo rural. Os causos no começo são uma espécie assim de cinema mental dos velhos, depois começam a acontecer coisas, o menino parece conhecer a alma do rio, a alma da canoa, a alma da noite, a alma do lugar, aqueles cafundós. Chega a um termo em que, os causos não se sabe se são do passado, do presente, do futuro, e se ele estaria transportando além de passageiros notívagos, talvez, também almas penadas encalhadas nos desvãos de outros desmundos, que veem no moço sensível, solícito e puro uma espécie de abridor de corações, destinos, mentes e vidas passadas, e deitam falatório enquanto ele ganha o rio levando a trazendo gente e não gente. Nessas contações, cada dia um causo, Goto começa a reavaliar a vida, a sondar e criticar os pais, entrando na fase da adolescência e logo ficando jovem, mesmo aleijado, o remo do barco sendo sua muleta, nos finca-pés da canoa meio encantada tece sua vida, sua fuga, sua alma-rio. Uma espécie de terceira margem do rio Itararé com um sentido historial. A alma do Goto é exposta, seu sistemático e implicante pai com mão de pardal, sua mãe humilde que adora o filho doente – achando que ele é louco – que fala só por versinhos pueris, e a canoa-imaginação vai singrando profundezas de momentos, almas, situações de conflitos. História com  densidade narrativa, o estilo todo próprio do autor elaborando um clássico que a obra se tornou, a sintaxe peculiar apontando cargas de profundidade, neologismos, palavras recuperadas, situações clarificadas, pertinências e entornos, e mesmo a visita do outro lado do mundo de soldados do imperador, escravos nus, dando tons bonitos ao encorpamento da tessitura do livro. – Antonio T. Gonçalves, in:

http://www.midiaindependente.org/pt/red/2013/09/524832.shtml

3

A bela e bucólica cidade histórica de Itararé, claro, santa estância boêmia das artes, aqui, literatura itarareense em seu melhor estilo, a Terra do Nunca feito palco iluminado do autor. No livro, o escritor desfila o bufão do personagem ribeirinho, o menino GOTO, num barco também meio encantado chamado Faísca de Aladim, em que o personagem principal leva e traz passageiros noturnos, cruzando de margem a margem as guirlandas espumosas do rio Itararé, do lado de São Paulo, ermo da periferia rural do município de Itararé, até Bom Jesus da Versalhada, nordeste do Paraná. A leitura da obra, uma viagem. Esse rio… esse barco… esse menino deficiente físico… E os causos hilários, as loucas contações, risadorias por atacado e implicações; falas bizarras (língua bastarda?), tudo acontecendo de acontecer para assim também extrapolar a vazão do rio de divisa de estados, e a imaginação espeloteada (e estrambólica) do navegante com seus dons, falácias, sua inspiração, sua doce e questionadora espiritualidade purgando umidades, estrelas e mesmo a hileia verde do habitat que o protege entre jaós, andorinhas, acrobáticos peixes salteadores e acontecências que não são desse mundo, não estão no gibi. Ah o Goto que meio criança e meio jovem, inocente, puro e besta, viaja na batatinha, na maionese, com seu lado sentidor, pensador, inquiridor, loquaz, já que fala pelos cotovelos, e que tem o dom de arrancar das pessoas tudo o que delas houve em vidas, acertos, errações e problemas. E as margens que oprime o rio, ora bruma, ora cerração, ora turvações propositais. Quem viaja nesse barco-livro é o leitor cativado também, pois o livro-canoa arrebata e leva, numa fruição náutica, narrativa fluvial em prosa que é cativante, sedutora, engraçada e lítero-culturalmente rica, entre causos pra boi dormir, entre remos, barrancos e desconcertezas paraexistenciais, a natureza e sua fauna e flora, mais a atiçada alma humana juvenil levitando, clarificando, sendo arrebatada pelo que ouve, capta, sente, mais o que aprofunda a natureza épica do romance. Na canoa ele pode andar, pelo menos; nos causos ele pode sair de si, voar, ditar os enfoques, gestos, sonoridades, tons e timbres. O pior lugar, lá, qualquer lá, é em si mesmo? O que é verdade, o que é mentira, o que é invenção transgressora e libertária, feito um rebelde de muletas, na terceira margem do rio Itararé? O Goto, a Faísca de Aladim, ou os rios causos navegados e navegantes, até navegadores? – Maria da Gloria L. M. Aranha, in:

http://www.partes.com.br/2013/10/20/goto-o-novo-romance-de-silas-correa-leite/

COMO COMPRAR

Para comprar o Romance GOTO, A Lenda do Barqueiro Noturno do Rio Itararé, de Silas Correa Leite:

Entre no site, cadastre-se, é seguro, e compre, pagando com cartão de crédito, é de confiança, o autor recomenda e garante:

GOTO Romance, Editora Clube dos Autores, Compre pela Web

O livro GOTO de Silas Correa Leite pode ser adquirido pelo site:

www.clubedeautores.com.br/book/151687–GOTO__Romance

Leia o Silas. Leia o Livro.

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Convites para mostras, palestras, congressos, debates, aulas, eventos litero-culturais, saraus, torpedos:

poesilas@terra.com.br

(Primeiro Rascunho, Apontamentos Para Aprovação do Escritor Retratado)

Antonio T. Gonçalves – CULT NEWS – La-goeldi@bol.com.br

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LINKS DE TEXTOS DO Silas Corrêa Leite

Alguns links de Resenhas Literárias de Silas Correa Leite, inclusive em links de sites de Portugal e da  África

http://www.amigosdolivro.com.br/lermais_materias.php?cd_materias=3255

http://www.mallarmargens.com/2015/06/o-feroz-circulo-do-homem-de-carlos.html

http://www.paralerepensar.com.br/paralerepensar/texto.php?id_publicacao=9433

 

 

http://jornalcultura.sapo.ao/dialogo-intercultural/as-putas-tristes-de-gabriel- garcia-marquez

http://homoliteratus.com/author/silas/

https://poetasilascorrealeite.wordpress.com/2009/11/07/romance-a-menina-que-roubava-livros-resenha-critica-de-silas-correa-leite/

http://cartunistasolda.com.br/o-trevisanico-dalton-da-o-tom-morbido-da-escurez-humana/

http://www.incomunidade.com/v36/art.php?art=17

 

ENTREVISTAS SILAS CORREA LEITE

http://www.recantodasletras.com.br/entrevistas/2156096

http://fm.fafit.com.br/podcast/entrevista-com-silas-correa-leite/

http://tvcultura.cmais.com.br/provocacoes/provocacoes-entrevista-o-escritor-silas-correa-leite-bloco-1-

SILAS CORREA LEITE FM VUNESP-SP

Silas Correa Leite [Entrevista 1775]

http://podcast.unesp.br/perfil-30052013-silas-correa-leite

http://www.selmovasconcellos.com.br/colunas/entrevistas/silas-correa-leite-entrevista/

http://www.whohub.com/poesilas

http://www.fernandojorge.com/silas-correa-leite/4524102313

Resenhas:

http://homoliteratus.com/author/silas/

Entrevista a Rodrigo de Souza Leão

http://www.gargantadaserpente.com/entrevista/silas.shtml

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Breve Currículo: Bibliografia:

Silas Corrêa Leite, Ciberpoeta, ensaísta, blogueiro premiado pelo UOL, Professor e Especialista em Educação, Jornalista Comunitário (ECA/USP), diplomado Conselheiro em Direitos Humanos (SP), Coordenador de Pesquisas FAPESP-USP em “Culturas Juvenis”, é autor, entre outros, dos livros “O Homem Que Virou Cerveja”, Crônicas Hilárias de um Poeta Boêmio, Prêmio Valdeck Almeida de Jesus, Salvador/Bahia; “Porta-Lapsos”, Poemas, “Campo de Trigo Com Corvos”, contos premiados, incluído para a final do Telecom, Portugal. Da Estância Boêmia de Santa Itararé das Artes, SP, Cidade Poema, o autor foi premiado em Concursos de renome como “Paulo Leminski de Contos”; Prêmio Literal de Contos Fundação Petrobrás (Curadoria Heloisa Buarque de Hollanda); “Ignácio Loyola Brandão de Contos”; Ficções & Fantástico, “Simetria” (Microcontos), Portugal; Prêmio Biblioteca Mário de Andrade/Concurso de Poesia Sobre SP (Secretaria de Cultura Marilena Chauí); Prêmio Lygia Fagundes Telles Para Professor Escritor; Prêmio Cancioneiro Infanto-juvenil Instituto Piaget (Portugal); foi Vencedor do Primeiro Salão Nacional de Causos de Pescadores (USP, Jornal Estado de São Paulo/Rádio Eldorado/Promoção Parceiros do Tietê), entre outros, e consta em mais de cem antologias literárias em verso e prosa, inclusive na FBN-Fundação Biblioteca Nacional e no exterior. Seu ebook de sucesso, “O Rinoceronte de Clarice”, primeiro livro interativo da rede mundial de computadores, contos fantásticos, cada ficção com três finais, um final feliz, um final de tragédia e um terceiro final politicamente incorreto, por ser pioneiro e de vanguarda, único no gênero, foi divulgado na mídia, como Estadão, JBonline, Poetry Magazine (EUA), Diário Popular, Jornal da Tarde, Revista Época, Revista Ao Mestre Com Carinho, Revista Kalunga, Revista da Web, Minha Revista (RJ), entre outras, e concedeu entrevista aos programas Metrópolis e Provocações (Antonio Abujamra) TV Cultura/SP, ao programa “Na Berlinda” (Canal 21), Programa Imprensa e Cultura (Canal Universitário) e ao Jornal da Noite/Momento Cultural/TV Bandeirantes (Márcia Peltier), entre outros. O ebook, de sucesso (Portal Imprensa),  referência em livro virtual na internet, foi tese de Mestrado na Universidade de Brasília e tese de Doutorado em Semiótica pela UFAL-Universidade Federal de Alagoas, e reco9mendado como leitura obrigatória na matéria Linguagem Virtual, no Mestrado de Ciência da Linguagem, da UNICSUL-SC. Silas está publicado em mais de 800 links de sites. Tem artigos, poemas, microcontos, ensaios literários, resenhas criticas, letras de rock, twitter-poemas, twitter-contos, “Silas e suas “siladas” (humor) etc. publicados em jornais, suplementos de arte e cultura, revistas e fanzines. Por esse handicap líterocultural foi tachado pelo site Capitu como “O Neomaldito da Web”. 

