ROMANCE ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS DE SILAS CORREA LEITE

Silas Correa Lança seu Romance Místico ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS

-ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS, Romance místico, romance religioso ou romance ecumênico? Depois de Goto, A Lenda do Reino Encantado do Barqueiro Noturno do Rio Itararé, pela Clube de Autores Editora, SC, romance pós-moderno (considerado a melhor obra do escritor); depois do gracioso Gute-Gute, Barriga Experimental de Repertório, Editora Autografia-RJ, e depois do revoltado Tibete-De quando você não quiser mais ser gente, Editora Jaguatirica, RJ, três romances de peso e agraciados por boas críticas literárias de renome, o escritor, ciberpoeta, ensaísta, crítico literário e então por isso mesmo romancista, Silas Correa Leite, de Itararé-SP, premiado em diversos concursos literários, lança finalmente o romance ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS, primeiro de uma trilogia. Este livro começou a ser escrito em 1998, terminado em 2015, e só agora finalmente lançado pela Sendas Editora do grupo Kotter Editorial de Curitiba-PR.

Como todos os livros diferenciados do autor, polêmicos, críticos, ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS não foge à regra e ao estilo de Silas Correa Leite vai nesse fulcro literário. Desta feita, entrando num campo por assim dizer místico, ele narra a história de um cidadão de Itararé, claro – “Canta a tua aldeia e serás eterno”, disse Leon Tolstoi – (e isso o Silas faz como primeiro expoente da chamada Literatura Itarareense), e narra sobre um cidadão pobre, renegado pelo pai empresário rico da cidade de origem, que depois de décadas de muitos trabalhos e estudos em SP, vence na vida, feito um new rich da chamada alta sociedade paulistana. Menino sensível, camuflou seu lado sentidor, especial, para ganhar dinheiro. Ficando rico – e ninguém fica muito rico impunemente entre riquezas impunes e lucros injustos – o personagem (real, imaginário?), dr Paulo de Tarso Trigueiro um dia ao sair de um luxuoso jantar em point rico de área nobre da capital, tem uma visão que o alumbra. Curioso a contemplar lá de cima os periféricos cantões miseráveis da cidade entregue a corruptos, em tempos tenebrosos de dezelo social, de muito ouro e pouco pão, e lá de cima num magno momento mágico vê, ou sente que vê, ou pensa que vê. E nesse contexto espiritual somatizado, todo tocado – entre o terreal e o numinoso – recupera a sensibilidade sublimada com muito dinheiro de forma não necessariamente legal. Então é ferido de ver. E abre a alma nesse ver. E então se redescobre em si. É rico mas isso não faz sentido. É rico, mas não é feliz. Então, com o que viu, como um milagre, um chamado, um final de busca, resolve tomar a decisão radical de sua vida. É quando se firma no propósito de largar tudo, doar tudo o que tem aos fracos e oprimidos, atendendo à uma máxima que Cristo preconizou nos evangelhos (maktub – está escrito!), e ir morar na rua com os fracos e oprimidos, para assim tentar encontra Deus e ser salvo. ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS? Curto e grosso e em rápidas pinceladas, esse é o mote, o fulcro e o ponto de partida desse romance-documentário, por assim dizer. O leitor vai ficar atiçado e mergulhar nas 208 páginas até ser revelado não apenas o final propriamente dito que toda técnica de romance normal engendra, mas saber finalmente o que o dr engenheiro realmente viu, quem está no meio de nós, e porque essa decisão radical de ser escolhido, para tanto estando entre os excluídos sociais, os sem-terra, tem teto, sem amor, a partir do que diz o Novo Testamento, de que o rico (para passar pelo buraco de agulha e entrar no céu) deve vender tudo o que tem, dar aos pobres, e depois seguir a Cristo. A justificação de Deus para os homens, triunfos e fracassos nesse sentido, foram marcos da filosofia de Platão, Santo Agostinho, Alberto Magno, Tomás de Aquino…  O autor nesse livro segue o curso de tempos tenebrosos de riquezas  injustas, lucros impunes, propriedades roubos…

Depois de ler este romance o leitor nunca mais será o mesmo?

ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS.

Leia e creia. Leia e veja-se.

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BOX

Editora SENDAS EDIÇÕES

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Ano 2018

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Rua das Cerejeiras, 194

Telefone: +55 (41) 3585-5161

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E-mail do autor: poesilas@terra.com.br

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[S1]Punes, riquezasinjustas, propiiedades-roubos.;

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…e agora Brasil? (Poema Social)

… E AGORA, BRASIL?

(Baseado no Poema “José” de Carlos Drummond de Andrade) – Brasil, Outubro 2018

 

“E agora, José?//A festa acabou//a luz apagou//o povo sumiu//a noite esfriou//e agora, José?(…)//você que é sem nome//que zomba dos outros//você que faz versos//que ama, protesta?(…)//está sem discurso//já não pode beber//já não pode fumar//cuspir já não pode(…)//a noite esfriou//o dia não veio//o bonde não veio//o riso não veio//não veio a utopia//e tudo acabou//e tudo fugiu//e tudo mofou(…),//E agora, José?//Sua doce palavra//seu instante de febre//sua gula e jejum//sua biblioteca//sua lavra de ouro//seu terno de vidro//sua incoerência//seu ódio — e agora?//Se você gritasse//se você gemesse(…)//Sozinho no escuro//qual bicho-do-mato(… )//sem cavalo preto//que fuja a galope//você marcha, José!//José, para onde?//

………………………………………………………………………….

 

… E agora, Brasil?

E agora, mané

Você quer fugir

Fugir para onde?

Pasárgada não há mais

Nem Shangri-lá

Só a Disneylândia

Para onde os fascistas vão

Comprar fantasias de Patetas

Depois de votarem no João-Bafo-de-Onça et caterva…

 

…E agora Brasil?

E agora, José

Você quer morrer

Já morreu por dentro

Democracia não há mais

Nem inclusão social

Nem justiça que preste

E agora, José, e agora você

Como cantou o Poeta Drummond

O sonho acabou; só há ódio, violência e medo…

 

E agora, Brasil?

E agora, Zé Ruela

Você quer ir embora

Mas não tem lugar para onde ir

Nem mesmo se esconder

Nem paz, nem alegria

Sequer uma utopia

Você está ferrado e sabe

O fascismo já venceu, e agora

O que seria uma enorme Portugal, será uma Venezuela…

 

E agora, Brasil?

E agora, sabido

Você quer votar

Mas só tem fake-news

E as infovias efêmeras

Mentiras, difamações

E há o bezerro de ouro

De uma mídia abutre, da corja

Com Supremo com tudo; agiotas

Você está condenado a perder direitos sem berrar…

 

…………………………….

Você quer fugir

(Me escondo na Poesia)

E corre risco de pirar

Sem terra prometida,

Sem leite e sem mel

Apenas a banalidade do mal

Que parvo elegeste, feito bucha de canhão

O seu porte-de-armas renovado

O passaporte carimbado para o meteoro

O Brasil acabou, e agora José? E agora, Brasil? E agora?

-0-

 

Silas Correa Leite – Fascismo não é opiniao

Poema para introdução do livro FASCISMO CONTEMPORÂNEO BRASILEIRO

A ser escrito pelo autor

E-mail: poesilas@terra.com.br

http://www.patrialatina.com.br/o-brasil-acabou-resta-uma-republiqueta-de-impunes-canalhas-neoliberais/

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PENSATA: Estou do lado dos que merecem respeito – Silas Corrêa Leite

PENSATA

ESTOU DO LADO DOS QUE MERECEM RESPEITO…

 

-… desde muito pequenino ainda, mesmo precoce, birrento e pidão, mas sentidor e eterno aprendiz da alma humana, por assim dizer, era tachado de encrenqueiro. Encrenqueiro por lutar contra injustiças, por ver o lado humano (ou pouco humano) dessa ‘gentehumana’ que errava por circunstâncias de percurso ou não, situação de aprendizado ou não e era criticada, ou não, punida, ou não, então, cedo me descobri, pobre de mim, isso e assim mesmo: poeta dos fracos e oprimidos, talvez um defeito de fabricação, do DNA… do meu amor e de solidariedade aos aleijados por dentro, aos excluídos sociais, aos pequeninos… bem-aventurados… do meu respeito e respaldo às mulheres guerreiras, aos negros, aos pobres, aos nordestinos, aos animais, aos excluídos sociais…

-… desde muito jovem ainda que amava os Beatles e Tonico e Tinoco e já escrevendo a escurez da vida, minha visão não era para os possuídos, de um país que só era rico para os ricos, para os brancos, para os estrangeiros, para uma elite insensível e inumana, corrupta, mas não para os pobres que ficavam às margens do caminho, e cedo comprei briga, desde a minha cidade para os que eram discriminados, mulheres que eram despossuídas de afeto social, essa gente humilde da qual sou originário e amo tanto, pensando num país que realmente tivesse uma politica em que o chamado povão fosse realmente a razão de ser do que preconiza o próprio direito constitucional, de que diz na carta magna que o poder emana do povo (todo o povo) e em seu nome deve ser exercido…

-… depois, em sp, lutando contra as misérias do cotidiano, passei fome, dormi na rua, lutei pela sobrevivência possível e fui perseguido por ser contra uma ditadura financiada pela corrupção paulistana e brasileira, perdi emprego, perdi bolsa de estudos, à época também perdi meu talentoso e artista patriarca que era justo e honesto, muito correto, fui fichado nos porões dos podres poderes amorais do regime de exceção, mas eu sempre soube e sinto e sei de que lado da barricada estava e estou, os miseráveis…

-… formado, trabalhei na área de direito, e saquei com muita dor no coração e tristeza na alma que nesse país justiça é só para ricos e poderosos…. Para os pobres a vergonha, a humilhação, a desonra, os processos por dizer verdade que provocam fichas sujas de gente inocente e fichas limpas em corruptos e ladrões como em Samparaguai, o estado máfia, de muitos lucros impunes… riquezas injustas (como falou São Lucas), propriedades roubos… muito ouro e pouco pão…

-… fui reger aulas e me encontrei no humanamente possível, plantando mudanças, enchendo o coração dos alunos de sonhos, vivenciando finalmente um lado sentidor na prática presencial, formado, aflorado, e o lado da busca pela justiça batendo forte, contra autoridades que fazem do cargo a vida afetivo-emocional porque mal amadas, e que precisavam tomar remédios para dormir, porque quem precisa de poder, status, cargo, diploma hierarquia para se sentir importante, poderosa ou dona da verdade, está precisando de tratamento e muito amor, já que não há hierarquia na grossura… e a maior vingança é ser feliz…

-… por essas lidas da justiça, ou falta de, sonhos, poemas, baladas e prosas, vim-me aprendendo, lutando contra a dor dos outros, me colocando no lugar do outro, a mulher perseguida, o negro discriminado, o subalterno oprimido, o índio caçado, o morador de rua abandonado, o excluído social, o velhinho desprezado, a criança não provida… A alma humana é a minha praia…

-… assim, perdoem caros amigos, em qualquer lugar onde houver uma mulher sendo atacada, perseguida, xingada, eu estarei de prontidão com minha metralhadora dialética cheia de lágrimas para defendê-la. Sou feministo? Onde houver um perseguido, lá estarei poeta sem lenço e sem documento com minha bandeira de luta buscando por justiça ainda que tardia, lá onde houver um caboclo, um favelado, um negro, um pobre, sou eu, sou esse, brasileirinho. Nunca me esquecerei do lugar que vim e o que sou… Não me mudei de lugar, não corrompi e nem fui corrompido pelo sistema corrupto, não me mudei de mim, não estive nunca ao lado do opressor, do explorador, do que acha que é o que não é, do que pensa que pensa… do que xinga (sem caráter e sem educação), ofende sem conhecimento historial, porque ouviu o galo fascista e conservador cantar e não sabe onde, talvez um mero cérebro receptáculo de uma mídia suja e tendenciosa, e de uma sociedade injusta, discriminatória, falso-cristã, sem moral…

-… por isso perdoem meus posts, os que compartilho, as falas, o que crio no açodado da dor entre a ferida e a cicatriz, não posso deixar de ser porta-voz não remunerado dos fracos e oprimido, não melhorei de vida a não ser sendo um rebelde a estudar muito feito um louco, trabalhar feito um determinado, não logrei ninguém, não fiz malfeitos no meu trampo, não pilhei ninguém, não levei vantagem em nada, e quando alguém brinca de perguntar se estou rico, respondo que estou digno… as mãos limpas do sangue desses que sonham um Brasil de todos por todos… pátria-nação, pátria-mãe…

… assim, perdoem se eu sou um sonhador. Minha mulher diz que exercito bem a minha cidadania ético-plural-comunitária. Meus amigos dizem que sou um defensor de causas perdidas, que sou um exército ao lado deles, meus inimigos dizem que se eu fosse malandro, mau caráter, corrupto, ladrão, interesseiro, dissimulado, engolisse sapos em família e no meu meio de trampo, menos bocudo (falso e dissimulado) e de direita, já seria deputado, estaria podre de rico na vida. Mas, afinal, o que somos nós?