LIVROS Livros do Autor Silas Corrêa Leite

-01)-“Raízes e Iluminuras”, Poemas Escolhidos Para a Antologia de Concurso do Prêmio Eduardo Dias Coelho,  Elos Clube, Comunidade Lusíada Internacional, Ano 1995.

-02)-“Trilhas e Iluminuras”, libreto, Poemas, Coleção Prata Nova, Editora Grafite, Ano 1998, Editor Ademir Antonio Bacca, RS.

-03)-“Porta-Lapsos”, Poemas, Editora All-Print, Ano 2005. SP.

-04)-“Os Picaretas do Brasil Real”, Poema Social, Série Cantigas de Escárnio e Maldizer, e-book free Editora Thesaurus, Brasília-DF,  Ano 2006.

-05)-“Campo de Trigo Com Corvos”, Contos, Editora Design, Santa Catarina, Ano 2008, obra inscrita para finalista do Prêmio Telecom/Ficções, Portugal.

-06)- ASSIM ESCREVEM OS ITARAREENSES, Primeira Antologia de Prosa de Itararé, Editora All-Print, São Paulo, Idealizador, Editor e Organizador Silas Corrêa Leite

-07)-“Ele Está No Meio de Nós”, Romance virtual, E-book disponível no site de cultura http://www.recantodasletras.com.br

-08)-“O Rinoceronte de Clarice”, ebook de sucesso, primeiro Livro Interativo da Rede Mundial de Computadores, único no gênero e de vanguarda, com contos fantásticos, cada conto com três finais, um final feliz, um final de tragédia e um terceiro final politicamente incorreto,  Editora Hotbook, Rio de Janeiro. Foi destaque na mídia (Estadão, Jornal da Tarde, Diário Popular, Revista Época, JBonline, Poetry Magazine (EUA), Revista Kalunga, Revista da Web, Revista Ao Mestre Com Carinho, Minha Revista (RJ), CBN RJ, Programa Momento Cultural/Jornal da Noite, TV Bandeirantes, Márcia Peltier, Programa de TV “Na Berlinda”, Canal 21, Programa Metrópolis, TV Cultura de SP e Programa Provocações (Antonio Abujamra), TV Cultura de SP. E-book recomendando como leitura obrigatória na matéria Linguagem Virtual, no Mestrado de Ciências da Linguagem, na UNICSUL, Santa Catarina, tese de Mestrado na Universidade de Brasília e Tese de Doutorado em Semiótica na UFAL-Universidade Federal de Alagoas, com o Tema: “O Livro depois do livro: a Experiência Literária Hipertextual”. Obra disponível no site: http://www.biblioteca.universia.net/ – A Tese de Doutorado do ebook (livro virtual) “O RINOCERONTE DE CLARICE”, contos surrealistas e fantásticos, está disponível atualmente no link do site:  http://bdtd.ufal.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=197

-09)-“O Homem Que Virou Cerveja”, Crônicas Hilárias de Um Poeta Boêmio, Editora Giz/Primus, SP, Prêmio “Valdeck Almeida de Jesus” (Salvador, Bahia), Ano 2009

10)- “BUBOS TRANSVERSOS” Poemas e Deconcertezas – Abril, 2013 – Pela internacional Editora Bookess, disponível free no link http://www.bookess.com/profile/poesilas/books/

11)-DESVAIRADOS INUTENSILIOS, Poemas do Mundo da Web, Editora Multifoco, Rio de Janeiro, 2013

12)- ESTADOS DA ALMA, Acordes Dissonantes de “Mins”, pelo site de Portugal WWW.carmovasconcelos-fenix.org/Escritor/silas-correa-leite-02.htm

13)-GOTO, Romance, A Lenda do Reino do Barqueiro Noturno do Rio Itararé, 2014, Editora Clube de Autores – http://www.clubedeautores.com.br

14)-TROIOS PERIGRITANTES, Microcontos, 2014, Editora Clube de Autores

15)-O TAO DA POESIA, Poemas na Linha de Tao, 2014, Editora Clube de Autores

16)-NÃO DEIXEM QUE TE TIREM A PRIMAVERA, Livro de Alta Ajuda, 2014, Editora Clube de Autores

17)-PIRILAMPADAS, Poemas Infanto-juvenis, Editora Pragmatha, 214

18)-SURTAGENS, Microcontos, Editora Tinta Livre, ebook: in http://www.tintalivre.com/surtagens?search=Surtagens

19)-O MENINO QUE QUERIA SER SUPER-HEROI, Romance Infanto-juvenil, 2014, Amazon, ebook:  http://www.amazon.com.br/MENINO-QUE-QUERIA-SUPER-HER%C3%93I-Infantojuvenil-ebook/dp/B00K9EECBK

Livro a ser lançado em breve:

-GUTE GUTE, Barriga Experimental de Repertório, Romance Infantojuvenil, aprovado pela Autografia Editora, Rio de Janeiro

 

Breve Fortuna Critica Resumo (Fragmento)

“Silas Correa Leite é um poeta criativo. A sua narrativa é de uma linguagem de hoje. Sua construção poética começa pelo título do livro ‘Porta-Lapsos’ Poemas. Um poeta que sabe desse oficio de escrever poemas com uma linguagem poética cativante” Jornalista e Poeta Álvaro Alves de Faria, Rádio Jovem Pan de SP

 “Quem lê Silas C. Leite jamais esquece. Adora sua loucura-lucidez, seu talento e estilo todo próprio de dizer na lata o que lhe cabe como metáfora” Ana Carolina Xavier, Jornalista/CMI Noticias, SP

Silas Correa Leite; belo nome, tem algo de astronauta. Nome que fica no ouvido. Com um nome assim, porque é uma dádiva, tem que pagar a dívida com belas obras. António Cabrita, Escritor, Moçambique, África. 

Silas, sua poesia muitas vezes funciona como um chute na canela – desses que estão a dizer-nos, desperta ô cara! – é de uma originalidade a toda prova. Araken Passos Vaz Galvão Sampaio, Cineasta, Historiador, Literato, Valença, Bahia.

Caro poeta Silas Correa Leite Muito lhe agradeço o envio do Estatuto de Poeta em Russo. A impressão é que o Estatuto tenha sido originalmente escrito em russo! Nem se fala do texto em si que expressa, de modo sintético e inspirado, uma massa de detalhes relativos ao nobre trabalho de um poeta. Boris Vardanian, professor das línguas espanhola e portuguesa (Ucrânia/Lvov)

“Os internautas ganham a possibilidade de escolher um final de 11 contos que integram o livro de ficções Virtual, O Rinoceronte de Clarice” Diário Popular (SP) Caderno Informática, fragmento

 “Escritores do Brasil liderados pelo Poeta Silas C. Leite, manifestam-se contra o fim do jornal literário Nicolau do Estado do Pr” – Folha de SP Caderno Folha Ilustrada, fragmento de reportagem

Caro Silas: terminei seu livro hoje pela manhã, é realmente uma escrita muito bem cuidada, pautada no apego a uma língua paternal; língua média que se coloca entre o sábio interiorano e o leitor, cheia de estranhezas e de formas inteligentes… uma língua bárbara!  Jediel Gonçalves-Freydier brasileiro, trabalha na Université de Provence Aix-Marseille. É “écrivain, professeur de littérature, critique littéraire et traducteur”.

“O ebook de sucesso ‘O Rinoceronte de Clarice” de Silas Correa Leite, oferece ao leitor a possibilidade de escolher o melhor final dos contos que mais lhe agradem” Jornal da Tarde (SP), Caderno Variedades

“Campo de Trigo Com Corvos’ é um livro de contos no belíssimo palco boêmio de Itararé. Linguagem típica com surrealismo e mesmo o realismo fantástico do autor. Técnicas, voos, criações, enlevos, símbolos de perplexidade” Lúcia Camargo Antunes, Mídia Independente, SP.

“O que chama a atenção no texto de Silas Correa Leite é o prazer que o autor sente em narrar, prazer este que se transmite ao leitor como um forte apelo – o apelo que se espera da verdadeira literatura. Estamos diante de uma inegável vocação de escritor”. Moacyr Scliar

Silas Correa Leite é desses autores que tu lê e pensa: “Como esse cara escreveu isso? Daufen Bach. http://sociedadedospoetasamigos.blogspot.com/2012/02/silas-correa-leite-poeta-escritor.html

Silas Corrêa Leite é, sem sombra de dúvidas, um dos mais originais escritores deste Brasil pós-moderno. Autor de numerosas obras em verso e prosa, possui sua própria, peculiar e inconfundível visão de realidade, que vem manifestando de maneira socrática: com ironia, coragem, irreverência. Oleg Almeida, Escritor Russo radicado no Brasil. Fragmento de entrevista do autor à revista lusobrasileira “Revista eisFluências”

“O Rinoceronte de Clarice, de Silas Correa Leite (…) Um ebook interativo. São 11 contos com três opções de final para cada um. O leitor pode escolher como a história acaba, de acordo com o humor do momento”  Revista Época, Reportagem sobre e-books e tecnologias modernas para a literatura

 “O autor lançou recentemente Porta-Lapsos, denso  livro de versos, palavras e situações. Belas histórias, para se ler em somente uma madrugada. Estamos falando de Silas Corrêa Leite, Rodrigo Capella, Roteirista, Escritor, Palestrante

 

Itararé… Um palco… estrelas caíram do céu e iluminaram Itararé… Mestre Silas, minha profunda admiração ao poeta que se firma como ser humano pelo lindo trabalho que faz com a palavra: “Sois alquimista” – Sandra Raposo Tenório, Professora de Literatura na FAAP-SP

Amigo Silas Correa Leite, li e reli seu ótimo livro, Desvairados Inutensílios. Me encantei. Não que não conhecesse o seu talento, pois há tanto tempo que o admiro. Mas é que cada novo poema, cada nova “brincância”, cada nova recordação do tempo de menino… parecem saltar diante da gente pela primeira vez. É tudo novidade. Há páginas que choram e fazem chorar. Há outras em que o humor escorre em cascata de gargalhadas. E tome filosofia da maneira mais simpática divertida nas suas “siladas”! O seu livro é realmente um prazer, caro amigo Poeta. Deliciei-me, comovi-me, meditei, adorei! Que a sua querida musa, seu “trevo de quatro folhas”, prossiga a inspirá-lo sempre para as mais belas jornadas através dos deliciosos meandros de nossa amada Poesia! Com sinceros agradecimentos e a admiração da amiga de sempre. Dorothy Jansson Moretti, SP, Escritora Premiada, Professora, Jornalista, Autora de Instantâneos, Crônicas

Caro Silas, comecei a ler o “Desvairados Inutensílios”. Estou gostando muito. Achei muito nobre de sua parte as homenagens prestadas a seus queridos pais, que, com certeza, do outro lado, devem estar muito felizes por você. A nossa cidade natal, a querida “Itararé das Artes”, também deve estar muito orgulhosa de seu filho o poeta Silas Correa Leite, pelo seu trabalho e pelo amor a ela demonstrado em suas obras. Parabéns e um grande abraço. Lauro Ribas Rolim

“Silas Corrêa Leite, Poeta com P maiúsculo, autor do belo e poético romance “O Goto, A Lenda do Reino do Barqueiro Noturno do Rio Itararé” (…); autor do originalíssimo “DESVAIRADOS INUTENSILIOS”, Poemas, onde o talento de poeta fulgura como um diamante luminoso num veludo negro(…). – Fernando Jorge, Escritor e Jornalista – http://www.fernandojorge.com

Silas Amigo/Poeta: Tocou-me o forte e inventivo poema seu (em minha homenagem, chamado “Acervo Lastro” in, Porta-Lapsos, Poemas ) Muito grato. Somos ícaros, sim, nós que escrevemos e somos escritos. Fiquei maravilhado pela sua lucidez(…); também pela sua extraordinária e iluminada crítica de meu livro ( “Um circulador de alucilâminas salmando escombros humanus em estrofes de prosa poética da cor púrpura”; resenha luminescente de Silas Corrêa Leite, no link http://www.letraselvagem.com.br/pagina.asp?id=337) onde senti lucidez e conhecimento. O abraço afetuoso do Carlos Nejar.

 

 “Os trabalhos em prosa de Silas Corrêa Leite são cênicos, fílmicos…” João Silvério Trevisan/Balaio de Textos/SESC

“Eu assinaria embaixo de seus microcontos” – Ignácio de Loyola Brandão

“A Estância Boêmia de Santa Itararé das Artes, Cidade Poema, Terra do Nunca, é como o autor se refere ao cenário de toda a mágica e contagiante história de Goto, romance engenhoso e excêntrico. Neste livro-labirinto, tudo se inicia nas contações inusitadas de Ari, um menino intrigante. O menino é um sonhador que, durante o decorrer da leitura, ajuda o pai no seu ganha-pão, trabalhando à noite, levando pessoas misteriosas à outra margem do Rio Itararé no seu barco mágico. O menino é literalmente uma fenda temporal. Depois do trampo, cansado, sujo, deficiente, ainda arranja tempo para cuidar da mãe, e contar para o pai as narrativas mirabolantes cada vez mais esquisitas que vinha aprendendo com seus supostos viajantes. A partir daí, a história se adentra no mundo da fantasia, e cada conto do menino dá a parecer que o leitor embarca numa peça de teatro, depois num filme vintage, ora entra num conto de fadas desconcertado. Com toda a trama se desenrolando, como gato brincando com novelo, Goto te impressiona, te conquista e desperta em você a vontade de correr à casa do autor e bater palmas. Não se enganem os leitores em achar que este místico romance é apenas um livro, pois estou certo de que seu algo a mais corresponde a uma obra de arte impressionante e contagiante! Resumo de breve resenha de Lucas de Lazari Dranski – 15 anos, poeta, escritor, blogueiro, de Itararé-SP

Jornalista e Poeta Álvaro Alves de Faria (Jovem Pan): “Silas Corrêa Leite, me permita chamar você de amigo. Você me fez chorar. Li o que você escreveu sobre o meu livro “O Tribunal” (Editora Letra Selvagem, Romance), fiquei comovido. Você foi muito generoso comigo (…) Escrevi o livro com 24 anos de idade, publicado em 1971 virou filme longa-metragem com o nome “Onde os Poetas Morrem Primeiro”. O livro volta agora tanto tempo depois (…) Acredite, meu amigo, você me comoveu. Um texto que só poderia ser escrito por um poeta como você. Peço licença para colocar seu texto no meu site, depois do lançamento. Grande abraço. Obrigado Álvaro Alves de Faria”

Sobre CAMPO DE TRIGO COM CORVOS, Contos Premiados, ALGUNS SÍMBOLOS DA PERPLEXIDADE – Editora Design, Brasil, Finalista Prêmio Telecom Portugal

O título, sumamente concreto e substantivo, impele ostensivamente para zonas sensoriais e pictóricas. No entanto, “Campo de Trigo com Corvos” não é mera reprodução do quadro de Van Gogh onde o trigo, amarelo, eivado das chamas loucas do pintor, escorraça de seu seio o bando negro dos corvos. No livro, muito para além dos afugentados, corvos há que permanecem pairantes ou, mais ainda, baixando ao rés do solo jogam-se contra as pessoas provocando a clivagem. E esta fórmula aproxima os textos de uma realidade mais humana(…). Mas, na arte de contar estórias, e é um pouco do que se trata aqui, o texto recorre globalmente a técnicas específicas da pintura. Designadamente, dos seguintes modos: Os fatos sucedem-se em tom linear, contíguos ou adjacentes, em direção a um desfecho, previsível ou não, podendo-nos apropriar neste caso da imagem do rio que decorre e atravessa a paisagem rumo à foz. A disposição da narrativa procede à colocação ou disposição de cenas paralelas, quadros que se encostam na vertical, ou na horizontal, às vezes na diagonal. Lembrando um pouco os vitrais medievais que ainda hoje se encontram nas catedrais. Postado na posição do personagem, o narrador reavém e sintetiza em frases-cristais largas faixas de vida transcorrida. São parágrafos breves, como riscos impressionistas e apressados, que intentam ou ensaiam remover um vulto de episódios para um mínimo centro, na vã tentativa de os aprisionar.(…). Por outro lado, mais do que abordagens textuais que imitam técnicas fílmicas ou de vídeo, nota-se um apropriar de materiais atinentes ao teatro. Desde logo, na encenação criteriosa e fiel de palcos que suportam os personagens, a reconstrução de sítios, locais, ambientes ou atmosferas.(…) Alguns títulos, algumas frases, preparam para ocorrências posteriores do conto. É uma espécie de levantar do véu, destapar de roupas femininas, jogo de sedução e permeio. Que muitas vezes pode desaguar num dos recursos anteriores, anulando ou aparelhando os efeitos: o imprevisto. Mas, o mais robusto de todos os recursos é o golpe-de-teatro. Repare-se que a própria palavra de que vimos falando integra a nova palavra, esta, aliada a golpe. Quando tudo se encaminhava no rumo certo, quando a rotina ou a monotonia se estavam solidificando, eis que de supetão tudo se desmorona, tudo se transtorna, ficamos submersos nas estrias que estouraram sobre nossas cabeças, fica tudo de pernas ao ar, a mesa, a casa, o livro, o corpo, a mente. Apesar de usado e abusado, o conto produz-se hoje em doses avulsas. A despeito de sua condenação, final da história e seus componentes-trave: narração, tempo e espaço, decretados pelo noveau-roman(…). Não basta hoje dispor magnanimamente da arte de contar. Não basta, como a Silas Corrêa Leite, ser um domador de estórias. É condição, ainda e nomeadamente, inventar histórias, seu entrechocar, prover à invenção de uma “história nova(…) Existe a história que é canto, beco e síntese(…). Existe a história que se traduz inteira e integral (…). Existe a que se senta na paragem, recusa avançar de momento e aguarda o porvir(…). Existe a história que se metamorfoseia em lenda, veste-se mágica, irreal (…). Existe a história contida, espelho de deserto dos tártaros, com tempestade iminente mas que não desaba em “Campo de Trigo com Corvos”. Mas todo livro é ou pretende ser uma obra literária. E é só isso que importa. Obtê-lo, consegui-lo, é todo o mérito e o valor acrescentado possível. Também aqui se obteve largamente esse desiderato. Observemos alguns dos meios. Ou fins. Deitando mão de uma linguagem que, afora o popular, o linguajar, a gíria, agarra os elementos específicos de dialetos, sintaxe indígena, eivando a escrita de vocábulos originados do tupi. Exercitando uma experiência genialmente rasgada noutros países de língua de expressão portuguesa por Mia Couto e Luandino. Dando o braço à metáfora, à imagem em novos moldes, revitalizando os textos. E desse modo obtendo o viço, a chispa, o engaste de muitas frases. Alongando a metáfora, expandindo-a, cingindo-a a personagens inteiros ou à globalidade do conto. Metáfora que se transforma em alegoria (…) E neste particular merece realce a intensa e não pretensa construção de novos vocábulos. Fruto de tentativas ou abordagens díspares. Usando a colagem, a composição, errônea em aparência mas sempre imprevista, como no caso de “esposa-vítima”, “vento-coisa”, “nuvem-lesma”, “instante-trevas” ou “lebre-dor”. Recorrendo à síncope, como se verifica em “marra” e “garra”. Provocando a junção, de que poderemos enunciar “enfebre”, “nágua” e “cinzazul”. Adstringindo a preposição, prefixada, em “de-vereda”, “de-assim” e “de-primeiro”. Neste campo, de trigo literário, em que muitas letras são corvos, entendo que o mais subtil e profundo recurso resulta do germinar de vocábulos novos, que estimulam os acordes da sintaxe, da fonologia e da morfologia. Realizando cambiâncias, muito pouco vistas e nada pouco inesperadas. Ousando obter o substantivo a partir do verbo, do adjetivo, ou mesmo do próprio substantivo. Obtendo ligas que só ao alquimista são permitidas (…). Do inúmero número de vocábulos em que se verifica um processo de alteração da categoria sintática, ou manutenção sintática por força de novo vocábulo, quer por ação da base quer do derivado, topamos estas nominalizações deverbais: “acontecência”, “havência”, “pertencimento”, “andação” ou “conhecença” (…) Recuando: perante o impasse da estória, notória se torna a premência da exploração de técnicas e moldes e dados inovadores. Porque não basta à ficção reproduzir a realidade ou ser espelho do real. Isso já se fez ou é horta de outras artes. Da perícia autoral depende a superação do real. Mais: a sua subversão(…) E já que entramos na corrente, deveremos referir a mais ousada ousadia presente neste livro. Algo que apelidaríamos de transrealismo. Obter do texto a superação do real, a sua mistificação, submeter e soterrar normas, o erigir de um outro real. Falávamos de artes plásticas. De artes cênicas. De linguística. E, sobretudo, de arte literária. E corrente. Literária, claro, mas não só. Tudo muito apreciado. Mas então, e a vida? Porque é o sangue dela que muitos pretendem, ou preferem ver escorrer das letras dos livros. Diria: Existe, como metáfora da terra, e dela, a vida, um extenso campo de trigo. E pequenos pontos negros no meio do trigo, os corvos. Este é o palco, é aqui que tudo decorre. Com o sol por testemunha ou sob o céu noturno. Os pequenos pontos negros por vezes exaltam-se. Rebelam-se. Ficam loucos. Pode dar na destruição de todo o enorme campo. De trigo. E é assim que a vida se eleva (mesmo quando derrubada). Porque ela é em simultâneo