-… “cada   quá com seu picuá”, diz um adágio popularesco de Itararé, minha terra-mãe. O guri que começou a trabalhar cedo, nunca foi vagabundo, foi engraxate, boia-fria, vendedor de sorvete, garçom, e que uma professora anjo o tornou poeta de meia tigela, ainda carrega a sua cruz, a sua luz, a sua briga por utopias, acreditando na arte como libertação, acreditando no amor ao próximo sempre por inclusões sociais, em defesa dos fracos e oprimidos, dos negros, dos favelados, das mulheres-bandeiras desse Brasil de tantos canteiros e florações…

-… quando a morte vier me buscar; ou se eu morrer amanhã de amanhã, pois bem, digam que eu lutei contra moinhos e ventos, ilusões humanas, que sonhei a esperança como inteligência da vida, que fui um plantador de sonhos, e que acredito sempre na força da mulher brasileira – tive ótimos referenciais em família, na escola e entre amizades zenboêmicas – que acredito na força do negro que canta e vibra e busca justiça social, que sou um pobre coitado que se aventurou de ser um sonhador de causas justas e que não se arrependeu, que não se vendeu, não se entregou ao malfeito, que morreu pelo sonho de uma verdadeira democracia social, de uma justiça realmente justa, de uma sociedade menos insensível e hipócrita, de uma nação verdadeira, no Brasil, no planeta terra, sonhando, pobre coitado, uma  GENTE HUMANA AINDA QUE TARDIA…

– SILAS CORREA LEITE

www.artistasdeitarare.blogspot.com/

 

Relatos de Um Certo “Gente”

 

Silas Corrêa Leite – Breve bibliografia

Educador, ciberpoeta, Jornalista Comunitário, blogueiro premiado, livre pensador humanista e Conselheiro diplomado em Direitos Humanos. Consta em quase 800 sites como Estadão, Noblat, Correio do Brasil, Usina de Letras, Daniel Pizza, Wikipédia, Observatório de Imprensa, Releituras, Cronópios, Aprendiz, Pedagogo Brasil, Jornal de Poesia, Convívio e LibeArti, Itália, Storm Magazine e InComunidade (Portugal), Brasil com Z (Espanha), Politica Y Actualidad (Argentina), Poetas del Mundo (Chile), Fênix (Moçambique), Literatas (Angola), Pravda (Rússia) outros. Publicado em mais de 100 antologias, até no exterior, como Antologia Multilingue de Letteratura Contemporânea, Trento, Itália; Cristhmas Anthology, Ohio, EUA e na Revista Poesia Sempre/Fundação Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro (Ano 2000/Gestão Ivan Junqueira). Autor entre outros de TIBETE, De quando você não quiser ser gente, romance, Editora Jaguatirica, RJ; GOTO, A lenda do Reino do Barqueiro Noturno do rio Itararé, Romance, Editora Clube de Autores, SC, e Gute Gute, Barriga Experimental de Repertório, Romance, Editora Autografia, RJ

ENSINANÇA

 

“Não ensine ninguém a ser como você/Já pensou o perigo?

Ensine o aluno a ser ele mesmo/Que isso dói menos

Ensine o aluno a se procurar/Dê os sinais…

Seja o referencial; procure-o/Nele – sendo ele

Então ele tendo essa ajuda-você/Pode se achar no Ele

Ensine o aluno a ser o que Ele/`Precisa ser: um não-você

Já pensou que LIBERDADE? (Ensinança)

Silas Correa Leite

………………………………………………………

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PENSATAS

DESOBEDIÊNCIA CIVIL, TRATADO GERAL

TRATADO GERAL DE INSURGÊNCIA E DESOBEDIÊNCIA CIVIL(*)

 

Fragmento do livro de ensaios sociais

QUE PAÍS É ISSO?

Livro ainda inédito e em construção do autor

 

Tratado Geral de Insurgência e Desobediência Civil

 

“Ser de esquerda é ter uma posição filosófica perante a vida onde a solidariedade prevalece sobre o egoísmo. ” – Pepe Mujica

 

Uma Resolução da ONU prevê que o povo se volte armado contra estados ditatoriais, mas não que os golpistas ditadores se autoanistiem e que tudo fique por isso mesmo. Dito isso, como vivemos num arbitrário regime de exceção sem precedentes, com um suspeito estado beligerante de inconstitucionalidade disfarçado de falsolegal, tomemos atitudes de resistentes civilizados, para um levante de insurgência emergencial, e tratemos as coisas assim:

-Não devemos comprar produtos de marca, nem produtos de empresas que financiaram o golpe, nem de banco associado, magazine, loja, supermercado, nem devemos adquirir marcas de perfume de designs coniventes com essa situação, de multinacional, de comércio de agiotas, shoppings de lavagens de dinheiro de corruptos associados e de sócios laranjas;

-Não devemos consumir muito, só o básico, o necessário, o inevitável, o primordial. Essa é a ideia. Se não consumirmos tanto algumas empresas podem ir à falência, abaixarem os preços, até quebrarem, ao sentirem o baque nas finanças, para assim pagarem o preço da insanidade golpista, pois não devemos e não vamos continuar pagando o pato, pior, o pacto neoliberal. Devemos estocar alimentos necessários, água, gás, gasolina, produtos essenciais, de limpeza inclusive, sem luxo, sempre privilegiando o pequeno comércio do bairro, do interior e de sua produção local, regional, procurando produtos alternativos ou de feiras do bairro, não de grandes marcas, ou de grandes supermercados, de grandes empresas aliadas de golpistas, inclusive e principalmente empresas estrangeiras aqui sediadas.

-Devemos pesquisar sempre na Internet, desde encontros clandestinos que sejam, mobilizações importantes, passeatas datadas, greves temáticas, movimentos de clamor por justiça, até mesmo em legitima defesa e como precaução que seja, como também devemos aprender e saber como em caso de urgência imediatista produzir improvisadas armas de defesa com produtos químicos do lar, produtos de higiene e limpeza, inclusive para tentar suportar gás lacrimogêneo de policiais despreparadas ou bala de borracha de brucutus com farda e patente. Há links na web que informam com ilustrações e com arquivos no YouTube, como fazer armas caseiras de defesa para casos emergências e de alertas, intimidação, proteção e limitação. Adquirir conhecimento na área também é legitima defesa, e sempre importante resistência contra parvos e néscios empoleirados de forma ilícita no poder.

-Avisar amigos de confiança, camaradas e familiares, militantes e colegas de respeito, do partido, da ong ou do sindicato, de confiança e de admiração recíproca, que propaguem a mesma utopia de inclusão social e socialismo democrático. De imediato, devemos cancelar cartão de crédito se possível. Em caso de extrema necessidade crucial, ter conta bancária só em banco público, e assim então e por isso mesmo eliminar contas, seguros, dotes de ações, pagamentos agendados, cotas, poupanças, registros, boletos, cessões de credito e direitos, de empréstimos e novações de dívidas, e tudo cancelar do privado e passar para instituição pública de qualidade e transparência, se possível for, ou negar-se a pagar, discutir em juízo a dúvida, a dívida; protelar para obrigar redução dos juros ou de encargos e tarifas criminosas do crime mercantil. Ter consciência da lavagem cerebral agindo no mercado, no seu meio social alienado, na mídia abusiva e no marketing para engabelar incautos. Não dar trégua.

-Não assistir nenhum canal de tevê espalhafatoso de direita fascista, nem ouvir rádio pertinente de empresa que bancou o golpe, assim como não dar crédito e nem nunca dar Ibope. Mídia que bancou o retrocesso, não tem quilate moral; desligue, apague, tire o canal de seu controle da programação, dê preferência a canais piratas ou dito marginais de comunicação, a blogs tachados de sujinhos, e sites de legitimidade comunitária, de qualidade em humanismo de resultados e com suportes de verdade, e mantenha sempre contato com quem tem consciência cívica e noção básica de direitos e deveres de resistência e luta, inclusive de direitos humanos. Se há governo ilegítimo, ser contra é legítimo e é exercício de cidadania protestar contra um desgoverno ilegítimo.

-Nas profícuas redes sociais, comunique-se com vibrante consciência ético-plural-comunitária, proteste, denuncie, delate, publique fotos, textos, importantes notícias de situações emergentes, perigritantes, verta panfletos, traduza textos, melhore mensagens convocatórias, corrija, valorize, busque feedback, alerte a maioria ignara da população sobre o crime organizado dos golpistas bancados no poder, porque o traíra usurpador do tal novo estado novo em ditadura civil-empresarial-judiciária negocia com bandidos e mantem-se em falsa pompa garbosa com faixa presidencial ilegítima e indevida; bufão impune entre eles todos, com seus aliados da farra pecuniária a fundo perdido, propinas afins, grupelho aliado à uma elite pústula de uma sociedade de catervas, plantado por uma pequeno-burgesia amoral que chama de populismo os resgates de inclusões sociais; de dividas sociais impagas desde a libertação de escravos (que libertou mas não indenizou); desde o golpe de 64; e desde que um ex-sociólogo, ex comunista e ex-ateu vendeu-se aos ratos de esgoto da ditadura, ainda aliado à uma mórbida ditadura do judiciário, corvos de toga, e aliado de uma sórdida mídia abutre ligada a agiotas internacionais, entre outros zumbis, morcegos, manifantoches, hienas e chacais do golpe torpe.

-Mantenha-se sempre na ativa, se comunicando, trocando informações, logísticas, aparelhamentos, sempre atuante, antenado, com consciência cívica e sempre inquiridor e impactante. Seja sempre um militante de primeira, na escola, no trabalho, na internet, no espaço público, na fila do banco ou do supermercado, na rua, na chuva, na fazenda, delatando fakes, contestando mentiras, combatendo antros de escorpiões, arguindo, debatendo, mostrando aparo e conhecimento, atacando chacais de esgoto da ditadura de todos os tipos e níveis, também vigiando na internet, procurando páginas falsas, críticos fictícios nas redes sociais, em páginas de embustes, blogs e sites, fanpages, sempre a denunciar, delatar, e também a gravar, guardar, registrar, valendo-se das leis que têm sanções para crimes virtuais também.

-Lembre-se: Fascismo não é opinião. Ponto. Simples assim. Não tem papo, não aprofunde diálogo, não está à altura, não significa nada. Fascista não tem conhecimento de nada, é um mero zero à direita do chiste, do chulo, do achismo, da mesmice, da burreza pegajenta de uma falsa prosopopeia, sem o mínimo de senso de ridículo, de qualquer senso que seja, estético, político, humano, historial, de direito ou de crítica social pura. Renegue. Anule. Delate. Apague. Exclua. Denuncie. Junte provas contra. Nunca permita o pareamento. Democracia e exercício de cidadania é outra coisa. Insurja-se. Prepare a barricada, a trincheira da legalidade. Junte camaradas iguais. Agregue o clã. Procure sua turma, e delete coxinha-Daslu (eleitores corruptos de Samparaguai, o estado-máfia que só elege continuadamente corruptos e ladrões aos montes), delete coxinhas-Hipoglós (velhotes decrépitos que sempre votaram mal e porcamente e agora posam de críticos de ocasião mesmo tachados de vagabundos pelo FHC, o chamado Pai da Fome – milhões de desempregados com o “sucesso” do irreal Plano Real), mais rançosos e sádicos coxinhas asnoias, bolsanazis, bolsolixos, e outros lacaios ignóbeis do regime de exceção, que, feito bois de piranha, buchas de canhão, massas de manobra, papagaios de pirata, reproduzem mentiras e, insanos e senis pregam a volta dos que não foram, os parvos, se esquecendo que os corruptos e ladrões atuais, de máfias e quadrilhas historiais, são todos impunes filhotes espúrios e sequelas do dantesco militarismo incompetente e corrupto no próprio processo histórico brasileiro.

-Sempre diga não às impositivas atitudes ditatoriais. Relembre os podres do militarismo, principalmente do penúltimo golpe, o da canalha de 64, que atrasou a democracia no Brasil em décadas, arrombou os cofres públicos, assentando corrupção em todos os níveis, aumentando enormemente a dívida externa, permitindo o enriquecimento ilícito de parte da elite golpista, enchendo os cofres da burguesia que prega um capitalismo, mas sendo um capitalhordismo americanalhado que expropria o estado e ainda engana jumentos que lambem as botas do arbítrio.

-Não baixe a guarda nunca. Nem se acomode. Não dê moleza. Quem se ama, se arma. Quem ama seu país, participa, faz a diferença, mantem-se na ativa. Procure ter porte de arma, se possível. Mas a sua metralhadora dialética (estudos, conhecimentos, leituras, pesquisas) têm o seu primordial e verdadeiro poder de argumentação e diálogo em alto nível e ótimo estilo, mas pense livre, nunca discuta com burros fascistas, cérebros de puxadores de carroça. Prepare-se para o pior. Precisamos de uma outra Batalha de Itararé, para acabar com essa nova/velha oligarquia parasita de horror? Precisamos de um outro clamor e levante popular, por uma nova constituinte, eleições diretas, um contragolpe que permita o retorno de quem foi devidamente eleito nas urnas e então uma pessoa ilegitimamente foi evada ao poder de forma absurda? Dilma não negociava com bandidos, não deu aumento para juízes marajás, nem facilitou alta verba pública para a Rede Globo golpista.

-Porte sempre uma bela câmara fotográfica de primeira qualidade. Ou um celular com boa resolução, para registrar impropérios e impropriedades, e assim emergencialmente denuncie racismo, homofobia, discriminação, agressões dos poderes públicos, violações de direitos humanos; não se omita, exercite sua cidadania, principalmente nesses tempos tenebrosos em que o preço da democracia é a eterna militância.

-Particularmente registre entrada e saída sua, para todo lugar que for, por mais óbvio, regular ou rotineiro que seja, bem como registre de alguma maneira início e chegada, retorno e resultado, agitações, agrupamentos ou passeatas, greves, mobilizações, proibições, abusos de autoridades despreparadas, criando um grupo unido e treinado em relações comunicativas para tanto, para que todos saibam de todos, saiba onde cada um está e o que faz, equipe agregada, vigiando o amigo participante ativo, cuidando um e outro; espirito de equipe nessas horas vale muito, por isso procure estar de preferência sempre em grupo, em mais de um, e assim procure adquirir conhecimento compartilhado, atualizado, para abalizar informações, e também procure ter bom embasamento jurídico de sobrevivência e proteção pessoal, de causa e efeito, até para se fazer defeso em eventual hora imprópria de militância, como procure também ter advogado de nível a mão para agir de presto e intermediar ajuda urgente se for preciso, a princípio apelando pela não violência, mas sempre estando pronto para o caso emergencial ou acidental de o bicho pegar e você precisar de amparo, de ajuda, de sangue, de água, de remédios, de equipamento sobrevivencial, de pleito de divulgação da ocorrência ilegal e mesmo de solidariedade inclusive com ampla divulgação em todas as redes sociais, principalmente de diretos humanos, da ONU, ou em sítios internacionais de renome e mobilização. Não permita e nem provoque violência gratuita. Não reaja se for provocado. Busque programar logística em panfletagem, pichação ou mobilização, sondando ou programando sempre saída de emergência, ponto de fuga, de referência crucial, de válvula de escape, mas sempre registrando situação e resultante, atrocidade e dezelo público, ou mesmo fascismo de ação ou interpretação de tanto, porque, para a direita o crime compensa, quando o lucro é crime, o trabalho é trabalho escravo, e se essa direita rancorosa e amoral é unida como um câncer a ser extirpado, porque iriamos nos dispersar?