Luz e escuro

Branco e negro

Gozo e dor

Água e fogo

Campo de Trigo e Corvos.

Antero Barbosa – Literato de Porto, Portugal (Poema, Ficção, Ensaio). Licenciado em Estudos Portugueses, Diretor de Escola de Ensino Superior. Crítico Literário, autor dos livros “Contextos” (Contos) e  “Ramos e de Repente (Poemas). Prêmio de Poesia Brétema, 1990, e Prêmio Trindade Coelho, 2005.

Silas Correa Leite no Jornal PRAVDA da Rússia

No site do Jornal PRAVDA da Rússia, no link http://port.pravda.ru/sociedade/cultura/02-09-2015/39379-vira_latas-0/ internautas do mundo inteiro podem acessar e ler a resenha critico-literária do premiado escritor Itarareense, Silas Corrêa Leite (…) O link da internet aponta para comentários literoculturais do autor Itarareense sobre o novo livro do professor universitário Adelto Gonçalves, ‘Os Vira-Latas da Madrugada’

Silas Corrêa Leite começou a escrever para o jornal O Guarani em 1968, com 16 anos e apenas o curso primário, quando ainda era garçom de bar(…) Migrando para SP em 1968, voltou a estudar, sempre escrevendo, colaborando com o jornais de Itararé. Depois de formado, ganhou prêmios de renome, vencedor do Primeiro Salão Nacional de Causos de Pescadores, promovido pela USP-Universidade de SP, que foi reportagem no Jornal O Estado de São Paulo e na Rádio Eldorado(…) Ganhou outros prêmios, inclusive no exterior, constou em mais de 100 antologias literárias em verso e prosa, até internacionais, com textos publicados também no Jornal Correios do Brasil, Observatório de Imprensa, Mundo Jovem, Trem Itabirano, e mesmo em fanzines, suplementos culturais e revistas eletrônicas no  Brasil, na Europa (Portugal, Itália), na África (Angola, Moçambique), América (EUA, Argentina, Chile), sempre promovendo causos e acontecências de Itararé. Também foi destaque em todas as redes sociais, e mesmo na mídia televisiva, como TV Bandeirantes, TV Cultura, Canal Universitário, GNT, e ainda no Diário Popular, Jornal da tarde, Revista Época, Revista Ao Mestre Com Carinho e outros veículos de comunicação. Foi ainda destaque no Vestibular de Letras da FAFIT de Itararé, e no vestibular da VUNESP-SP, além de premiado no Mapa Cultural Paulista, representando Itararé. Jornal O Guarani – http://www.jornaloguaraniitarare.com.br/blog

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Livroterapia: a Terapia de Ler – Ensaio de Silas Correa Leite

Artigo/Opinião:

 

Biblioterapia, a Terapia da Leitura Que Cura Almas, Corações e Mentes

Livroterapia, Um Remédio Caseiro e Casual Que Escancara e Cura?

 

-Doutor, estou com graves problemas emocionais, de depressão a  falta de apetite, de baixa estima a obesidade mórbida, que remédio o sr me indica?

-Leia o livro tal. Você vai adorar. Vai fazer um bem enorme pra vc. Pratique esportes. Não beba, não fume. Viaje no livro.

-Doutor, pensei em me matar. Não fui uma boa filha. Só fiz coisas erradas. Más escolhas. Agora a idade me cobrando. Caiu a ficha. Preciso de tratamento.

-Vou indicar um remédio: esses livros aqui…  Leia-os. Volte a estudar. Se quiser, procure uma igreja, mas lembre-se que um bom livro é melhor do que farmácia, shopping, praia, afinal, vc não pode fugir do lugar que está, do lugar que vc é. Humorterapia tb ajuda. Mas no livro vc se encontra e viaja na maionese, na batatinha… Um ótimo livro é melhor do que Rivotril. Leia e se encontre. Ou se perca. O melhor animal de estimação é um livro. A melhor viagem é para dentro. Ler, amar, e se curar…

Psicólogo poeta? Vá vendo. Quero dizer, vá lendo. Terapia ocupacional: ler vários livros. E consultar especialistas, fazer tratamentos tb. Somando à terapia do perdão, terapia comunitária, estudar muito – fugir, fugir, fugir… nos livros – e fazer regime, se for carência, e nos cursos e viagens encontrar pessoas… Alma gêmea? Nem pensar. Algemas. Prenda-se a um bom livro e tb seja um livro com final feliz. Ler é o melhor remédio. O melhor energético. Livroterapia…

-Dr, preciso de um ansiolítico, uma cura logo, emergencial. Exames. Consultas. Chapas. -Leia esses livros todos, a bula como bibliografia. O laudo é: quem lê, abre a alma, a mente, o coração. Quem não trabalha não se valoriza. Quem não estuda não muda, não sai do lugar. Consumismo é doença. Internet o tempo todo e escrevendo errado é atestado de ignorância virtual. O preço da ignorância é a eterna dependência do achismo, da mesmice. Não seja um coxinha. Vá abrir um livro.

-Dr, como muito. Dr, choro muito. Dr, tenho pesadelos. Dr, preciso de alguém ao meu lado. -Muito bem, paciente, vou indicar medicamentos e… LIVROS. Vá caçar um livro. Vá ler outras vidas. Não foi fácil para ninguém. Seja mais do que um ninguém, seja alguém. Ler é um tratamento eterno… Seja vc tb um livro aberto sobre si mesmo…

Viajar, comer, amar, estudar, ler, brincar de ser feliz. Mágoa atrai câncer. Frustração atrai pesadelo. Ódio não leva a nada, a não ser a doenças. Saia de si, num livro. No livro vc vai sacar que pessoas (heróis, personagens, bruxos, fadas, anjos, monstros, Peter Pan, Sininho, Gepeto, Cinderela, Mil e Uma Vidas) pessoas que sofreram mil vezes mais do vc, e mesmo assim venceram e foram felizes. Resiliência? E vc aí se achando. Perca-se nas páginas de um livro. Seja tb sua vida-livro com um final feliz que vc escreveu apesar de tudo. Frequente bibliotecas. Ler um livro faz bem pra pele. Seja o seu livro uma praia, uma viagem, uma cabana, não cem anos de solidão. Não gosta de ler? Tem tratamento. Não gosta de estudar? Tem cura. É difícil mas tem. Livros difíceis? Pois é, livros fáceis e vc fica “facinha”, de lograr, de aceitar mentiras, de acreditar em lorotas… já pensou que lugar ao sol é o seu futuro, se vc se esconde atrás de uma máscara, fingindo que foi o que não foi, que é o que não é? Nem ler, nada a ver. Nada a ser. Leia e seja. Um médico não é Deus. Uma igreja certinha não existe, vc não é certinha e nenhuma religião pode adestrar vc, a não ser que vc seja quadrúpede.  E depois, lembre-se: a solidão é a melhor amiga da alma. E um livraço é a melhor companhia. Poesia é bom pra memória, pro espírito, para neuras, remorsos, sequelas. Deus ama quem lê com alegria. Na casa do Pai há muitas bibliotecas… Já pensou que demais? Seja um bom livro, seu super-herói preferido. Leia e apareça. Quem não lê, sabendo ler, é um inocente inútil, um ignorante perfeitinho para um sistema que banaliza o amor, a caridade, a evolução. Leia e evolua. Ou fique aí parado, esperando a banda passar, e vc atrás da banda de falsos contentes desafinando a sua vida em escala errada. Lucros, perdas. Quem lê vale mais. Vale quando seja. Conteúdo. As aparências deformam o caráter. Quer escolher alguém para ser feliz, seja feliz antes. Se ele tem mais livros do que beleza, ame-o, e deixe-o amar. Cresça e apareça ao lado dele. Se ela tem mais cursos e diplomas do que sapatos e caixas de maquiagens, e adora trabalhar e estudar, vai ser a musa ideal, a esposa ideal, vc vai crescer com ela, ser feliz, ficar rico com as mãos limpas, nas alegrias e nas vitórias. É sim, possível ser feliz sozinho. Se vc está em boa companhia, quando está sozinha com um livro na mão, vc tem o que oferecer a um outro ser. Um celular sem crédito, e vc pouco ligando. Vai reler aquele clássico famoso. Vai se reaprender. Vc vê as fotos de vc menininha, de sua mãe gestora, de sua vida evolutiva, e sempre está com um jornal, uma revista, um livro na mão, ou desenhando, lendo, estudando, e olha-se: venceu por seus próprios méritos de muitas leituras, estudos, cursos, diplomas, conquistas, vitórias. Sua vida um final feliz. Quem não lê muito não se ama nada. Alme-se: LEIA. Quem não estuda sempre vai morrer sem ter uma vitória de garra para contar como referência. Quem quer um livro de um mané, um asnoia, um zé ninguém, se a mesmice e a verdadeira autoajuda é a ajuda mutua, o esforço, o sacrifício, o além de si, a determinação, a transparência, e assim então uma verdadeira alta ajuda. Que exemplo vc é para sua família, ou vc é mais um, ou para vc tanto faz como tanto fez, não significa nada sendo o que é?

Leia a vida-livro do autor. Leia a história do personagem admirável.  Vc nasceu, seu nome foi escrito no livro da vida. Vc casou, ganhou uma pg de livro de oficio, num cartório. Vc lê a bula que é a pg de um remédio, a química, a biologia, a homeopatia. O laudo foi negativo e está ali mais uma página de sua vida limpa. Seus diplomas, suas escrituras. Quando vc morrer, escreverão seu nome num livro. Aqui jaz ou “aqui jazz”? Dance conforme a música do livro. Ora, se tudo se enlivra de vc, e vc lendo se livra de tanta coisa ruim, quando morrer, seu nome sendo escrito no livro do céu, pq vc não lê então, se tudo retrata vc? Quando Deus escreveu vc, Ele estava virando pra lua, ou vc aceita a escuridão da ignorância e da rotina, e tem um medíocre repertorio de palavras, escreve errado, querendo palpitar sem saber… Leia e aumente o volume do seu cérebro… Morrer sem ter lido os mil melhores livros de todo mundo, vai fazer de vc uma ameba com godê. Bonitinha mas tapada. Grã-fina mas ruim de diálogo. Saber ler mas não lê, acaba uma ignorante política daquelas. Já pensou, seu cérebro um receptáculo de tudo que faz de vc ser pequena, a fofoca, a vizinha topeira, a amiga burralda, a parente analfabeta, quando estudar vai abrir sua concepção, e ler vai fazer vc medir informações, escrever melhor, saber usar o verbo viver em toda esplendência?

Biblioterapia. Livroterapia. Eis a fórmula secreta.  Dieta da lua? Dieta da USP. Cursos, diplomas. Rato de sebos. Dieta do Livro. Leia e emagreça. Pedale seu livro. Plante um livro em seu canteiro neural. Resuma o livro, copie o livro, critique, escreva ao autor, à editora. Indique o livro. Coma o livro, beba o livro, respire os livros. Empreste o livro. Seja freguesa da biblioteca ou da livraria de seu bairro. Gaste dez por cento do seu salário com livros, cds, dvds. Tenha a sua própria coleção na biblioteca em casa, feito um pedaço de um infinito particular. Sentiu firmeza? O céu pode ser uma grande biblioteca do Criador, um paraíso de livros. Vai repetir de vida, ou vai repetir de livros? Onde a sua vida-livro se encaixa da biblioteca da natureza? Ou vc é um caso perdido, um pé no sacro, um final infeliz, uma pobre e analfa e reaça alma perdida a vagar nessa dimensão cósmica numa travessia da Via Láctea? Olhe para o céu que há no livro, e se livre do inferno que as suas escolhas obscuras fizeram de vc uma refém do ostracismo.

Será que o seu login depois da morte é o nome de um livro clássico, e a senha, no portal do infinito, é um guardião alado dizendo: -Evolução ou retrocesso? -Quantos livros vc leu, camarada? Se leu pouco, voltará dependurada num cipó de Darwin, com seu DNA corrompido, a placa mãe retardada. Se leu muito, um lugar melhor será o seu futuro e dirão, que vc mesmo teve um belo romance de vida, que escreveu com seu suor, suas lágrimas, seu sangue, e também, claro, com seus cursos, diplomas, e livros que inspirou, leu escreveu e foi de alguma forma capa e espada tb. Mas não acredite em verdades perfeitas, nem tenha aquela velha opinião formada sobre tudo. Critique tudo. Com sabedoria curricular e cultural. Mas com base. Nunca questione escrevendo errado ou sem pesquisar antes. O selfie pode esperar. Vidinha medíocre, paz burra. Só idiotas não têm inimigos. É mais cômodo e seguro ser um mané, uma perua, né não? Ser burro não dói nada. Aprender dignifica a fé, a obra, o ser. O que vc pensa, cisma, pensa, exprime, escreve, diz mais de vc do que vc acha que diz ou é. Não compartilhe bobices, fascismos, neuras sublimadas, resignações de panelas. Leia-se e seja-se. Fuja num mapa do livro. Solte as amarras. Use a imaginação. No reino da fantasia há muitas jornadas espirituais. Pague pra ver, pra ler, pra ser, crescer e aparecer… Quem lê vale mais. Quem lê poesia vale muito mais. Ler e criar, é só começar. Ler e curar-se, é só continuar a ler muito e bem…

“É comum confundir Biblioterapia com ler livros de autoajuda. Alguns títulos de autoajuda são úteis e podem ser aplicados junto com o tratamento”, diz Rodrigo Leite, (Coordenador do Ambulatório Geral do Instituto de Psiquiatria da USP, a Biblioterapia)

Ou vc quer ser uma merreca de um cerebrozinho de carruagem de abóbora selvagem, com inúteis e bobos mil tons de cinza de anões de jardins cheio de coliformes fecais de abutres? Vire a página. Seja freguês de uma estante cheia. Mande ver. Mande LER. A melhor pedagogia é o exemplo. A maior e melhor lição é não ser tapado e nem metido a cult ou artista de embustes, sem ser sequer ser um eterno aprendiz da alma humana. Livro ensina. Aprenda.

Quando eu morrer eu quero ser LIVRO.

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PS: Livros viram ‘remédios’ para paciente psiquiátrico. Fobias, ansiedade, bulimia e depressão podem ser tratadas através da leitura. Histórias são indicadas pelos médicos. Ler pode ser um importante aliado em tratamentos psiquiátricos. É o que apostam especialistas da Biblioterapia. No Reino Unido o método ganhou apoio do governo por meio de parceria entre médicos e bibliotecas públicas, que transformaram-se em verdadeiras farmácias culturais: os livros são ‘prescritos’ em receitas e emprestados ao paciente. Jornal O Dia – Inglaterra.

Escreveu:

Silas Corrêa Leite, Livre pensador humanista, blogueiro e ciberpoeta premiado.

Autor de vários livros, premiado em diversos concursos, constando mais de 800 links de sites e em mais de cem antologias literárias de renome em verso e prosa, até no exterior. Contatos para palestras, congressos, debates, entrevistas, críticas, torpedos, etc. E-mail:

poesilas@terra.com.br

Último Romance no Site da Folha de São Paulo:

http://livraria.folha.com.br/ebooks/literatura-ficcao/gute-gute-ebook-1316008.html

Livros a venda no site: WWW.livrariacultura.com.br

OU no: WWW.clubedeautores.com.brbiblioterapiaum

Gute Gute: Reflexões e Impressões de um Bebê na Barriga da Mãe

Meu romance GUTE GUTE

Clelia Gorski

Gute Gute Capa

Livro de Silas Corrêa Leite nos inspira a imaginar o mundo de onde viemos e para o qual queremos, em algum momento de nossa vida, voltar: o útero materno.

Gute Gute – Barriga Experimental de Repertório é um romance cuja originalidade nasce já no argumento de traçar linhas sobre fantasias, peripécias, experiências, sensações e impressões de um ser em gestação.

Pensar sobre esta primeira fase da experiência humana é inerente às questões sobre nossa existência: de onde viemos, por que viemos, do que somos feitos, para onde vamos? Contudo, embora imaginar o que acontece dentro de uma barriga em processo de gestação seja uma curiosidade comum, apontar caminhos e se arriscar palpites que viram frases e poesias é algo original e inspirador. Daí o subtítulo Barriga Experimental de Repertório: o autor reúne questionamentos sobre vocabulários, canções e sons que ouve de dentro da barriga da mãe e que servem…

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Fernanda Fatureto e seu Belo Livro de Poesias: Intimidade Inconfessável

Breve Resenha Critica

O Confessionário Poético de Fernanda Fatureto

 

“… Adquirimos sabedoria?

Eis um belo paradoxo, 

já que a sabedoria é fruto das perdas

  e não das aquisições.”  (Alma Welt)

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Vivendo e aprendendo a chorar… A faca cega do olhar, a cismar, perquirir; porque açoda refinamentos íntimos, até as ‘bijuteliricas’ dessa nossa amarga ‘vidamorfose’. Vida-víbora as vezes? Tempo-rei… Escrever é apagar incêndios? As vezes é propagar incêndios… Inconformismos e outros ismos (perdas não suturadas), tristices (buscando na poesia o ansiolítico); alma poética vertendo lágrimas-lampejos em poesia de grosso calibre, baixo escalão e curtume de dilacerações em estrofes…

Intimidade Inconfessável, o livro de poesia de Fernanda Fatureto, e o germe da dor e da não aceitação soltando labiriscas de palavras, da alma triturada, num pensar-sentir-cismar, momentos e perguntações… reflexões… e desatinos desse “ver-sentir-reinar” a vida. Vida? Sentições tenebrosas dão bons poemas. Eis o livro.

Ana Cristina Cesar dizia de “ancorar (amarrar) navio no espaço”. Fernanda Fatureto quer lixar a ferida de sua alma no que escreve, quer vazar “limonódoas” de tudo isso junto e misturado, como se plantasse incêndios em lampejos de palavras… Teias (traços), traumas, neuras, véus (ranços, limos, húmus), vis-lumbres, reconhecimentos, desacomodações do Eu de si. Cortes de palavras e resíduos a trufados versos situados e sitiados a palo seco. Ah a lavoura de mordaças, cisternas, e incêndios íntimos. Risos, cafés, duelos: a infância in(contida) em suas chagas de sensibilidades não devidamente auferidas no lustral e nem talvez decodificadas…

Tintas de extintores de incêndio vencidos: a mágoa, a neura, a tristeza-dor, e as afinidades com as palavras buscando retrazer das entidades e afins, os cadarços, borbotões de laranjeiras interiores. Feridos venceremos? Não, não há sensações no esquecimento. Vidráguas amargas? Vitrines no parir das armadilhas de percursos, mais o espolio-fertilidade da dor-poesia.