-Se o golpe é ilegal, e representa o retrocesso social, desobedecer é o que há, e se insurgir é parte importante da resistência e da sabedoria ético-cívica de se manifestar contra a corja que se instaurou no Palácio do Planalto e adjacências. Proteger direitos, conquistas trabalhistas, inclusão social, é dever de todo cidadão participativo e antenado, principalmente contra o cínico e inumano estado mínimo neoliberal que faliu a Europa, e se já foi rejeitado é porque entre a teoria e a prática revelou-se desumano, na própria globalização da miséria com as privatarias (privatizações-roubos), mais o hediondo neoescravismo vergonhoso.

-Ser do contra. Ser contrário com inteligência, lucidez, aparato técnico até, e preparo intelectual, com amplo conhecimento de história, direito, humanismo, conquistas sociais datadas. Unidos somos fortes. Agregados, somamos. Desligar a tevê faz parte e ajuda. Ligar o cérebro. Leituras ajudam e movem neurônios. Política é uma arte. Ou fazemos a nossa luta de resistência, de insurgência, contra violações espúrias de direito, ou eles os bastardos inglórios crescerão e vencerão pari passu, porque a pequena burguesia fede e o fascismo no cio gera monstros, de alienados tantãs que são os malformados, mal informados, ignorantes políticos, cérebros de penicos da mídia. A insurgência é nossa resposta ao golpe que derrubou uma legitima presidenta eleita nas urnas, e bancou um lacaio do capital especulativo de um braço armado do sistema vil.

-Todo poder emana do povo, e em seu nome deve ser exercido, é um preceito constitucional. Um governo sem povo, sem ter sido eleito direto para ser o cabeça da chapa e chefe do executivo, mas no poder com conchavos de bastidores e negociação com bandidos, é ilegal. Um povo alienado é usado pela mídia suja, portanto, pensar é movimentar-se, agir é resistência, insurgir é preciso, atuar é pilar de resistência. Que nosso hino na batalha seja o Hino Nacional Brasileiro, e mesmo que o nosso mote até seja FERIDOS VENCEREMOS, mas que também tenhamos fôlego para em alto e bom tom cantarmos Para Não Dizer Que Não falei de Flores, de Geraldo Vandré, até porque a patriazinha não pode ter fantoches no poder, marionetes dos três poderes na retaguarda suja, com o regime de exceção posando de falso-legal, mas sendo usurpador e agindo de forma cínica, amoral, sórdida. O povo unido jamais será vencido? Essa é a ideia. A mídia destila seu ódio, e se ufana de berrar fora isso, fora aquilo, fora preceitos legais, assim conspurcando a verdade propriamente dita. A justiça tendenciosa e parcial, serve ao que serve. Tribunais de embustes são antros. STF-São Todos Fariseus. E a alta sociedade que tem medo de pobre, negro, nordestino, favelado, agricultor, índio, funcionário público, professor, justiça pura, jornalismo puro, fomenta o golpe e o sustenta por não permitir a continuação de inclusão social que tirou o Brasil do mapa da fome com Lula e Dilma e elevou o país a nível de potência emergente e distinta. Lembrem-se do que disse Leo Huberman, no livro História da Riqueza do Homem: “Quando a economia capitalista entra em colapso, e a classe trabalhadora marcha para o poder, então os capitalistas se voltam para o fascismo”

-Dilma gerente não permitiu aumento vergonhoso de salários-propinas a juízes marajás numa justiça de tostões, e criou inimigos entre PHDeuses de meio e pretensão de. O PT tirou parte de alta grana que era desviada para a rede Globo, que nasceu e cresceu na ditadura, e Lula e o PT então viraram alvo para direcionamento de falsas notícias, falsas interpretações dirigidas, falsas implicações de denúncias, chegando a um linchamento midiático sem precedentes, com o abuso de leviandade criticado em foro legal no mundo inteiro. Hoje os ratos governam os governos, de municipais, estaduais, regionais, a federais. A corrupção impune financia e banca o nosso capitalismo americanalhado, com suporte de agiotas emboabas querendo a preço de bananas as lucrativas empresas públicas, com a Petrobrás sendo propositalmente sucateada para ser vendida a toque de caixa e assim reformar o butim financeiro dos que financiaram o golpe, o decrépito usurpador e seus asseclas lotado nos podres poderes…

-Resistir é preciso. Evitem marcas, grifes, consumo exagerado, reduzam o consumo ao máximo, evitem que empresas que bancaram o golpe, financiaram a ditadura atual, tenham lucros como antes na melhor era da economia brasileira desde 1500, a Era PT, segundo sustentou o próprio site UOL, e assim, na calada da noite, nos subterrâneos que seja, devemos fomentar uma insurreição, uma revolução popular, delatando, denunciando, registrando, criando – a arte como libertação – como disse o poeta. Queremos o Brasil de antes de volta, sem falsas estatísticas, sem inflação camuflada, sem falso crescimento de mentira, sem o retrocesso instável numa crise instrucional sem precedentes, quando as quadrilhas no poder abusam de alta grana a que foram comprados, e assim saqueiam as empresas estatais, onerando o erário público, minando nossas reservas e expropriando nossos recursos naturais. Daí a razão desse rascunho improvisado dessa primeira versão de um tratado geral de insurgência.

-Fora Temer, fora barganhas palaciais vergonhosas. Fora STF. Fora Mídia abutre. Fora podres poderes. Que país é esse? Que país é isso? A revolução popular começa em nós, em casa, no meio, no clã, no local de trabalho, no local de estudos, na praça, no dia-a-dia. Preguem esse mantra. Fomentem essa ideia. Quem sabe faz a hora não espera acontecer. A luta continua. Insubordinação já. A insurgência prenuncia um levante popular. Juntos somos fortes. Passeatas, greve geral, mobilização, conscientização, não consumir, não comprar, tudo vale a pena para demonstrar nossa insatisfação. Ao povo o que é do povo.

-Nós, os insurgentes, somos contra:

1)-As privatizações-roubos (privatarias) e suas maracutaias, bem como o suspeito resultado final improbo desde as moedas podres.

2)-A midiatização da justiça que com isso empobreceu e corrompeu-se, feriu hierarquia de letra legal, tomando partido, justiçando açodadamente de um lado e protegendo labirinticamente amigos do alheio.

3)-A idolatria de jagunços de extrema-direita reacionária a juízes caducos na aplicação ilegal das leis, falindo a justiça na justiça turbinada para a idiotização de leigos.

3)-A militarização proposital da segurança pública, beneficiando empresas privadas de segurança e prejudicando as carentes periferias e seus cinturões de miséria, violência e morte.

4)-Queremos auditoria ampla, geral e irrestrita de todas as empresas de comunicação, que são concessões públicas, e que apoiaram o golpe, o arbítrio, o regime de exceção, criando de forma danosa a enorme proposital propagação do ódio, da violência gratuita, do sexismo, do direcionamento proposital do noticiário capenga, tendencioso e ignaro.

5)-Queremos cobrança de impostos de todas as religiões, e ainda a obrigação das mesmas de alfabetizarem seus associados e membros.

6)-Queremos um mutirão para rever penas de sentenciados, libertação dos que ainda não foram julgados, no sentido de acabar com a indústria do crime organizado nas cadeias, e as escolas do crime evolutivo baseadas nas prisões.

7)-Queremos uma auditoria popular das leis trabalhistas conquistadas a ferro, fogo, sangue, suor e lagrimas. Nenhum direito a menos.

8)-Queremos uma auditoria publica com participação multipartidária da questão da previdência pública, a cobrança incontinenti das dívidas trabalhistas, a responsabilidade civil e criminal dos devedores quando com protelamento da dívida em ajuizamentos disformes, protelatórios, bem como o fim de toda anistia de qualquer tipo para qualquer empresa, por qualquer intervenção ou corrupção política de ocasião, em detrimento da transparência e dos direitos sagrados conquistados pelos trabalhadores e garantia dos mesmos.

9)-Queremos uma reforma total da justiça capenga e incompetente, principalmente para acabar com os decrépitos marajás de toga, quando o salário de todo membro da justiça e em áreas correlatas ou pertinentes devem ser com base no salário do professor da rede pública de ensino como base por área de abrangência e tempo estimado de trabalho.

10)-Descriminalização da droga. Tratamento obrigatório com internação e sanção sumária nesse sentido, para usuário que for pego em infração ou crime por mau uso dela, se liberada com garantias.

11)-Cobrar e exigir programas de tevês que são concessões públicas, que tenham alto nível informativo, de educação, esporte, cultura, direito, história, ética, estudos de leis do transito e cuidados da natureza, mais inclusão social de um humanismo de resultados supervisionado diretamente pelo estado e entidades de classe.

12)-Fins de julgamentos com base em entreveros midiáticos suspeitos, bancando o povo com más informações, como o fim de programecos de tevê que fomentam a discórdia, a animosidade charlatã, a violência repetida a exaustão, o crime sem julgamento ou quando veiculam fakes espalhafatosamente sem veracidade transitada em julgado, a segurança pública disforme, sem consultoria popular e entendimento de um diálogo transparente e efetivamente capaz, motivador, de justiça por justiça.

13)-Reforma da mais corrupta justiça brasileira, a justiça eleitoral, capenga, ultrapassada.

14)-Reforma da área prisional, permitindo que o preso seja encaminhado para trabalhos e estudos, a família que tiver condições ser obrigada a pagar pela sua prisão, manutenção e serventia, em condições humanas de recuperação e reintegração social de fato e de direito.

15)-Fim da previdência pública para políticos privilegiados, ou bases diferenciadas de militares, tudo com base no que coaduna a Constituição que os direitos são iguais para todos.

16)-Fim da benevolência com o crime organizado da sonegação de imposto de renda, da indústria e comércio que roubam bilhões do erário público, em detrimento de investimentos sociais para o povo, sendo considerado crime inafiançável, sem prescrição, sem fiança, só extinto quando efetuando o pagamento in totum e sem contestação do quantum, permitindo o cumprimento de um terço da pena depois de saldada a dívida. Dívida impaga, e o crime nunca prescreve e nunca se liberta o criminoso.

17)-Para crimes hediondos, os portadores de diploma em gratuita universidade pública perderão o diploma e o status dele, e os formandos em universidades privadas terão a fiança arbitrada com base no quantum pagaram para o curso tudo. Em todos os crimes, se o autor tiver curso superior, deverá pagar o dobro da pena, sem visitas íntimas, sem regalias, mordomias, vantagens, sem cumprimento de só um terço da pena, e todos os presos só assistidos pelos advogados, sem prerrogativas, na presença de um agente policial ou carcerário.

18)-Fim de privilégio e mordomias para políticos, juízes e descendentes, funcionários públicos designados ou nomeados por tráfico de influência política.

19)-Auditoria ampla, total e irrestrita, das privatarias (privatizações-roubos), das Eras Fernando Um, e Fernando Dois, bem como das suspeitas e alarmantes anistias desde então, até o foro do usurpador de 2017 e 2018, anistias fraudulentas pelas quais o autor ou autores devem responder civil e criminalmente inclusive com alijamento de bens pessoais, bem como criminalizar as falências fraudulentas ou dívidas impagas de empresas beneficiadas com as mesmas privatizações espúrias, dito legais mais amorais, desde as moedas podres.

20)-Crime no trânsito: Se houve vítima, o carro será apreendido até apuração do problema e a vítima ser cuidada, indenizada, ou o valor do carro sob custodia será leiloado para esse fim. Se houve vítima fatal e o motorista for culpado após o aparato técnico-legal de verificação, o autor da infração será apenado pelo dobro da pena, e caso de embriaguês no volante e com acidente fatal será considerado crime hediondo.

21)-Como no Brasil corruptos podem ser presos, e suspeitamente corruptores sempre são quase santificados pela justiça decrépita, e pela alta sociedade pústula, no caso de crime nesse sentido corrupto e corruptos devem ser apenados incontinenti, e somado a pena dos crimes todos, os corruptos poderão cumprir apenas cinquenta por cento da mesma, se o valor todo for devolvido, ou se ele pagar o quantum exato da corrupção a título de fiança. Somente o corrupto enquanto agente público terá a pena dobrada em qualquer crime, além de perder o cargo.

A corrupção e a política são almas gêmeas no Brasil, e o estado mais corrupto é SP, Samparaguai, o estado máfia (máfias e quadrilhas de propinas e cartéis impunes no poder há décadas), desde as capitanias hereditárias, passando pelos bandeirantes bandidos, depois a canalha do golpe militar de 64, depois o arrocho neoliberal dos Fernandos, I e II, os néscios. SP é o estado que hoje mais rouba o imposto de renda, em torno de cem bilhões por ano fiscal. Nunca acham a caixa preta do Caixa dois, muito bem desviados. Capitalismo em que o lucro é de bandidos. Por isso as ruas são do povo, as praças são do povo, os revoltosos precisam se unir e se mobilizar em tratados de conceitos e revoltas programadas com ardiduras sociais. Paulistas da gema, adoram corruptos e ladrões paulistas da gema. Sem algemas. Almas gêmeas?