-“É mais corajoso quem não tem medo de voar pelo mundo ou quem aguenta ficar dentro de si?”, disse Tati Bernardi. Reconstruir-se é sair do inconformismo, sacudir e poeira e dar uns volts por cima. Haja arte. Sorte nossa que Fernanda escreve seus rasgos e toca ressentimentos com asperezas de um olho na alma e um olho na vida real. Existir dói.

O poema “Ao Pai” ´quase mantra em sânscrito.

“Meu pai/Como é ter-te e ter perdido?/

Como é passar pela vida?(…)/ Estás comigo./

O fio não se perdeu(…)/ Conta, sorrateiro,

ao vento, o que é a eternidade” (In pg 19/20)

O breve livro de Fernanda Fatureto traz esse incomodo: acaba perto do quase, com sabor de quero mais, e fica o dito no sentido com a alma: ela tem muito mais o que contar, em verso e prosa (sorte nossa?), seu universo criador grita na silencitude de seu trejeito de dizer a dor a sério e levar a escrita com talento. Lava-se, quando se enleva e evoca? Que venham outras páginas de sua vida-livro aberto sobre si mesma…

O Edson Cruz que faz orelha e prefácio, bem a retrata em rápidas e belas pinceladas: “Escrever o primeiro livro de poemas é como retirar o véu de nosso Eu mais caro(…) Seu livro e um ajuste de contas com o tempo(…) Onde o que prevalece é a sensibilidade”. O que foi arrancado de nós, ainda permanece em nós?

Versos rastros (pegadas íntimas): “Há uma gota de sangue nesse apelo//… Ou: “Enunciação. Crivo em crise. Sintoma// ou… “Havia uma luz a meio tom/A espreita no salão./Uma bailarina antiga/Dançando a valsa do adeus”. Essa é a poeta Fernanda Fatureto: creme e coragem, palavras e vultos lacônicas que perpassam palavras.

Bela estreia. Que venham outros livros. Estaremos esperando com café, capa, espada, elmo e os olhos prontos para ver pontos de fugas de poemas arrancados da dor da sobrevivência in/possível. Vá se confessar assim na Poesia. Oráculo, genuflexório? Melhor viver de poesia do que dessa realidade bruta que é a existencialização dura e sofrível perto de nossa impura solidão-cadáver

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Silas Corrêa Leite – E-mail: poesilas@terra.com.br

Autor de GUTE-GUTE, Barriga Experimental de Repertório, Romance, 2015, Editora Autografia, RJ – Blogue: www.portas-lapsos,zip.net

 

 

 

http://www.paralerepensar.com.br/paralerepensar/texto.php?id_publicacao=39352

 

 capafernandasilas

Se os Tubarões Fossem Homens

 

Se os tubarões fossem homens – Bertold Brecht

 

Se os tubarões fossem homens, perguntou a filha de sua senhoria ao senhor K., seriam eles mais amáveis para com os peixinhos? Certamente, respondeu o Sr. K. Se os tubarões fossem homens, construiriam no mar grandes gaiolas para os peixes pequenos, com todo tipo de alimento, tanto animal quanto vegetal. Cuidariam para que as gaiolas tivessem sempre água fresca e adoptariam todas as medidas sanitárias adequadas. Se, por exemplo, um peixinho ferisse a barbatana, ser-lhe-ia imediatamente aplicado um curativo para que não morresse antes do tempo. Para que os peixinhos não ficassem melancólicos haveria grandes festas aquáticas de vez em quando, pois os peixinhos alegres têm melhor sabor do que os tristes. Naturalmente haveria também escolas nas gaiolas. Nessas escolas os peixinhos aprenderiam como nadar alegremente em direção à goela dos tubarões. Precisariam saber geografia, por exemplo, para localizar os grandes tubarões que vagueiam descansadamente pelo mar. O mais importante seria, naturalmente, a formação moral dos peixinhos. Eles seriam informados de que nada existe de mais belo e mais sublime do que um peixinho que se sacrifica contente, e que todos deveriam crer nos tubarões, sobretudo quando dissessem que cuidam de sua felicidade futura. Os peixinhos saberiam que este futuro só estaria assegurado se estudassem docilmente. Acima de tudo, os peixinhos deveriam rejeitar toda tendência baixa, materialista, egoísta e marxista, e denunciar imediatamente aos tubarões aqueles que apresentassem tais tendências. Se os tubarões fossem homens, naturalmente fariam guerras entre si, para conquistar gaiolas e peixinhos estrangeiros. Nessas guerras eles fariam lutar os seus peixinhos, e lhes ensinariam que há uma enorme diferença entre eles e os peixinhos dos outros tubarões. Os peixinhos, proclamariam, são notoriamente mudos, mas silenciam em línguas diferentes, e por isso não se podem entender entre si. Cada peixinho que matasse alguns outros na guerra, os inimigos que silenciam em outra língua, seria condecorado com uma pequena medalha de sargaço e receberia uma comenda de herói. Se os tubarões fossem homens também haveria arte entre eles, naturalmente. Haveria belos quadros, representando os dentes dos tubarões em cores magníficas, e as suas goelas como jardins onde se brinca deliciosamente. Os teatros do fundo do mar mostrariam valorosos peixinhos a nadarem com entusiasmo rumo às gargantas dos tubarões. E a música seria tão bela que, sob os seus acordes, todos os peixinhos, como orquestra afinada, a sonhar, embalados nos pensamentos mais sublimes, precipitar-se-iam nas goelas dos tubarões. Também não faltaria uma religião, se os tubarões fossem homens. Ela ensinaria que a verdadeira vida dos peixinhos começa no paraíso, ou seja, na barriga dos tubarões. Se os tubarões fossem homens também acabaria a ideia de que todos os peixinhos são iguais entre si. Alguns deles se tornariam funcionários e seriam colocados acima dos outros. Aqueles ligeiramente maiores até poderiam comer os menores. Isso seria agradável para os tubarões, pois eles, mais frequentemente, teriam bocados maiores para comer. E os peixinhos maiores detentores de cargos, cuidariam da ordem interna entre os peixinhos, tornando-se professores, oficiais, polícias, construtores de gaiolas, etc. Em suma, se os tubarões fossem homens haveria uma civilização no mar.

Silas Corrêa Leite (Romance Angústia = O escorpião na alma Graciliana)

Oceano de Letras

“Graciliano Ramos, na sua aparente rudeza, comovia-se com o desamparo de seus personagens, nos quais identificava o seu próprio desamparo (…)”
Ferreira Gullar

Um dos maiores, se não o maior escritor brasileiro de todos os tempos, o eterno Graciliano Ramos, um dia, no distante e futuro devir, ainda será muito discutido (em vãs tentativas de ser inteiramente despido/desvendado), e, poucos aceitarão a minha tese de que Angústia, sua obra maior, revela-o inteiramente, pois é verdadeiramente um íntimo “escorpião” peregrino na sua alma de tez-chão, traduzindo-se e traduzindo-o de forma pura e nua para a revelação do Eu de si mesmo, no self de sua escrita como exercício de solidão, de purgação, de limpeza (até mesmo freudiana) de sua amarga/azeda alma triste, talvez até maníaco-depressiva (buscando a pureza do simples em humildes?), com sua narrativa crítico-irônica (surto psicótico do escrever-se para livrar-se do que sentia? – parafraseando Borges), quando, então, traduz-se…

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Romance SEPARADA E DIVIDIDA de Clélia Gorski, Resenha Crítica de Silas Corrêa Leite

Breve Resenha Crítica

“Separada & Dividida”, o Romance-twister de Clélia Gorski

 

Aprendi com as primaveras a deixar-me cortar

e a voltar sempre inteira. –  Cecília Meireles

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Clélia Gorski é uma mulher extremamente bonita e refinada, nascida em Itararé, SP, jornalista, publicitária, com conhecimentos e vivências nas áreas de apresentadora, repórter, editora, produtora, assessora de imprensa, com trampos em canais de tvs como Record, Cultura, Gazeta e mesmo na Rádio Eldorado. Seu romance de estreia “Separada e Dividida” traz tudo isso de vivencial, tudo junto e muito misturado (temperado) na obra, que quando lemos a “dança” dela também feito um twist de escrevivências, vemos um filme passando em nossa cabeça, mas, ao contrário, por exemplo, de Comer, Rezar e Amar, com Clélia Gorski é, literalmente isso mesmo: Correr, Zerar e Amar… Toda vida tem a estatura de uma peregrinação, para que busquemos nossa iluminação toda própria, peculiar, interior, por nossos próprios meios, escolhas, até o conduzimento de situações periclitantes da vida, para, então, evoluirmos e aprendermos com as trilhas, sofrências, erros e acertos, até o nosso refinamento íntimo, já que a borboleta nunca pode voltar a ser casulo. Sonhar dói? Alice no país das maravilhas, ou nesse mundo masculinizado em que o coelho diz que somos todos loucos? Ou é quando Alice não mora mais em si, mas no outro, no amor, e na dor, no conhecimento da dor, já que aprender é limar-se, evoluir, ter a iluminura?