Comunidades livres não podem aceitar estado omisso, corrupto, beneficiando o lucro a qualquer custo, a qualquer preço, lucro impune em detrimento do social, o capital ensandecido financiando castas e cartéis e promovendo divisão de classes e omissões na relação capital/trabalho. Se os que estão não poder não sabem ser transparentes, nem irem aonde o povo está, a real medida é insurgir-se contra estado real de coisas. Helio Gallardo nos diz: “Direitos humanos devem ser compreendidos com sensibilidade que questiona e recusa qualquer autoridade estrutural, e reivindica diante dela autonomia e responsabilidade”. Insurgir-se é um chamamento à ação, para uma cultura de direitos que deve passar pela desobediência civil frente a um pseudogoverno ilegítimo, vendilhão e depredador. A consciência da lei não é a consciência do direito. A elite insensível serve levianamente ao capital, não ao humano, é de nossa natureza histórica essa demanda. O pobre é um espantalho para a hierarquia burguesa. Nossa justiça brasileira historialmente é uma meretriz e a elite seu cafetão. No Brasil, ser honesto não tem nada a ver com ser patriota. A eleição é um mero jogo de dados midiáticos. Não devemos aceitar leis injustas que beneficiem antros em detrimento dos explorados descamisados, os sem terra, sem teto, sem salário, sem emprego, sem futuro. Um estado negligencia ou vil empresta seu tacão – mídia, policia, milícias, etc, – às autoridades da justiça, braço armado do arbítrio, na mão e ditame do mercantilismo e comércio, inclusive o narcocontrabando informal. A insurreição é uma virtude, e a universidade dessa pratica de movimentação está em desobedecer, resistir, firmar-se nesse propósito e sentido…

Na revolução francesa quase todos os juízes foram guilhotinados, na russa também, mas no nazismo e no fascismo foram os primeiros ao aderir ao regime funesto, como na hedionda ditadura militar brasileira também, pois em muitas fases, épocas ou momentos graves da história, muitos dos membros da chamada justiça acabam por serem cães de guardas, capitães do mato da elite de onde originaram de antros podres

Pena de Morte:

Para todo cidadão brasileiro, autoridade constituída, empresário ou estrangeiro aqui residente que promover ato, documento ou movimentação mercantil-pecuniária contra as instituições legais, constitucionalmente estabelecida no rigor da lei, ferindo os preceitos constitucionais; que facultarem sucateamento de empresa pública para beneficiar agiotas do capital especulativo em privatizações que firam o erário público, em benefício de empresas privadas da área ou concorrentes, ou que vertam para terras estrangeiras interesses, documentos, benesses de riquezas, sentenças, documentos oficias, informações, logísticas ou fatores econômicos de segurança máxima contra a economia da pátria, sua democracia e sua segurança em todos os sentidos e níveis.

Tome pé de seu partido, de sua ideologia e de seu país. Use e abuse de seu tratado de insurgência, para que no futuro não digam que país é esse, que país é isso, tal republiqueta das bananas, capital mundial da ignorância e corrupção.

 

POR FIM:

 

DESOBEDEÇA

O sistema quer todos bem certinhos na manada

E cobra: -Cresça e apareça!

No curral, no cocho, na superfaturada avenida espraiada

DESOBEDEÇA.

As regras, as normas, as sequelas, as imposições

Todo regime que apodreça

E você desde criança a ser dopado por antigas lições

DESOBEDEÇA.

O crime organizado impune no poder, você bobo vota

Talvez nem todo podre mereça

De tolo paga seu dízimo, seu imposto, propina ou cota

DESOBEDEÇA.

Não pise na grama, camarada, comer a grama você pode.

Não cuspa no prato que comeu, sorva a sopa de miséria.

Não deixe de servir o exército como um bosta seca um pária.

Não deixe de ser um reacionário pobre e burro e coxinha.

Não deixe que desconfiem que você é um ameba não politizado.

Não deixe de ser um tolo de ouro com panca de jeca asnoia.

Nem deixe de ter aquela velha opinião formada sobre tudo…

DESOBEDEÇA.

Não concorde com a maldita ordem unida

Não seja mais um mané fascista na vida

Não desfile poses na passeata como um jegue

Não atire pra cima que o diabo te carregue

Veja onde pousa a alma, o coração, a cabeça

Estude muito e apareça

Lute e nunca esmoreça

DESOBEDEÇA.

Saiba onde o bicho pega e vá para a barricada

Não seja um reaça e analfa direita da manada

Diga não ao não e brilhe na sua própria jornada

Diga não ao não e estude e leia e trabalhe e sonhe e lute e seja

Um libertário que o povo sofrido defenda e justiça social mereça

Nem mídia suja, nem justiça amoral, nem sociedade ou igreja

DESOBEDEÇA.

 

Jesus Cristo surrou os vendilhões do templo

Filosofia plantando um humanismo social

Guevara morreu por uma justa causa real

Seja um ser pensador socialista e livre e limpo e cresça

E se vieram com uma maldita regra formol… ou formal…

DESOBEDEÇA.

O melhor governo é o que democraticamente eleito com a transparência do sufrágio eleitoral das urnas, e que governa para a maioria absoluta da população, tentando sanar dividas sociais históricas impagas, já que os ricos, em qualquer situação, governo ou momento histórico, têm lucro certo sempre, têm vantagens e privilégios, exploram mão-de-obra, têm suas riquezas injustas, seus lucros impunes, suas propriedades roubos.

Agir coletivamente com mobilização inteligente e produtiva, organizada, contra o poder que se sustem por uma caterva ordinária, de máfias, quadrilhas, cartéis, propinas, dilapidando o erário público para comprar capangas que são os pilares da corrupção, é agir em benefício do povo e em seu nome deve ser a luta e a bandeira de resgate. Lembremos do que registrou Henry David Thoreau:

“Deixem de lado aquela ponte sobre o rio, façamos uma pequena volta, e lancemos ao menos um arco sobre o abismo escuro da ignorância que nos cerca”

DESOBEDEÇA

Prisão para os que ergueram prisões, e não escolas, universidades, museus, creches, bibliotecas, hospitais;

Polícia para a polícia que virou milícia e não cumprindo lei e discriminando a população carente e marginalizada, vale-se de corrupção para bancar pose e posses, falso status quo e fomentando violência impune;

Regras, normas, decretos, leis, sanções, resoluções, devem ser para todos, se não são para todos, não valem nada, devem ser contestadas e pouco consideradas, não têm valor, não devem ser aceitas;

Atentar contra democráticas mobilizações populares é terrorismo de estado que não aceitamos, e reagiremos sempre que possível contra os podres poderes do falso poder estabelecido com esse propósito vil;

Usar a mídia comprada e tendenciosa e parcial, com o objetivo de engabelar incautos do povo sem cultura, exige, como a queda de Bastilha, a derrubada dos totens de comunicação que atentando contra a ética plural-comunitária fomenta a ignorância do povo.

Insurgência e Desobediência Civil Já.

E tenho dito e escrito:

Leiam e divulguem.

-0-

Silas Corrêa Leite

Ciberpoeta, Blogueiro e Escritor premiado, membro da UBE-União Brasileira de Escritores.

Jornalista Comunitário e Conselheiro Diplomado em Direitos Humanos.

E-mail: poesilas@terra.com.br

AUTOR DE TIBETE, De quando você não quiser mais ser gente, Romance, 2017, Editora Jaguatirica, RJ

 

 

PS

 

Desobediência civil é um tipo de manifestação legalmente aceita contra o regime imposto por um governo opressor, quando um grupo de cidadãos se recusa a obedecer determinadas leis, em forma de protesto, por considera-las imorais ou injustas. Significado de Desobediência civil – O que é, Conceito, Definição

https://www.significados.com.br/desobediencia-civil/

 

 

 

TRATADO GERAL DE INSURGÊNCIA

TRATADO GERAL DE INSURGÊNCIA E DESOBEDIÊNCIA CIVIL

 

Fragmento do livro de ensaios sociais

QUE PAÍS É ISSO?

Livro ainda inédito e em construção do autor

 

Tratado Geral de Insurgência e Desobediência Civil

 

“Ser de esquerda é ter uma posição filosófica perante a vida onde a solidariedade prevalece sobre o egoísmo. ” – Pepe Mujica

 

Uma Resolução da ONU prevê que o povo se volte armado contra estados ditatoriais, mas não que os golpistas ditadores se autoanistiem e que tudo fique por isso mesmo. Dito isso, como vivemos num arbitrário regime de exceção sem precedentes, com um suspeito estado beligerante de inconstitucionalidade disfarçado de falsolegal, tomemos atitudes de resistentes civilizados, para um levante de insurgência emergencial, e tratemos as coisas assim:

-Não devemos comprar produtos de marca, nem produtos de empresas que financiaram o golpe, nem de banco associado, magazine, loja, supermercado, nem devemos adquirir marcas de perfume de designs coniventes com essa situação, de multinacional, de comércio de agiotas, shoppings de lavagens de dinheiro de corruptos associados e de sócios laranjas;

-Não devemos consumir muito, só o básico, o necessário, o inevitável, o primordial. Essa é a ideia. Se não consumirmos tanto algumas empresas podem ir à falência, abaixarem os preços, até quebrarem, ao sentirem o baque nas finanças, para assim pagarem o preço da insanidade golpista, pois não devemos e não vamos continuar pagando o pato, pior, o pacto neoliberal. Devemos estocar alimentos necessários, água, gás, gasolina, produtos essenciais, de limpeza inclusive, sem luxo, sempre privilegiando o pequeno comércio do bairro, do interior e de sua produção local, regional, procurando produtos alternativos ou de feiras do bairro, não de grandes marcas, ou de grandes supermercados, de grandes empresas aliadas de golpistas, inclusive e principalmente empresas estrangeiras aqui sediadas.

-Devemos pesquisar sempre na Internet, desde encontros clandestinos que sejam, mobilizações importantes, passeatas datadas, greves temáticas, movimentos de clamor por justiça, até mesmo em legitima defesa e como precaução que seja, como também devemos aprender e saber como em caso de urgência imediatista produzir improvisadas armas de defesa com produtos químicos do lar, produtos de higiene e limpeza, inclusive para tentar suportar gás lacrimogêneo de policiais despreparadas ou bala de borracha de brucutus com farda e patente. Há links na web que informam com ilustrações e com arquivos no YouTube, como fazer armas caseiras de defesa para casos emergências e de alertas, intimidação, proteção e limitação. Adquirir conhecimento na área também é legitima defesa, e sempre importante resistência contra parvos e néscios empoleirados de forma ilícita no poder.

-Avisar amigos de confiança, camaradas e familiares, militantes e colegas de respeito, do partido, da ong ou do sindicato, de confiança e de admiração recíproca, que propaguem a mesma utopia de inclusão social e socialismo democrático. De imediato, devemos cancelar cartão de crédito se possível. Em caso de extrema necessidade crucial, ter conta bancária só em banco público, e assim então e por isso mesmo eliminar contas, seguros, dotes de ações, pagamentos agendados, cotas, poupanças, registros, boletos, cessões de credito e direitos, de empréstimos e novações de dívidas, e tudo cancelar do privado e passar para instituição pública de qualidade e transparência, se possível for, ou negar-se a pagar, discutir em juízo a dúvida, a dívida; protelar para obrigar redução dos juros ou de encargos e tarifas criminosas do crime mercantil. Ter consciência da lavagem cerebral agindo no mercado, no seu meio social alienado, na mídia abusiva e no marketing para engabelar incautos. Não dar trégua.

-Não assistir nenhum canal de tevê espalhafatoso de direita fascista, nem ouvir rádio pertinente de empresa que bancou o golpe, assim como não dar crédito e nem nunca dar Ibope. Mídia que bancou o retrocesso, não tem quilate moral; desligue, apague, tire o canal de seu controle da programação, dê preferência a canais piratas ou dito marginais de comunicação, a blogs tachados de sujinhos, e sites de legitimidade comunitária, de qualidade em humanismo de resultados e com suportes de verdade, e mantenha sempre contato com quem tem consciência cívica e noção básica de direitos e deveres de resistência e luta, inclusive de direitos humanos. Se há governo ilegítimo, ser contra é legítimo e é exercício de cidadania protestar contra um desgoverno ilegítimo.

-Nas profícuas redes sociais, comunique-se com vibrante consciência ético-plural-comunitária, proteste, denuncie, delate, publique fotos, textos, importantes notícias de situações emergentes, perigritantes, verta panfletos, traduza textos, melhore mensagens convocatórias, corrija, valorize, busque feedback, alerte a maioria ignara da população sobre o crime organizado dos golpistas bancados no poder, porque o traíra usurpador do tal novo estado novo em ditadura civil-empresarial-judiciária negocia com bandidos e mantem-se em falsa pompa garbosa com faixa presidencial ilegítima e indevida; bufão impune entre eles todos, com seus aliados da farra pecuniária a fundo perdido, propinas afins, grupelho aliado à uma elite pústula de uma sociedade de catervas, plantado por uma pequeno-burgesia amoral que chama de populismo os resgates de inclusões sociais; de dividas sociais impagas desde a libertação de escravos (que libertou mas não indenizou); desde o golpe de 64; e desde que um ex-sociólogo, ex comunista e ex-ateu vendeu-se aos ratos de esgoto da ditadura, ainda aliado à uma mórbida ditadura do judiciário, corvos de toga, e aliado de uma sórdida mídia abutre ligada a agiotas internacionais, entre outros zumbis, morcegos, manifantoches, hienas e chacais do golpe torpe.

-Mantenha-se sempre na ativa, se comunicando, trocando informações, logísticas, aparelhamentos, sempre atuante, antenado, com consciência cívica e sempre inquiridor e impactante. Seja sempre um militante de primeira, na escola, no trabalho, na internet, no espaço público, na fila do banco ou do supermercado, na rua, na chuva, na fazenda, delatando fakes, contestando mentiras, combatendo antros de escorpiões, arguindo, debatendo, mostrando aparo e conhecimento, atacando chacais de esgoto da ditadura de todos os tipos e níveis, também vigiando na internet, procurando páginas falsas, críticos fictícios nas redes sociais, em páginas de embustes, blogs e sites, fanpages, sempre a denunciar, delatar, e também a gravar, guardar, registrar, valendo-se das leis que têm sanções para crimes virtuais também.

-Lembre-se: Fascismo não é opinião. Ponto. Simples assim. Não tem papo, não aprofunde diálogo, não está à altura, não significa nada. Fascista não tem conhecimento de nada, é um mero zero à direita do chiste, do chulo, do achismo, da mesmice, da burreza pegajenta de uma falsa prosopopeia, sem o mínimo de senso de ridículo, de qualquer senso que seja, estético, político, humano, historial, de direito ou de crítica social pura. Renegue. Anule. Delate. Apague. Exclua. Denuncie. Junte provas contra. Nunca permita o pareamento. Democracia e exercício de cidadania é outra coisa. Insurja-se. Prepare a barricada, a trincheira da legalidade. Junte camaradas iguais. Agregue o clã. Procure sua turma, e delete coxinha-Daslu (eleitores corruptos de Samparaguai, o estado-máfia que só elege continuadamente corruptos e ladrões aos montes), delete coxinhas-Hipoglós (velhotes decrépitos que sempre votaram mal e porcamente e agora posam de críticos de ocasião mesmo tachados de vagabundos pelo FHC, o chamado Pai da Fome – milhões de desempregados com o “sucesso” do irreal Plano Real), mais rançosos e sádicos coxinhas asnoias, bolsanazis, bolsolixos, e outros lacaios ignóbeis do regime de exceção, que, feito bois de piranha, buchas de canhão, massas de manobra, papagaios de pirata, reproduzem mentiras e, insanos e senis pregam a volta dos que não foram, os parvos, se esquecendo que os corruptos e ladrões atuais, de máfias e quadrilhas historiais, são todos impunes filhotes espúrios e sequelas do dantesco militarismo incompetente e corrupto no próprio processo histórico brasileiro.

-Sempre diga não às impositivas atitudes ditatoriais. Relembre os podres do militarismo, principalmente do penúltimo golpe, o da canalha de 64, que atrasou a democracia no Brasil em décadas, arrombou os cofres públicos, assentando corrupção em todos os níveis, aumentando enormemente a dívida externa, permitindo o enriquecimento ilícito de parte da elite golpista, enchendo os cofres da burguesia que prega um capitalismo, mas sendo um capitalhordismo americanalhado que expropria o estado e ainda engana jumentos que lambem as botas do arbítrio.

-Não baixe a guarda nunca. Nem se acomode. Não dê moleza. Quem se ama, se arma. Quem ama seu país, participa, faz a diferença, mantem-se na ativa. Procure ter porte de arma, se possível. Mas a sua metralhadora dialética (estudos, conhecimentos, leituras, pesquisas) têm o seu primordial e verdadeiro poder de argumentação e diálogo em alto nível e ótimo estilo, mas pense livre, nunca discuta com burros fascistas, cérebros de puxadores de carroça. Prepare-se para o pior. Precisamos de uma outra Batalha de Itararé, para acabar com essa nova/velha oligarquia parasita de horror? Precisamos de um outro clamor e levante popular, por uma nova constituinte, eleições diretas, um contragolpe que permita o retorno de quem foi devidamente eleito nas urnas e então uma pessoa ilegitimamente foi evada ao poder de forma absurda? Dilma não negociava com bandidos, não deu aumento para juízes marajás, nem facilitou alta verba pública para a Rede Globo golpista.

-Porte sempre uma bela câmara fotográfica de primeira qualidade. Ou um celular com boa resolução, para registrar impropérios e impropriedades, e assim emergencialmente denuncie racismo, homofobia, discriminação, agressões dos poderes públicos, violações de direitos humanos; não se omita, exercite sua cidadania, principalmente nesses tempos tenebrosos em que o preço da democracia é a eterna militância.

-Particularmente registre entrada e saída sua, para todo lugar que for, por mais óbvio, regular ou rotineiro que seja, bem como registre de alguma maneira início e chegada, retorno e resultado, agitações, agrupamentos ou passeatas, greves, mobilizações, proibições, abusos de autoridades despreparadas, criando um grupo unido e treinado em relações comunicativas para tanto, para que todos saibam de todos, saiba onde cada um está e o que faz, equipe agregada, vigiando o amigo participante ativo, cuidando um e outro; espirito de equipe nessas horas vale muito, por isso procure estar de preferência sempre em grupo, em mais de um, e assim procure adquirir conhecimento compartilhado, atualizado, para abalizar informações, e também procure ter bom embasamento jurídico de sobrevivência e proteção pessoal, de causa e efeito, até para se fazer defeso em eventual hora imprópria de militância, como procure também ter advogado de nível a mão para agir de presto e intermediar ajuda urgente se for preciso, a princípio apelando pela não violência, mas sempre estando pronto para o caso emergencial ou acidental de o bicho pegar e você precisar de amparo, de ajuda, de sangue, de água, de remédios, de equipamento sobrevivencial, de pleito de divulgação da ocorrência ilegal e mesmo de solidariedade inclusive com ampla divulgação em todas as redes sociais, principalmente de diretos humanos, da ONU, ou em sítios internacionais de renome e mobilização. Não permita e nem provoque violência gratuita. Não reaja se for provocado. Busque programar logística em panfletagem, pichação ou mobilização, sondando ou programando sempre saída de emergência, ponto de fuga, de referência crucial, de válvula de escape, mas sempre registrando situação e resultante, atrocidade e dezelo público, ou mesmo fascismo de ação ou interpretação de tanto, porque, para a direita o crime compensa, quando o lucro é crime, o trabalho é trabalho escravo, e se essa direita rancorosa e amoral é unida como um câncer a ser extirpado, porque iriamos nos dispersar?

-Se o golpe é ilegal, e representa o retrocesso social, desobedecer é o que há, e se insurgir é parte importante da resistência e da sabedoria ético-cívica de se manifestar contra a corja que se instaurou no Palácio do Planalto e adjacências. Proteger direitos, conquistas trabalhistas, inclusão social, é dever de todo cidadão participativo e antenado, principalmente contra o cínico e inumano estado mínimo neoliberal que faliu a Europa, e se já foi rejeitado é porque entre a teoria e a prática revelou-se desumano, na própria globalização da miséria com as privatarias (privatizações-roubos), mais o hediondo neoescravismo vergonhoso.

-Ser do contra. Ser contrário com inteligência, lucidez, aparato técnico até, e preparo intelectual, com amplo conhecimento de história, direito, humanismo, conquistas sociais datadas. Unidos somos fortes. Agregados, somamos. Desligar a tevê faz parte e ajuda. Ligar o cérebro. Leituras ajudam e movem neurônios. Política é uma arte. Ou fazemos a nossa luta de resistência, de insurgência, contra violações espúrias de direito, ou eles os bastardos inglórios crescerão e vencerão pari passu, porque a pequena burguesia fede e o fascismo no cio gera monstros, de alienados tantãs que são os malformados, mal informados, ignorantes políticos, cérebros de penicos da mídia. A insurgência é nossa resposta ao golpe que derrubou uma legitima presidenta eleita nas urnas, e bancou um lacaio do capital especulativo de um braço armado do sistema vil.

-Todo poder emana do povo, e em seu nome deve ser exercido, é um preceito constitucional. Um governo sem povo, sem ter sido eleito direto para ser o cabeça da chapa e chefe do executivo, mas no poder com conchavos de bastidores e negociação com bandidos, é ilegal. Um povo alienado é usado pela mídia suja, portanto, pensar é movimentar-se, agir é resistência, insurgir é preciso, atuar é pilar de resistência. Que nosso hino na batalha seja o Hino Nacional Brasileiro, e mesmo que o nosso mote até seja FERIDOS VENCEREMOS, mas que também tenhamos fôlego para em alto e bom tom cantarmos Para Não Dizer Que Não falei de Flores, de Geraldo Vandré, até porque a patriazinha não pode ter fantoches no poder, marionetes dos três poderes na retaguarda suja, com o regime de exceção posando de falso-legal, mas sendo usurpador e agindo de forma cínica, amoral, sórdida. O povo unido jamais será vencido? Essa é a ideia. A mídia destila seu ódio, e se ufana de berrar fora isso, fora aquilo, fora preceitos legais, assim conspurcando a verdade propriamente dita. A justiça tendenciosa e parcial, serve ao que serve. Tribunais de embustes são antros. STF-São Todos Fariseus. E a alta sociedade que tem medo de pobre, negro, nordestino, favelado, agricultor, índio, funcionário público, professor, justiça pura, jornalismo puro, fomenta o golpe e o sustenta por não permitir a continuação de inclusão social que tirou o Brasil do mapa da fome com Lula e Dilma e elevou o país a nível de potência emergente e distinta. Lembrem-se do que disse Leo Huberman, no livro História da Riqueza do Homem: “Quando a economia capitalista entra em colapso, e a classe trabalhadora marcha para o poder, então os capitalistas se voltam para o fascismo”

-Dilma gerente não permitiu aumento vergonhoso de salários-propinas a juízes marajás numa justiça de tostões, e criou inimigos entre PHDeuses de meio e pretensão de. O PT tirou parte de alta grana que era desviada para a rede Globo, que nasceu e cresceu na ditadura, e Lula e o PT então viraram alvo para direcionamento de falsas notícias, falsas interpretações dirigidas, falsas implicações de denúncias, chegando a um linchamento midiático sem precedentes, com o abuso de leviandade criticado em foro legal no mundo inteiro. Hoje os ratos governam os governos, de municipais, estaduais, regionais, a federais. A corrupção impune financia e banca o nosso capitalismo americanalhado, com suporte de agiotas emboabas querendo a preço de bananas as lucrativas empresas públicas, com a Petrobrás sendo propositalmente sucateada para ser vendida a toque de caixa e assim reformar o butim financeiro dos que financiaram o golpe, o decrépito usurpador e seus asseclas lotado nos podres poderes…

-Resistir é preciso. Evitem marcas, grifes, consumo exagerado, reduzam o consumo ao máximo, evitem que empresas que bancaram o golpe, financiaram a ditadura atual, tenham lucros como antes na melhor era da economia brasileira desde 1500, a Era PT, segundo sustentou o próprio site UOL, e assim, na calada da noite, nos subterrâneos que seja, devemos fomentar uma insurreição, uma revolução popular, delatando, denunciando, registrando, criando – a arte como libertação – como disse o poeta. Queremos o Brasil de antes de volta, sem falsas estatísticas, sem inflação camuflada, sem falso crescimento de mentira, sem o retrocesso instável numa crise instrucional sem precedentes, quando as quadrilhas no poder abusam de alta grana a que foram comprados, e assim saqueiam as empresas estatais, onerando o erário público, minando nossas reservas e expropriando nossos recursos naturais. Daí a razão desse rascunho improvisado dessa primeira versão de um tratado geral de insurgência.

-Fora Temer, fora barganhas palaciais vergonhosas. Fora STF. Fora Mídia abutre. Fora podres poderes. Que país é esse? Que país é isso? A revolução popular começa em nós, em casa, no meio, no clã, no local de trabalho, no local de estudos, na praça, no dia-a-dia. Preguem esse mantra. Fomentem essa ideia. Quem sabe faz a hora não espera acontecer. A luta continua. Insubordinação já. A insurgência prenuncia um levante popular. Juntos somos fortes. Passeatas, greve geral, mobilização, conscientização, não consumir, não comprar, tudo vale a pena para demonstrar nossa insatisfação. Ao povo o que é do povo.

-Nós, os insurgentes, somos contra:

1)-As privatizações-roubos (privatarias) e suas maracutaias, bem como o suspeito resultado final improbo desde as moedas podres.

2)-A midiatização da justiça que com isso empobreceu e corrompeu-se, feriu hierarquia de letra legal, tomando partido, justiçando açodadamente de um lado e protegendo labirinticamente amigos do alheio.

3)-A idolatria de jagunços de extrema-direita reacionária a juízes caducos na aplicação ilegal das leis, falindo a justiça na justiça turbinada para a idiotização de leigos.

3)-A militarização proposital da segurança pública, beneficiando empresas privadas de segurança e prejudicando as carentes periferias e seus cinturões de miséria, violência e morte.

4)-Queremos auditoria ampla, geral e irrestrita de todas as empresas de comunicação, que são concessões públicas, e que apoiaram o golpe, o arbítrio, o regime de exceção, criando de forma danosa a enorme proposital propagação do ódio, da violência gratuita, do sexismo, do direcionamento proposital do noticiário capenga, tendencioso e ignaro.

5)-Queremos cobrança de impostos de todas as religiões, e ainda a obrigação das mesmas de alfabetizarem seus associados e membros.

6)-Queremos um mutirão para rever penas de sentenciados, libertação dos que ainda não foram julgados, no sentido de acabar com a indústria do crime organizado nas cadeias, e as escolas do crime evolutivo baseadas nas prisões.

7)-Queremos uma auditoria popular das leis trabalhistas conquistadas a ferro, fogo, sangue, suor e lagrimas. Nenhum direito a menos.

8)-Queremos uma auditoria publica com participação multipartidária da questão da previdência pública, a cobrança incontinenti das dívidas trabalhistas, a responsabilidade civil e criminal dos devedores quando com protelamento da dívida em ajuizamentos disformes, protelatórios, bem como o fim de toda anistia de qualquer tipo para qualquer empresa, por qualquer intervenção ou corrupção política de ocasião, em detrimento da transparência e dos direitos sagrados conquistados pelos trabalhadores e garantia dos mesmos.

9)-Queremos uma reforma total da justiça capenga e incompetente, principalmente para acabar com os decrépitos marajás de toga, quando o salário de todo membro da justiça e em áreas correlatas ou pertinentes devem ser com base no salário do professor da rede pública de ensino como base por área de abrangência e tempo estimado de trabalho.

10)-Descriminalização da droga. Tratamento obrigatório com internação e sanção sumária nesse sentido, para usuário que for pego em infração ou crime por mau uso dela, se liberada com garantias.