 

“Na impossibilidade das lágrimas, choro tinta”, diz um poeta paranaense, cujo nome me foge agora.  Mas é mais ou menos por aí, o belo historial todo do romance “Separada e Dividida” (Editora Talentos da Literatura Brasileira-SP),  da Jornalista Clélia Gorski. A narrativa tem todo um lado twister-escorpião, revelando, desvelando, feito um diário de percurso. Afinal, dançar, costurar, viajar (a logística da sobrevivência possível), cozinhar, planejar, e ser-estar-permanecer mãe acima e sobre todas as coisas, não está pra peixe, sereia, ninfa. E tudo isso, ainda, o lado feminino na florescência de um mundo masculinizado… Pensa que é fácil ser mulher moderna assim? Alice, a personagem central, narradora, meio psicóloga, meio filósofa, é tudo isso e muito mais, e ainda com a sua trilha sonora… no estúdio da alma. Ah a postura açucareira dessas mulheres de alto gabarito, quando sobem nos saltos, e nos ensinam a amar o amor…a sermos e parecermos mais humanos.  Mas, como se diz, quando estamos amargos, temos que rebolar, porque o açúcar está no fundo da xícara, e temos que mexer com ele, nos adoçando, apesar de tudo. A vaidade é um rímel na asa. Contrastes, cores, músicas, correrias, enfrentamentos, e Alice rebola na sua dança sobrevivencial, contando rupturas, amores, recomeços, idas e vindas… Como diria Elis Regina: “dançando na corda bamba sem sombrinha”, e ainda assim estimar, cismar, perquirir, vencer. Já pensou? E toma ioga, boxe, cursos, a reconstrução, a autoestima, a tal da resiliência. Separada e divorciada, dividida é pouco: multiplicada! Mulher moderna e brilhante é isso: precisa refluir a alma pra se coçar, se encantar, se reerguer das cinzas. Trabalha, estuda, faz cursos, musculação, faz esteira, pois é: socada, fatiada, mas nunca desistindo e sempre permanecendo ativa e vencedora, pois é uma mulher acima da média. “Resgatar-se é como dar uma festa, e ser, ao mesmo tempo, o anfitrião e o convidado mais esperado”, disse Marla Queiroz. Pois esse romance da Clélia Gorski, “Separada e Dividida”, é exatamente isso, um palco-vida-livro, com holofotes da alma guerreira se pronunciando em todas as palavras, cores, letras e músicas, meio Clarice Lispector, meio Cecilia Meireles, meio Hilda Hist, meio Silvia Plath, meio Cora Coralina, meio Adélia Prado, tudo moído, separado, flechado, escancarado (janelas abertas para o céu da busca?), tudo assim mesmo juntado e costurado com a fibra da peregrinação, a resina da luta, a anilina do tempo, e o próprio perfume de uma lutadora cheia de fé no próprio taco, e, ainda assim, moleca e cheia de graça e amor pra dar. Só as almas de açúcar cristal são felizes depois de tudo?

 

No livro a narrativa flui, e você embarca, e toma assento das buscas, das estimas, dos conflitos, dos desesperos, da mãe, da mulher, da Alice e sua brincadeira de ser feliz, de sua braveza para vencer etapas, de sua tentativa de conciliar várias situações com o eixo norteador de si mesma, mulher sujeita de seu próprio destino, com todas as enfrentações de percurso, feito um romance-vida que daria um filme, também, tipo assim: “ensina-me a sobreviver”. Ah a cara cara-metade, o olhar-se no espelho de Alice, ressentimentos, emoções aflorando, “mulher do século XXI que está prestar a virar pó, de tanto ser aspirada pelas milhares de tarefas a cumprir” (pg 31). As zonas de colisões, de acomodamentos. Você lê a alma da autora no que ela escreve… Ela se desnuda, mas, vencedora, no seu melhor momento. Ah o certo e o errado, as circunstancias e as atitudes, os cuidados e os vazios… a sorte (sorte?)… o destino (destino?) … encontros e desencantos, correndo riscos, e a mão na massa… pois pinta e borda (vive!), brilha, aqui e ali, a vida de ponta-cabeça,  tentando fazer tudo sem começo, meio e fim, e acabar descobrindo que é um elo parte integrante de um todo cósmico que é eterno… e acabar tudo  em livro…  

Diz Evelin Pestana: “A dor emocional traz em si não apenas o que o outro não foi para nós, mas, sobretudo, o que não fomos para o outro. Entre o que esperávamos do outro e o que esperávamos de nós, nesse entre, podemos encontrar os recursos necessários para fazer da dor, caminhos. Está no “entre dores” a possibilidade de transformar nosso olhar em um olhar amoroso sobre nós mesmos”.  E depois,  como diz Pepino Di Capri, na romântica balada italiana “Il Mondo”(citada pela autora no livro): “O mundo//Não parou nunca um momento//A noite persegue sempre o dia//E o dia virá…” Alice não mora mais em si? Separada, fatiada, dividida, flechada, socada, costurada, reconstruída (iluminada), Alice não mora mais em si. Mas sua “almamãe”, sua alma avelã, mora na alma do mundo, a terra-mãe, ela mesma artesã de sua própria história de vida e de luta; e de conquistas, claro. O “líquido que jaz no repouso” (Alquimista da Alma, Poema da autora no livro, pg 186), mostra a obra depurada, liquida e certa, ela mesma, a autora/ (a personagem Alice?), entre a dor e a endorfina, e, romance de estreia, autobiográfico ou não, mas pondo as manguinhas de fora, e altiva –  no auge de sua vida-livro –   se dizendo presente como criativa escritora, e se assinando também ainda assim como competente romancista. Que aventura, que conto de fadas é a vida de uma mulher especial?  Ah, o final feliz é sempre aquele eterno e bendito Recomeçar…

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Silas Corrêa Leite – Poeta, blogueiro, professor, autor de GUTE-GUTE, Barriga Experimental de Repertório, Romance, Editora Autografia, RJ

E-mail: poesilas@terra.com.br – Site: www.artistasdeitarare.blogspot.com/

BOX:

Livro “Separada e Dividida”, Romance, 188 páginas

Autora Clélia Gorski, Jornalista, Publicitária

Editora Novo Século/Selo Talentos da Literatura Brasileira, SP, 2015

www.novoseculo.com.br

E-mail: atendimento@novoseculo.com.br

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Novo Romance de Silas Corrêa Leite, GUTE-GUTE, Barriga Experimental de Repertório

 

LANÇAMENTO DE ROMANCE – Release

Contrações Do Novo Romance de Silas Corrêa Leite

“BARRIGA EXPERIMENTAL DE REPERTÓRIO, GUTE GUTE”

O menino/Desengonçado/Estende a mão (…)

As palavras?/As palavras mergulham…

                        In, Galeio, Francisco Marques, Petrópolis

 

Está no prelo, pela Editora Autografia do Rio de Janeiro, o romance GUTE GUTE, BARRIGA EXPERIMENTAL DE REPERTÓRIO, a mais nova “loucura literária” do polêmico (e premiado) literato Itarareense (poeta, ficcionista e blogueiro premiado), Silas Corrêa Leite, tachado pelo Antonio Abujamra (Programa Provocações/TV Cultura de SP), de “O Neomaldito da Web”, e que hoje está publicado em mais de 800 sites, vários links de renome, até na América espanhola, Europa e África.

O escritor, já autor de outros livros, todos “diferenciados”, por assim dizer, esteve em crise de saúde, de anos atrás até mais recentemente, após perder a matriarca querida em Itararé, tendo vivido tempos difíceis, mas, ainda assim e por isso mesmo, profícuo criador na sua “dorpoesia”, claro, e, ao bolar este romance “louco”, também por assim dizer, parece que ao escrevivê-lo se “livrou” de  tamanha tristeza e angústia. Ao escrever GUTE GUTE colocou toda amargura para fora de sua orfandade sofrida, daí surgindo, nascendo, aperfeiçoado enquanto romance e enquanto literatura de primeira, GUTE GUTE, Barriga Experimental de Repertório. Sorte dos leitores dele, e do grupo Leia Silas, que no Facebook beira cinco mil amigos.

O que uma criança na barriga gestora da mãe sente, como é que é a rotina do trono umbilical e seu entorno, as reinações da grávida chorando de barriga cheia, como o baby se comunica com a mãe dentro da barriga adjacente, como é que ele pode se comunicar com outras crianças superdotadas ou sensíveis em outras barrigas-valises passantes, em berçários-ninhais. Com amor, humor, entre alegrias e sofrências, o autor destila-se como ele mesmo fosse o filho da mãe, bendito fruto, e contasse desde a fase intrauterina de uma criança, até arrebentar-se na barriga do mundo. O hormônio da mãe, refletindo no baby, as relações e afetos maternos entronizados para todo o corpóreo em formação, pelo duto do cordão umbilical, feito uma navezinha em formação acoplada no planeta barriga.

O leitor vai se encantar, se emocionar, sentir-se criança de novo, se colocar no lugar do escritor, no lugar do bebê, de onde talvez nunca queria ter saído. Quem tem mãe não tem medo, disse Henfil. Mãe é Mãe, Coca Cola é Coca Cola, diz o mote ridente das redes sociais. Pois o escritor também, filho da mãe, conta como é ou como poderia ser (salvo pela imaginação?); dá voz ao baby, que, sim, antes de vir à luz, quer falar, quer dar à luz a sua interpretação de meio, gestão e expectativa de vida. Vivemos mesmo só nove meses? Ao ler o livro você vai se sentir na pele da mãe atiçada, como enjoos, com desejos; na pele do bebê atiçado, cheio de perguntamentos e quireras de entendimentos espaciais, e precoce; na pele do pai babão e manteiga derretida, corinthiano, e, claro, só podia, também na pele do escritor, em mais uma obra com a sua marca, a sua cara, a sua especialização entre surrealismo, realismo fantástico e invencionices fora do convencional, quando não assustadoramente criativas. Ser mãe é padecer no paraíso, disse o poeta. Ser filho é contar lorotas, peraltices, sentires, pensares e falares deste o ventre?

Este é o novo livro maluco beleza, essa é a obra. Sinta as contrações do parto do livro e do nenê espeloteado e traquinas, transpolar e hiperativo desde a fase barrigal. Já pensou? O que o bebê quer dizer, o que ele sente, pensa, imagina, cria, e espera. Entre sem bater. Tem gente. Bem-vindo à Barriga Experimental de Repertório de GUTE GUTE.

Logo o livro estará à venda online, no site da editora, em formato de ebook, para leitura no Kindle e mesmo em formato de EPUB.