11)-Cobrar e exigir programas de tevês que são concessões públicas, que tenham alto nível informativo, de educação, esporte, cultura, direito, história, ética, estudos de leis do transito e cuidados da natureza, mais inclusão social de um humanismo de resultados supervisionado diretamente pelo estado e entidades de classe.

12)-Fins de julgamentos com base em entreveros midiáticos suspeitos, bancando o povo com más informações, como o fim de programecos de tevê que fomentam a discórdia, a animosidade charlatã, a violência repetida a exaustão, o crime sem julgamento ou quando veiculam fakes espalhafatosamente sem veracidade transitada em julgado, a segurança pública disforme, sem consultoria popular e entendimento de um diálogo transparente e efetivamente capaz, motivador, de justiça por justiça.

13)-Reforma da mais corrupta justiça brasileira, a justiça eleitoral, capenga, ultrapassada.

14)-Reforma da área prisional, permitindo que o preso seja encaminhado para trabalhos e estudos, a família que tiver condições ser obrigada a pagar pela sua prisão, manutenção e serventia, em condições humanas de recuperação e reintegração social de fato e de direito.

15)-Fim da previdência pública para políticos privilegiados, ou bases diferenciadas de militares, tudo com base no que coaduna a Constituição que os direitos são iguais para todos.

16)-Fim da benevolência com o crime organizado da sonegação de imposto de renda, da indústria e comércio que roubam bilhões do erário público, em detrimento de investimentos sociais para o povo, sendo considerado crime inafiançável, sem prescrição, sem fiança, só extinto quando efetuando o pagamento in totum e sem contestação do quantum, permitindo o cumprimento de um terço da pena depois de saldada a dívida. Dívida impaga, e o crime nunca prescreve e nunca se liberta o criminoso.

17)-Para crimes hediondos, os portadores de diploma em gratuita universidade pública perderão o diploma e o status dele, e os formandos em universidades privadas terão a fiança arbitrada com base no quantum pagaram para o curso tudo. Em todos os crimes, se o autor tiver curso superior, deverá pagar o dobro da pena, sem visitas íntimas, sem regalias, mordomias, vantagens, sem cumprimento de só um terço da pena, e todos os presos só assistidos pelos advogados, sem prerrogativas, na presença de um agente policial ou carcerário.

18)-Fim de privilégio e mordomias para políticos, juízes e descendentes, funcionários públicos designados ou nomeados por tráfico de influência política.

19)-Auditoria ampla, total e irrestrita, das privatarias (privatizações-roubos), das Eras Fernando Um, e Fernando Dois, bem como das suspeitas e alarmantes anistias desde então, até o foro do usurpador de 2017 e 2018, anistias fraudulentas pelas quais o autor ou autores devem responder civil e criminalmente inclusive com alijamento de bens pessoais, bem como criminalizar as falências fraudulentas ou dívidas impagas de empresas beneficiadas com as mesmas privatizações espúrias, dito legais mais amorais, desde as moedas podres.

20)-Crime no trânsito: Se houve vítima, o carro será apreendido até apuração do problema e a vítima ser cuidada, indenizada, ou o valor do carro sob custodia será leiloado para esse fim. Se houve vítima fatal e o motorista for culpado após o aparato técnico-legal de verificação, o autor da infração será apenado pelo dobro da pena, e caso de embriaguês no volante e com acidente fatal será considerado crime hediondo.

21)-Como no Brasil corruptos podem ser presos, e suspeitamente corruptores sempre são quase santificados pela justiça decrépita, e pela alta sociedade pústula, no caso de crime nesse sentido corrupto e corruptos devem ser apenados incontinenti, e somado a pena dos crimes todos, os corruptos poderão cumprir apenas cinquenta por cento da mesma, se o valor todo for devolvido, ou se ele pagar o quantum exato da corrupção a título de fiança. Somente o corrupto enquanto agente público terá a pena dobrada em qualquer crime, além de perder o cargo.

A corrupção e a política são almas gêmeas no Brasil, e o estado mais corrupto é SP, Samparaguai, o estado máfia (máfias e quadrilhas de propinas e cartéis impunes no poder há décadas), desde as capitanias hereditárias, passando pelos bandeirantes bandidos, depois a canalha do golpe militar de 64, depois o arrocho neoliberal dos Fernandos, I e II, os néscios. SP é o estado que hoje mais rouba o imposto de renda, em torno de cem bilhões por ano fiscal. Nunca acham a caixa preta do Caixa dois, muito bem desviados. Capitalismo em que o lucro é de bandidos. Por isso as ruas são do povo, as praças são do povo, os revoltosos precisam se unir e se mobilizar em tratados de conceitos e revoltas programadas com ardiduras sociais. Paulistas da gema, adoram corruptos e ladrões paulistas da gema. Sem algemas. Almas gêmeas?

Comunidades livres não podem aceitar estado omisso, corrupto, beneficiando o lucro a qualquer custo, a qualquer preço, lucro impune em detrimento do social, o capital ensandecido financiando castas e cartéis e promovendo divisão de classes e omissões na relação capital/trabalho. Se os que estão não poder não sabem ser transparentes, nem irem aonde o povo está, a real medida é insurgir-se contra estado real de coisas. Helio Gallardo nos diz: “Direitos humanos devem ser compreendidos com sensibilidade que questiona e recusa qualquer autoridade estrutural, e reivindica diante dela autonomia e responsabilidade”. Insurgir-se é um chamamento à ação, para uma cultura de direitos que deve passar pela desobediência civil frente a um pseudogoverno ilegítimo, vendilhão e depredador. A consciência da lei não é a consciência do direito. A elite insensível serve levianamente ao capital, não ao humano, é de nossa natureza histórica essa demanda. O pobre é um espantalho para a hierarquia burguesa. Nossa justiça brasileira historialmente é uma meretriz e a elite seu cafetão. No Brasil, ser honesto não tem nada a ver com ser patriota. A eleição é um mero jogo de dados midiáticos. Não devemos aceitar leis injustas que beneficiem antros em detrimento dos explorados descamisados, os sem terra, sem teto, sem salário, sem emprego, sem futuro. Um estado negligencia ou vil empresta seu tacão – mídia, policia, milícias, etc, – às autoridades da justiça, braço armado do arbítrio, na mão e ditame do mercantilismo e comércio, inclusive o narcocontrabando informal. A insurreição é uma virtude, e a universidade dessa pratica de movimentação está em desobedecer, resistir, firmar-se nesse propósito e sentido…

Na revolução francesa quase todos os juízes foram guilhotinados, na russa também, mas no nazismo e no fascismo foram os primeiros ao aderir ao regime funesto, como na hedionda ditadura militar brasileira também, pois em muitas fases, épocas ou momentos graves da história, muitos dos membros da chamada justiça acabam por serem cães de guardas, capitães do mato da elite de onde originaram de antros podres

Pena de Morte:

Para todo cidadão brasileiro, autoridade constituída, empresário ou estrangeiro aqui residente que promover ato, documento ou movimentação mercantil-pecuniária contra as instituições legais, constitucionalmente estabelecida no rigor da lei, ferindo os preceitos constitucionais; que facultarem sucateamento de empresa pública para beneficiar agiotas do capital especulativo em privatizações que firam o erário público, em benefício de empresas privadas da área ou concorrentes, ou que vertam para terras estrangeiras interesses, documentos, benesses de riquezas, sentenças, documentos oficias, informações, logísticas ou fatores econômicos de segurança máxima contra a economia da pátria, sua democracia e sua segurança em todos os sentidos e níveis.

Tome pé de seu partido, de sua ideologia e de seu país. Use e abuse de seu tratado de insurgência, para que no futuro não digam que país é esse, que país é isso, tal republiqueta das bananas, capital mundial da ignorância e corrupção.

 

POR FIM:

 

DESOBEDEÇA

O sistema quer todos bem certinhos na manada

E cobra: -Cresça e apareça!

No curral, no cocho, na superfaturada avenida espraiada

DESOBEDEÇA.

As regras, as normas, as sequelas, as imposições

Todo regime que apodreça

E você desde criança a ser dopado por antigas lições

DESOBEDEÇA.

O crime organizado impune no poder, você bobo vota

Talvez nem todo podre mereça

De tolo paga seu dízimo, seu imposto, propina ou cota

DESOBEDEÇA.

Não pise na grama, camarada, comer a grama você pode.

Não cuspa no prato que comeu, sorva a sopa de miséria.

Não deixe de servir o exército como um bosta seca um pária.

Não deixe de ser um reacionário pobre e burro e coxinha.

Não deixe que desconfiem que você é um ameba não politizado.

Não deixe de ser um tolo de ouro com panca de jeca asnoia.

Nem deixe de ter aquela velha opinião formada sobre tudo…

DESOBEDEÇA.

Não concorde com a maldita ordem unida

Não seja mais um mané fascista na vida

Não desfile poses na passeata como um jegue

Não atire pra cima que o diabo te carregue

Veja onde pousa a alma, o coração, a cabeça

Estude muito e apareça

Lute e nunca esmoreça

DESOBEDEÇA.

Saiba onde o bicho pega e vá para a barricada

Não seja um reaça e analfa direita da manada

Diga não ao não e brilhe na sua própria jornada

Diga não ao não e estude e leia e trabalhe e sonhe e lute e seja

Um libertário que o povo sofrido defenda e justiça social mereça

Nem mídia suja, nem justiça amoral, nem sociedade ou igreja

DESOBEDEÇA.

 

Jesus Cristo surrou os vendilhões do templo

Filosofia plantando um humanismo social

Guevara morreu por uma justa causa real

Seja um ser pensador socialista e livre e limpo e cresça

E se vieram com uma maldita regra formol… ou formal…

DESOBEDEÇA.

O melhor governo é o que democraticamente eleito com a transparência do sufrágio eleitoral das urnas, e que governa para a maioria absoluta da população, tentando sanar dividas sociais históricas impagas, já que os ricos, em qualquer situação, governo ou momento histórico, têm lucro certo sempre, têm vantagens e privilégios, exploram mão-de-obra, têm suas riquezas injustas, seus lucros impunes, suas propriedades roubos.

Agir coletivamente com mobilização inteligente e produtiva, organizada, contra o poder que se sustem por uma caterva ordinária, de máfias, quadrilhas, cartéis, propinas, dilapidando o erário público para comprar capangas que são os pilares da corrupção, é agir em benefício do povo e em seu nome deve ser a luta e a bandeira de resgate. Lembremos do que registrou Henry David Thoreau:

“Deixem de lado aquela ponte sobre o rio, façamos uma pequena volta, e lancemos ao menos um arco sobre o abismo escuro da ignorância que nos cerca”

DESOBEDEÇA

Prisão para os que ergueram prisões, e não escolas, universidades, museus, creches, bibliotecas, hospitais;

Polícia para a polícia que virou milícia e não cumprindo lei e discriminando a população carente e marginalizada, vale-se de corrupção para bancar pose e posses, falso status quo e fomentando violência impune;

Regras, normas, decretos, leis, sanções, resoluções, devem ser para todos, se não são para todos, não valem nada, devem ser contestadas e pouco consideradas, não têm valor, não devem ser aceitas;

Atentar contra democráticas mobilizações populares é terrorismo de estado que não aceitamos, e reagiremos sempre que possível contra os podres poderes do falso poder estabelecido com esse propósito vil;

Usar a mídia comprada e tendenciosa e parcial, com o objetivo de engabelar incautos do povo sem cultura, exige, como a queda de Bastilha, a derrubada dos totens de comunicação que atentando contra a ética plural-comunitária fomenta a ignorância do povo.

Insurgência e Desobediência Civil Já.

E tenho dito e escrito:

Leiam e divulguem.

-0-

Silas Corrêa Leite

Ciberpoeta, Blogueiro e Escritor premiado, membro da UBE-União Brasileira de Escritores.

Jornalista Comunitário e Conselheiro Diplomado em Direitos Humanos.

E-mail: poesilas@terra.com.br

AUTOR DE TIBETE, De quando você não quiser mais ser gente, Romance, 2017, Editora Jaguatirica, RJ

 

FRAGMENTO do ROMANCE, GOTO

 

 

A Noite de Um Estranho Dentro de Casa, e Sequelas

Foi num dia qualquer de um abril antigo e quase inexistente dos anos sessenta (ou seria setenta?), se me lembro direitinho (não querendo lembrar) e ainda me dói o saber inteiro de detalhes, quando chegamos à noitinha em casa, eu e a minha patroa, Sauma, grávida do primeiro filho – iria se chamar, se fosse varão, Vladimir, se fosse mulher, minha esposa escolheu Ética –  vindo do Supermercado Andorinha do amigão Sérgio Varoulf, lá onde fomos fazer a feira do mês. Era um sábado, se me lembro bem a data. Mas todo o resto me vem dolorosamente à lembrança sacrificial como se fosse ainda ‘já-hoje’ mesmo. Impossível não recordar. Não quero me decompor, não posso, mas em algum lugar-prurido lá no mais íntimo neural de mim, isso tudo que vou contar me dói como se um moinho de vento fantasma, invisível, e assim me corrói a alma-navalha, feito um pântano que convive paralelo ao meu Eu de Mim, na moral do fracasso, numa trágica condição incerta, num não-haver vulgar, como se tudo não passasse mesmo de algo que só me aconteceu num incrível mundo-sombra, quase reflexo de uma vida ordinária e real… não no mundo das ideias. Talvez até no campo de incertezas, mas não de memórias inventadas, pois eu carrego essa sofrência como se num cabide de pregos com câncer.

Mal abrimos a porta oval de vidro bisotê da sala e o vimos encostado na prateleira de mogno selvagem, mexendo na biblioteca, caçando o que delatar entre os meus livros caros, talvez campeando Marx, Engels, Wallom, entre Yeats, Ezra, Graciliano, Rilke, Garcia Lorca, Neruda ou Borges.  Já sabíamos que um dia aquilo iria acontecer; que um dia alguém certamente viria, mas nunca contávamos que fôssemos os mal escolhidos da hora pela escória do poder, mas, finalmente e de forma dolorosa nos sentimos atingidos em cheio ao nos inteirarmos daquilo tudo assim, sem mais nem menos. Era chegado o nosso tempo de purgação. Quase nem acreditamos no curtume, assim num primeiro instante, na quebra do psicológico do momento número zero, inicial.