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Cult-News, Release – La-goeldi@bol.com.br

http://www.autografia.com.br/loja/pre-venda:-gute-gute-os-livros-serao-entregues-apos-o-lancamento-autografados/detalhes

http://guteguteromancejuvenil.zip.net/index.htmlPrint

Esboço de Carta de Renúncia da Presidenta Dilma Rousselff

Primeiro Esboço de Rascunho de um Modelo de CARTA de RENÚNCIA para a Presidente Dilma Rousseff

 

Silas Corrêa Leite

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-Considerando que corruptos e ladrões impunes, da pior oposição da história da república, querem voltar jogando sujo, porque perderam legitimidade nas urnas com inverdades, impropérios e maledicências, porque não têm propostas ético-humanistas, e quando estavam no poder de forma vergonhosa dilapidaram o patrimônio público;

-Considerando que como militante pela democracia fui torturada ser uma sonhadora de utopias, e quase morri por defender uma transparência institucional em todos os sentidos, e ainda tive um câncer de percurso e sobrevivência talvez por sequelas de ter posições firmes e ser resoluta, determinada e sem ódio customizado;

-Considerando que enfrentei uma raivosa elite podre em suas maracutaias, uma tendenciosa e sórdida mídia amoral ligada a agiotas estrangeiros beneficiados com as privatizações-roubos desde SP, Samparaguai, o estado-máfia;

-Considerando que enfrento uma justiça decrépita que foi omissa até então, e de uma hora para outra, açodada por pelegos, reaças, analfas e perdedores sem moral, e resolveu de forma tacanha e pústula ser denuncista e midiática sem antes ser justa, verdadeira, para todos, e ampla, total e irrestrita;

-E, considerando que hienas, chacais e abutres do arbítrio querem me derrubar de forma torpe,  querem me ver quebrada, se esquecendo de que não sou Getúlio para me matar num momento de fraqueza, nem Jango para me derrubarem com achismos até internacionais, nem receptiva a vilezas e antagonismos de coxinhas-daslu e asnonautas “asnoias”, nem sou Collor por ser fraco de percurso, apresento minha ético-plural-comunitária de carta de

RENÚNCIA:

 

E assim, Brasileiros e Brasileiras, Renuncio:

 

SIM, RENUNCIO:

 

01)–Renuncio aos antros de escorpiões infestados de corrupções de políticos achacadores que se mantiveram impunes no poder antes de mim e de meus companheiros, e nunca se passou uma vassoura de transparência entre todos os totens dos podres poderes, daí porque sou atacada por corruptos e ladrões velhacos, antigos, da velha república até o antro neoliberal, mas renuncio a eles todos; não preciso de uma base aliada de canalhas, de máfias e quadrilhas de aluguel, de uma bancada de cascavéis sem moral historial de clã, de meios truculentos e de partidos de aluguel, de marionetes saqueadores e sonegadores, de ratos de esgoto atentando contra as instituições que defendo, represento e por elas fui eleito por maioria absoluta referendada nas urnas;

02)-Renuncio ao comodismo tantã dos acéfalos acomodado em cargos e tramoias, em demagogias e subornos, em poses de marajás, e tomo partido de mim, do que sou, eleita por mais de 50 milhões de votos limpos e dignos, e em nome deles me levanto todo santo dia compromissada e lúcida, e luto, e sigo, e crio, e busco soluções, me fortifico na esperança como inteligência da vida, me assomo contra tudo e contra todos, porque me fiz forte na tortura, me fiz resistente no câncer, me fiz ainda mais guerreira ao ser atacada por janotas e boçais de tantos joios marcados de todos os antros, e venci a mim mesma, e com amor venci ao ódio, e venci  uma elite podre que sangrou o Brasil por mais de 500 anos, derrotei com mãos limpas uma burguesia amoral que não quer conquistas sociais, não aceita inclusões sociais de milhões, prefere o caos danoso da impunidade, de dividas sociais impagas, de medos, ranços, e com impunidades de togas, patentes e corporativismos;

03)-Renuncio aos que por terem partido acéfalo e sem vezo de se nortear pelo mote constitucional de que “todo poder emana do povo, e em seu nome deve ser exercido”, e em vez de ganharem nas urnas, torcem contra o Brasil, visando um anárquico caos politico que ferirá o país de dor para um tumultuoso retrocesso, para a anarquia, o caos econômico, o dezelo público; renuncio aos mal feitos, às manchetes destrutivas sem ética jornalística, renuncio à vileza de uma justiça de araque para plateias de lobos e raposas com claques corrompidas, renuncio até o próprio direito de ser mulher e ter que parecer fraca, para me insurgir contra tudo isso, e manter-me em pé, firme, resoluta, com minha fibra própria de mulher, de sentidora, de pensadora, porque sei o que sofri, sei o que venci, sei o que penso, sei o que quero, sei o que o Brasil precisa – e precisa ser passado a limpo, doa a quem doer, custe o que custar – e sou impávida, não temo a luta, o Brasil que sonhamos, que queremos, de justiça e inclusão social, de perene democracia social, sabe que sou uma cidadã… uma filha que não foge à luta;

04)-Renuncio ao ego, ao orgulho, ao pacote pronto de mesmices, à pretensão, a presunção de impunidade de incautos e fracos, renuncio as macaquices estrambólicas daqueles que torcem contra uma mulher, torcem contra o povo, são levianos, mal educados, xingam mas não me atingem, posam de donos da verdade, mas como ímprobos papagaios de piratas repetem disquinhos riscados como se “asnoias” do arbítrio, pedem a ditadura porque sofrem o open doping de uma mídia amoral, decadente, truculenta, mas, xingada, atacada, venci, venço, teimo, ouso, dirijo, renuncio ao coro dos insanos que pensam que pensam, que acham que são o que não são, sem voto ideológico, sem lógica sequencial do que foi até então a nossa própria historia com remorso;

05)- Renuncio a sair do poder instituído pelo povo, pois sairei como entrei, como as mãos limpas, com o sentido de justiça, do dever cumprido, assim como recebi o galardão da vitória de um homem que é um Mito no mundo, o Metalúrgico Eterno Presidente Lula, Pai do Povo, sairei pela porta da frente, de peito aberto, entregando a faixa a quem o povo escolher como meu sucessor, porque na alegria e na tristeza, na luta e nos canteiros, sou eu mesma, sempre, Brasil acima de tudo e sobre todas as coisas, pois não esmoreço, e sei que sonho que se sonha junto, é um seara em prol de povo, razão de ser do estado de direito:

06)-Renuncio à plantação de denuncismos, achismos e terrorismo midiático, lutei pela democracia, quase morri por ela, e sou democrática de alma e espirito, meu coração de mulher é aquele que pensa em prover o povo, os fracos e oprimidos, e visa sempre conquistas para esse povo que amo tanto, e que me elegeu para mudanças, para representá-lo na mais alta esfera do poder, e enfrentar medos, antros, maltas, hordas, ninhos de escorpiões;

07)-Renuncio ao pedantismo inumano e insano do tal pensamento único, penso que tudo é soma, e é com base no chamado principio do contraditório que fazemos a soma do todo, todos por um, o Brasil acima de tudo, nossa terra, nosso chão, nosso berço esplêndido, nossa plantação de justiça e fé na democracia, porque com certeza e pulso firme deixaremos um país melhor do que recebemos, e sofremos o revés de uma oposição sórdida, jogando sujo, ao mesmo tempo em que sofremos o crivo mais ético do mundo moderno e vigilante que nos sustenta, que nos observa e julga, nos dá respaldo, porque estamos transparentes sob um feito historial de conquistas, visando sanar as contas publicas, acabar com a miséria, acabar com impunidades suspeitas, visando continuar pagando dividas sociais desde libertações que não libertaram, da falta de uma falta de reforma agraria, e pelo motivo do sonho na mesma derrubaram um presidente legitimamente eleito, e visando não quebrar o estado com privatarias impunes, mas criar mecanismos em que o povo tenha amparo nos provimentos públicos, sustentação sobrevivencial, trabalho, comida, emprego, paz, fé nas instituições e num governo legitimo que bem o representa e mantém conquistas para o povo herdadas e continuadas desde o governo anterior reconhecido mundialmente;

08)-Renuncio a qualquer tipo de ditadura que não aceito, que não me representa, pois eu sou a voz do povo, sim, o povo tomou a direção da barca, e estamos juntos, perfilando conquistas sociais, porque eu tenho a cara e a coragem do meu povo, por isso renuncio a pessimismo de uma crise montada, de lavações sujas de roupas de quem não tem sustentação histórica no que se acha de ser, e assim seguimos para unir o Brasil e que o tempo seja o melhor juiz e nos referende, consolidando nossas conquistas;

09)-Renuncio a ceder para bravatas e panurgismos daqueles que, perdedores nas urnas, urram como hienas ensandecidas, regurgitam as biles de seus meios e pérfidos derrotismos, e me atacam, me ferem de mentiras e descalabros, porque de uma forma ou de outra, suspeitamente impunes caparam desse mesma justiça que açodada por raposas da velha politica acham que têm juízo de valores parciais, tendenciosos, nos seus jugos podres de meios e afins, mas renuncio a eles, aos seus métodos e derrotismos;

10)-Por fim, me renuncio a assinar qualquer maquiavélica intenção embusteira de carta de renuncia, que não seja essa verdadeira carta de renunciar ao derrotismo, ao estado de arbítrio, à crise montada, ao assedio de arapongas e tucanos do retrocesso, porque minha pátria é minha vida, e minha vida é um livro aberto de páginas de amor e lágrimas, de fé nas instituições que se passam a limpo, por isso, renuncio ao derrotismo e digo,

SALVE LIMPO PERDÃO DA ESPERANÇA.

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Primeiro Rascunho – Ciberpoeta e blogueiro premiado Silas Corrêa Leite

Anarquista Teórico, Socialista Democrático e Livre Pensador, Sonhando um Humanismo de Resultados

E-mail: poesilas@terra.com.br

 

WWW.portas-lapsos.zip.net

 

Texto da Série “Um Brasil Que Mereça o Brasil”

 

Escritor MEMBRO DA UBE-União Brasileira de Escritores, Autor e GOTO, A Lenda do Reino do Barqueiro do Rio Itararé, Romance, Editora Clube de Autores, de GUTE-GUTE, Barriga Experimental de Repertório, Romance, Editora Autografia, de O Menino Que Queria Ser Super-Heroi, Site Amazon, entre outros.

 

 

 adilmaforte

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