A porta não tinha sido violada, não havia sinal de arrombamento, MAS ELE ESTAVA ALI, alto, claro, quase albino, aura pedrês, no meio escuro do ambiente sombrio, pois a lâmpada do abajur lilás era fraquinha. O tipo tinha cabelo escovinha, era bem seguro de si apesar de tudo que como intruso representava, parecendo ostensivamente armado até os dentes. Mal nos lançou um mero soslaio de olhar, com o rabo do olho feito picego de ocasião. Tive um misto de nojo e um andaime de coragem-calço na parede da contemplação estagnada.

Sauma furiosa olhou-o com tácita repreensão, umedeceu os olhos verdes, fiz um sinal quase que imperceptível tipo “chiu, já que está aí, fazer o quê, chegamos, ainda somos os donos…” – mas, confesso, Ele deveria saber mais de nós do que nós mesmos sabíamos. Sauma ainda pensou em acionar a polícia (Ele era a “polícia”), confessou-me isso vários anos depois, antes de ficar louca e morrer em seguida, sem atinar com o estranho em sua intimidade, lá na sua agonia de mulher sensível e topetuda. Na ocasião, abrupta catou a cesta de flores e, fintando a mesa e a cadeira de imbuia com o lado de sua barriga de seis meses, foi pra cozinha, e eu fui guardar a caixa de cerveja importada do Chile na geladeira e a pizza de atum no congelador.

Eu era judeu e comunista, ateu até as tripas. Sauma era médium (mãe de santo por assim dizer sem querer) que, todo primeiro sábado do mês, querendo ou não, mas sem falhar, recebia um santo num terreiro marginal de uma periferia da Estância Boêmia de Itararé. Sabíamos que a partir daquele dia teríamos de tê-lo ali como se uma escrivaninha, um tijolo, um vaso de cacto, e, na verdade, nem devíamos dar por ele inteiro e raso em trânsito de rotina (fingindo que ele não existia), e, então, procurando esquecer aquela nova cruz, fui catar um livro de poemas de Drummond e uma dose de uísque Cavalo Branco, porque os tempos eram tenebrosos, a noite maldita descera sobre nós, eu tinha sido finalmente fichado em regime de desconfiança, e uma canalha militar da caterva de imbecis no poder com apoio de agiotas internacionais, empresários corruptos e ladrões, mais uma nefasta ala reacionária da santa igreja católica mandavam no país em regime de exceção, com medo dos vermelhos, de que o país se cubanizasse.

(Com o tempo, pra “Ele”, o nosso codinome em conversas reservadas, ou em alto e bom tom quando nos era possível quebrar o gelo e nos sentirmos em nós em casa, inicialmente era Lombriga porque estava no meio da merda toda. Depois ficou como Sequela porque era resultado de um golpe que derrubara o amigo pessoal de minha família gaúcha que se radicara ali em Itararé, o deposto presidente Jango).

Pois começou nosso calvário que durou um tempão.

De início sentimos muito, com um traste em nosso canto, um estranho no nosso ninho de felicidade, quando o víamos como um rato. Ele nunca nos olhava direto nos olhos, tampouco nunca falou uma só palavra, dormia no sofá da sala (uma noite, preocupado, algo piedosamente piegas, levei-lhe um antigo corta-febre encardido que antes servira a um cachorro que morrera de verminose). Comia das coisas triviais da geladeira, mexia em fotos de álbuns familiares, nunca nos deixou só um só minuto, quando saíamos ele ficava à vontade, quando voltávamos ele estava lá campeando alguma coisa – armas, drogas, aparelhos? E, o pior era de madrugada, quando eu ou Sauma necessitávamos ir ao banheiro, e lá estava ele. Então ele se apressava, tínhamos que esperar. Depois que ele saía meio incomodado e constrangido, tinha o cheiro ruim e estranho para nós da merda estranha que obrou. Propositadamente dávamos outras várias descargas (o cheiro diferente empesteava o ambiente úmido), púnhamos Pinho Sol, jogávamos perfume francês, acendíamos, incenso indiano. Então, bem ou mal, fazíamos o que tinha que fazer de inevitável necessidade fisiológica.

Quando estávamos na intimidade do quarto enorme do chalé, ele não entrava. Mas também em outras ocasiões frequentava ali, deixando seu rastro, suas porções, ora resto de bolacha ou amendoim, ora cinzas e cheiros, quando não resíduos de coisas químicas que nunca soubemos o que era ou para que serviam, o uso disso no ambiente. Quando tocava o telefone, o desgraçado sabia certinho se era pra ele ou não, e prontamente atendia. Então falava em inglês macarrônico, curto e grosso. Muitas vezes vi-o lendo um gibi do Tio Patinhas ou do Tarzan, outra vez acho que o peguei chorando ao ouvir uma música romântica do Trio Los Panchos que a Rádio Luar de Itararé tocava, e, com o chulé, o cheiro do cigarro, o suor, tudo impregnando nosso lar doce lar, aquele estranho começou a fazer parte de nosso derredor, de nossas vidas, como um baú de ócio, um banco de pinho ruim, um vira-latas sarnento e bronco com o qual tínhamos que nos acostumar, ou iríamos ficar loucos, quem sabe matá-lo (mas viria outro traste e poderia ser pior, ser truculento, falar muito, atentar contra nós, porque esse era o estilo da corja toda, treinada nos currais olivas de áreas clandestinas dos porcos marines da América Rica.).

Foi uma gestação difícil para Sauma. Nem posso acreditar direito.

Cuidar de casa, dar passes, ler mãos, e ainda o lazarento para torrar o saco. No começo foi um rebuliço danado. Mas a gente se acostuma até com o dianho em casa. É da natureza humana.

O peste lavava a roupa quando a gente saía, passava, tinha uns pares de camisas, e até a Sauma viu a maleta dele, quando rebuscou uma coisa qualquer que deu falta, e desconfiou do tipo casca grossa, sem seca. Mas o Sequela não era ladrão, pelo menos de coisas táteis.

Punha a maleta de pertences pessoais embaixo do sofá em que dormia. De vez em quando recebia uns pacotes, por portador militar, normalmente um reco. Tinha um baita crucifixo de ouro numa gargantilha sob o pescoço. Acredite se quiser.

Bem ou mal tínhamos que nos habituar com ele.

Nos primeiros dias ficamos incomodados, pensando nele quando estávamos a caminho de casa. Mas ele se virava. Acho que sempre tentou fazer seu serviço, sem nos incomodar mais que o necessário e obrigatório. Procurava fingir que não estava ali, acho. Como, a bem dizer, tínhamos que fazer o jogo sujo dele, também não o bondiávamos de manhã, mas deixávamos comida para que ele catasse depois, como um vira-latas sarnento. Um dia peguei-o fazendo um café. Tinha sido uma madrugada de chuva, caira um toró. Quase que me ofereceu um gole, mas conteve, triste e curto, o apegado afeiçôo de ocasião. Querendo um gole, no entanto, relutei. O que sobrou do que ele fez, joguei na pia de mármore preto. Acho que ele, entendendo do riscado, compreendeu que não queríamos qualquer tipo de laço com ele, salvo o brutamontes que ele por si só já era, e já nos bastava circulando pela casa, pelo quintal, pelo bosque, pelos canteiros, invadindo nossa privacidade e, de certa forma – como se fôssemos um risco para o calhorda regime de exceção – pudesse assim nos vigiar como se fôssemos cheios de lepra, perigosos só por pensar, por liderar, por defender os fracos e oprimidos, os descamisados.

Eu conhecera Sauma na Universidade Sul Paulista de Itararé, quando para ali fora fazer uma palestra sobre Ética e Arte como Libertação. Foi uma espécie de amor à primeira vista, mal-e-mal nos vimos amarrados um ao outro, e ela engravidou.

Tínhamos uma casa no cacau quebrado da Rua XV de Novembro, área central da cidade. Uma casa com ampla sala em forma de L, depois uma copa média e uma cozinha enorme que era anexa a dois quartos, um ateliê de costura dela, e um estúdio de minhas artes e criações. Havia o quintal nos fundos. Depois da área da cozinha, uma varanda. Em seguida, beirando a casa, uma alvenaria com tanque e churrasqueira, depois um pequeno bosque, na sequência alguns metros quadrados de canteiros  de azaleias e, ao final, um canto comum de terra aonde criávamos frangos para abate e algumas galinhas poedeiras punham ovos para consumo próprio. Era quase uma chácara ali perto da Rua Primeiro de Maio, parte alta da cidade.

Mal nós vínhamos de quatro meses de paixão, romance e vida em comum, e a Sequela do golpe militar que já ia para vários anos nos pegou de supetão.

Eu tinha ido de São Paulo para Itararé, porque tinha lançado um livro chamado A Arte Brasileira e as Legalidades da História, trabalho como tese de mestrado da USP, e lutava com grupos de amigos judeus da Europa, para o fim de ditaduras emergentes em países latinos. Parentes meus em Itararé propiciaram a palestra. Sauma era professora de educação artística, trabalhando na prefeitura, e quando conseguimos, com amizades antigas dos pais dela, tornou-se coordenadora pedagógica numa escola da periferia carente da cidade.

Juntamos nossos trapos, íamos de vento em popa em nosso relacionamento, quando tudo isso começou a nos acontecer, e que eu relato aqui para passar adiante a nossa sofrência, mais o país enlutado que era por causa dos ratos verdes de coturnos no poder ilegal, e as pessoas limpas e lúcidas que queriam de volta a democracia, a legalidade, o fim do regime de exceção incompetente, corrupto, violento e senil, sofrendo violências.

Os pais de Sauma eram uma mistura de negros, portugueses e italianos, e ela, em nome da escola, certa feita, marxista convicta e ao mesmo tempo correspondente de um jornal ecológico de Piracicaba, foi fazer um vídeo sobre folclore afro num terreiro de candomblé, lados da Vila São Vicente, cuja médium-chefe era a Dona Santa, mãe do famoso boêmio Romero. Ali, ela, ao filmar uma iniciação fora atingida por uma espécie de “santo” que lhe baixara ao ritmo frenético dos tambores, e, por incrível que possa parecer o inexplicável, Sauma recebeu aquela entidade feito um “cavalo” caboclo, passou mensagens, deu passes ligada com coisas que não compreendia. Quando voltou a si estava toda molhada, machucada, dolorida, e tinha as mulheres do meio a lhe darem vivas e louvores pelo modo que fora escolhida espiritualmente, se é que explico bem assim, essas coisas que não compreendia inteiro, na verdade nem engolia direito.

Eu, ateu, não confiava muito naquilo, sendo marxista não poderia compreender muito bem, mas, vendo o filme de tudo, aceitei, vá lá, passei a respeitar o que Sauma entendeu como duto espiritual, passei a conviver com aquilo dela, de uma hora para outra ter que ir num lugar daqueles, ser útil, prestativa, como dizia ela, enquanto eu ficava em casa a produzir meus textos, ou, quando ela, entre assustada e entregue, dizia ser outra pessoa ao meu lado, feliz, também por estar para ser mãe, e, passando a acreditar numa entidade superior. Levou na boa o papel que fazia de escolhida para a mais nova “mãe de santo” no terreiro de Dona Santa Macumbeira.

Éramos feitos de paradoxos. Sauma, uma militante convicta da esquerda, de uma hora pra outra grávida e recebendo mensagens de macumba. Eu, um comunista que largara a grande cidade por Itararé onde tinha familiares distantes, passara a lecionar filosofia nas Faculdades de Filosofia, Ciências e Letras da cidade, e ali agora com o estrupício em casa. Onde já se viu?

Aliás, toda cidade sabia daquele tropeço, amigos em comum nos faziam indiscretas questões. Solicitamos que os que tinham atividades com aparelhos secretos se afastassem de nós para não serem sequestrados por facções radicais dos podres poderes. Confesso, só não fui posto na rua da amargura porque minha bolsa era conveniada com a USP e com uma universidade britânica, o que nos dava certa guarida e esperança de vida e, talvez, razão de defesa em eventual caso trágico.

Já não ligávamos do aparelho telefônico de casa, mas de um orelhão na rua, que ficava perto da casa do Mestre Ataliba Acordeonista. O tipo que entrara em nossa casa revistava nossas gavetas, fazia relatórios sobre a nossa intimidade – sei lá para que queriam isso – tinha um codinome estratégico de Garrafa Azul, e, várias vezes vi-o usando uma máquina portátil de escrever, relatoriando sobre nós, se é que ele tinha muito o que dizer, ou, pelo menos fazia seu serviço sujo, já que éramos limpos, não tínhamos um cheque sem fundo, muito menos usávamos qualquer tipo de droga, a não ser a bendita cerveja ou no máximo os fiados pendurados no Bar do Tepa.

Nas primeiras horas que o tivemos ali, era quase que repugnante. Sauma chegou a passar mal, teve que tomar algum remédio pra dormir. Era muito triste ir se deitar, fazer amor em silêncio e ainda saber que, na sala de nosso cantinho, um zé ninguém, um borra-botas, um nada, um exótico emboaba em nosso terreiro estava a ser nosso implacável cão de guarda.

Já não éramos mais um casal, o rebento viria em meses, e ainda tínhamos, pensei, de uma forma ou de outra, de contar com aquele membro estranho no corpo de nossa convivência familiar.

Nos primeiros dias tínhamos temor, fechávamos a cara, passando por ele ora a caminho da garagem, ora dormindo no sofá, ora lendo papelada minha de ensaios, debates, fortuna crítica, entrevistas ou mesmo simples contos e poemas. Depois, passado o impacto psicológico do não aceitável num primeiro momento, e a vergonha do inevitável em tempos tenebrosos, procurávamos nos mover de maneira a ter aquele Lombriga ali conosco, e tentar, de uma maneira possível, qualquer que fosse ela, evitar que ele nos agredisse mais do que nos agredia estando no recesso de nosso lar, dando as latidas ao telefone – passando informações em códigos? – lambendo as crias do meio que vinham trazer informações, talvez de movimentos de guerrilheiros no Vale do Ribeira (havia boatos), feito um cachorro louco a cuidar de um casal brasileirinho que só queria ser feliz, apesar do embuste de um golpe que era promovido pela mídia como revolução, e da corrupção organizada sustentando todos os movimentos de calhordas e canalhas, no hediondo sistema do canhestro status quo (do estado de sítio) que reinava no país entrevado, com medo do comunismo, e atendendo a uma política intervencionista dos Estados Unidos, o que nos repugnava.

 

Tínhamos consciência do mal que o país padecia, mas não éramos terroristas, nem radicais, apesar de uma resolução da ONU até permitir que o povo se armasse contra ditadores que tomassem o poder à força, o que era o caso.

Mas ali estávamos nós, reféns de um tipo que representava, grosso modo, toda a parafernália do sistema. O nojento tinha quase um metro e noventa (pés enormes fora do sofá no qual dormia feito um capacho), era uma mala sem alça, algo obeso, cabelo escovinha, e não era da região, segundo me disseram alguns amigos curiosos com aquilo tudo. Devia ser de outro estado, disse um primo de minha mulher que fazia o Tiro de Guerra e era amigo do Sargento mais doce.

Aquele ser em casa, numa Itararé dos anos 60 (ou setenta?) em que muitas cabeças mudavam, muitas coisas aconteciam (e tantas que nem sabíamos direito), era quase um tabu na sociedade, nas conversas no Bar do Tepa, em saunas e pescarias. Para umas pessoas boas, estávamos passando uma quarentena ruim, como se o próprio dianho em casa.

Para as pessoas maldosas, éramos vistos como um suspeito moderno casal e fora isso os pontos de interrogação nos olhos ganhavam reticências…

Mas, para uma caterva que tinha medo de marxista como o diabo da cruz, éramos vermelhos, comunistas, e nos viam com desconfiança, apesar da família da Sauma ter um certo respeito – o que ajudava um pouquinho – e eu ser, além de bom de dialética, bom de briga, ter fama de turrão, e assim,  com as beatas ortodoxas nos odiando e nos querendo ver pelas costas – e amando o lazarento que tínhamos em casa como se um vigiador de nossos rompantes, de nossos levantes contra o sistema, imaginem só – íamos levando a vidinha, tentando, com o traste do Lombriga, não invalidar nossa felicidade, não apagar nosso amor, não matar a consciência cívica que tínhamos das coisas, ou a convivência entre nós dois, o casal, mais o herdeiro que certamente viria. Eu, confesso, já nem bem conspirava direito contra a ditadura, fui perdendo laços fora de Itararé, do estado e do país, não apenas para não causar horror aos que me queriam bem ou mesmo até entrar numa fria, ser levado numa noite enferma, correr grave risco de ser torturado e suicidado como geralmente acontecia. E assim, de alguma forma manietado, de alguma forma limitado, eu punha-me a escrever ensaios, opiniões, artigos, mas nunca mandava ao jornal Tribuna de Itararé, ou a revistas de fora do país, porque eu tinha-me como se num bólido de existência, o meu lar, o meu trabalho, a minha paixão e o meu descendente a caminho.

O tipo em casa, o bode, o leviano, o estranho, aquilo tudo parecia ser só um maldito pesadelo, e eu sentia, sem nem direito saber exatamente porque (e Sauma tinha tido visões do inferno com ele em nosso meio), que um dia, o maldito como viera, adentrara, fichara-nos em desconfiança, um bendito dia também, sem encontrar nada, sem fazer atrocidades, sem nos delatar por qualquer invencionice que fosse ao Comando de Caça aos Comunistas, iria embora sem mais nem menos, iria dar no pira, fuçar noutra freguesia. Que fosse peidar nágua mesmo, e ficaríamos livres dele no presencial, no táctil, apesar de seu cheiro estranho, seu incômodo, seus restos, sua presença que, de uma forma ou de outra, direta ou indiretamente, marcara para sempre nossas vidas.

 

Enquanto Sauma buscava ser feliz de alguma maneira e era a primavera, ele era a tempestade. Enquanto eu mudara radicalmente de vida para ter um lar doce lar, ele era um pedaço de noite, a mesma que se abatera sobre o país, e que vinha ali, dentro de casa, nos vestir de um luto intraduzível, de uma dor inenarrável, de uma tristeza latina, de uma melancolia sem etiqueta ou medida.

Nunca eu li tanto como nessa época. Nunca eu escrevi tanto. Normalmente os poemas, como se saindo pelo ladrão, como protesto à mordaça do poder, como um trabalho silente de formiguinha, eu escrevia para me limpar, para não ficar louco, lavando-me daquela impureza que ele no meio de nós tetricamente significava. Que merda!

Eu intuía mais do que compreendia, que ele certamente iria tentar de alguma maneira ler meus poemas, mas eu não tinha medo de me revelar triste, então, talvez até por isso também, já que não podia matá-lo com um tiro, cacos de vidros no arroz ou cortar-lhe a jugular, de alguma forma eu o matava dentro de mim, e os pedacinhos de sua rudeza iam nos meus poemas, alguns dos quais, com esquisito novo medo, eu picava em pedacinhos e jogava na privada, dando descarga, com medo de que ele detectasse ali um perigo para a sociedade, a classe dominante, o estrume que estava no poder e se gabava ainda, para iludir os incautos que, em nome de Deus (que Deus?), da Família (que Família?) e da Pátria (que Pátria?), era mais bucha de canhão, massa de manobra, para servir a interesses escusos, do que um tipo verdadeiramente cidadão em terra de demônios de terno, gravata, farda, túnica e toga.

Eu era o David e o Sequela era o Golias?

Lembro-me que, da primeira vez que ele chegou, foi um pânico contido, como se estivéssemos no pântano de nossas esperanças perdidas. Dormir aquela noite então, foi um desboque. Mais pra frente compreendíamos o tipo como um morto dentro de casa, um zumbi inoportuno e inevitável. Mas no início foi difícil lidar com aquilo, e ainda segurar a cabeça carente de Sauma, que com sua gravidez e descoberta de ser espírita ou coisa que o valha, andava com os nervos em frangalhos, mesmo oscilando e, aqui e ali, tingida de uma alumbrada felicidade pela gestação.

Sim, ele dava nos nervos.

Imagine você, sem mais nem menos, em seu cantinho adorado, de uma hora pra outra saber que está um estranho ali em sua casa, como se a ruptura do legal, do ético, do normal, do crível, e, sem aviso, violação explícita ou motivo, colocassem um bicho estranho em meio a suas coisas, seus familiares, suas artes, livros, móveis, coleções. Era mesmo algo surreal, repugnante, quase kafkiano se avaliarmos bem.

Pior: tínhamos que engolir eventual revolta a tamanho disparate, e tentar conviver com aquilo. Não contávamos a ninguém a nossa dor íntima, o nosso desprezo, a nossa desfaçatez. Mas os amigos sensíveis sentiam e viam em nossos olhos a amargura traduzida, purgando, numa decantação silente. O próprio tipo, talvez por estar repetindo o serviço de rotina, parecia compreender alguma coisa do nosso lado, na nossa maneira cainha de vê-lo, e procurava aparecer pouco, se envolver o mais estritamente necessário possível, e assim íamos, maleixos, levando a nossa cruz, a nossa encruzilhada, quando topamos com ele, em desfavor de nossa intima sobrevivência possível.

Sabíamos que o amigo Silvio Machado estava sendo caçado. Ouvimos dizer que o Tunico Bittencourt tinha sido intimado a depor. Pessoas desapareciam na pirambeira do lado mais podre da ditadura, e nós ali, sob alça de mira dos dólmãs-de-tala, tínhamos que ser mais inteligentes que os serviços de contraespionagem. E seríamos. Sauma iria pagar caro por isso. Eu sobrevi e aqui, forçando as paredes da memória (de vez em quando choro escondido, tenho remorsos, tenho que tomar comprimidos para dormir a morte eterna– acho que depois daquilo teria que tomar remédios para EXISTIR o resto de minha vida), e, de um modo cainho ou de outro, vou contando a minha sina, em retalhos de ressentimentos.

Pior eram as pessoas da família, que não sabiam de nada porque eram puras ou a nossa situação simplesmente incompreensível, e vinham todos nos visitar alvissareiros, perguntavam de fofocas e fuxicos, contavam casos do arco da velha, e então, notando o que entendiam como se fosse uma interna espécie de segurança em casa, iam garbosas cumprimentar, se apresentar, querendo saber se era parente meu (diziam que se parecia muito), e o coitado do peste – nessas horas eu me divertia – ficava perdido, não dizia coisa com coisa, parecia um carimbador maluco, ora explicando o inexplicável (quem iria acreditar?), ora dizendo-se um mascate, caixeiro-viajante ou mero parente de longe a pedir a guarida de uma ocasional estadia de percurso, quando não, e isso era hilário, fingia-se de surdo-mudo, e era bem tratado (a família de Sauma é muito carinhosa e festeira), e ainda assim tentavam falar com ele por intermédio de gestos, bilhetes, quando não, prestativos serviam churrasco e cerveja, então ele não tinha como recusar tanto afeto de um lado simples do povão (Itararé tem dessas coisas) – até se entrosava bem – finalmente, de alguma forma, lobo em ambiente de ovelhas negras, fazendo parte da família, quando, às vezes, bêbado ou não, se emocionava, batucava uma bossa-nova, e tem amigo que,  pensando bem, lembra de tê-lo visto menos brucutu na insustentável leveza de ser um normal, um humano, uma pessoa entre a gente simples do povo em casa de suspeito incondicional.

Eram paradoxos de extremos. Minha esposa grávida e recebendo santo, eu comunista fazendo poemas de esperança, e, no contexto, aquele segmento de noite atroz que habitava o nosso derredor, e que teríamos que aturar – para sobreviver – no inconsciente, no ego, na epiderme, talvez até no genético por códigos recorrentes, levando a dor por décadas seguintes. Era terrível.

Como Sauma tornara-se popular na carente periferia cor-de-rosa de Itararé, vinham pessoas pedir adjutório, outros queriam grana para um remédio, quando não dinheiro pro gás que acabara, ou a necessária viagem para tratamento médico em Sorocaba. Quando ela estava, era naturalmente meiga e solícita (foi isso o que mais amei nela, quando a conheci bem), quando era eu, meio fechado, polido ao extremo, tentava ser doce, serviçal, caridoso, pensando até, confesso, que se o Vigia sondasse melhor nossa rotina cotidiana de cidadãos conscientes, mas que amavam a paz, veria que éramos adeptos do mote Amor & Flor, pela não violência, e se por métodos pouco ortodoxos, aqui e ali, contestávamos o regime, era porque tínhamos noção das coisas, e do mal que uma potência fazia ao país, com medo do comunismo, coisa que jamais o país poderia ser, já que estava ainda na fase pré-mercantilista e assim seria impossível.

Particularmente eu sentia mesmo que, um dia sim, sem mais nem menos, ele iria embora, e até talvez deixasse um pedido formal de desculpas, talvez até uns trocos pelo uso da água, luz, sofá ou mesmo do rádio que deixava ligado na estação de Itararé, em que ouvia a noite inteira clássicos da Jovem Guarda ou boleros paraguaios.

Mas Sauma nesses tempos finais de gestação mudou de prisma, revelou-se totalmente insegura, frágil. Talvez a gravidez, talvez os trabalhos no centro, o certo é que ela de uma hora pra outra começou a ser politicamente incorreta, tratando o estranho com um certo desdém explícito, não apenas quando jogou restos de um gostoso guisado de carneiro no lixo para que ele não jantasse àquela hora da madrugada, ou quando pegou suas coisas pessoais e atirou no quintal, para poder lavar a sala, ou mesmo quando colocou cadeado no telefone e o traste reagiu, claro. Era a missão federal do filho-da-puta.

Dois dias e ela com cólicas, ânsia de vômito e dor de cabeça, emburrada, esperando o devir, eu sondando eventual reação dele, quanto bateram em casa – ele estava no banheiro (propositalmente?) – apontou-se-nos um sujeito que se disse da companhia de eletricidade, e, sem mais nem menos, sem pedir licença ou trazer ordem de serviço superior, com um alicate forte e especial cortou o cadeado, disse um seco até logo e se foi me deixando com a cara de tacho no chão com mais aquela intromissão sem cabimento, causando um pandareco em casa. Porque Sauma teve um siricotico de nervosa, tivemos que chamar o Dr. Célio Santiago da Santa Casa de Misericórdia, e que de presto diagnosticou que ela, naquele lugar, por causa “daquela” situação, poderia perder a criança, abortar, e até corria risco de vida com tanto incômodo que sentia com o maldito em casa. Fiquei de tromba.

Um dia até sondei de falar com ele. Exigir que se portasse, cobrar respeito, ou que se apresentasse de forma oficial, dissesse a quem teria que dar satisfação, quem nos teria denunciado, como estava a nossa ficha da polícia política do DOPS, o que ele queria saber – eu poderia contar palha, enrolá-lo – e até preparei da Sauma viajar com uma prima para Itapeva, fazer uns exames de rotina por lá. Foi quando comprei pizza, vinho bom, e, com dois copos montei o teatro operacional para ter uma conversinha feito jogo de cena ao pé do ouvido com ele, o traste, no vai da valsa (um long-play de Joan Baez na vitrola), mas o filho da puta veio falso solícito, ouviu direitinho minha toleima, comeu do bom e do melhor, arrotou atum (acho que até soltou um peidinho daqueles fuzilos rápidos e discretos, o caipora), mas não disse sim ou não, bom ou ruim, tá certo ou errado, simplesmente fartou-se a valer (senti-me logrado), mal eu conheci a sua voz inteira e impoluta, depois foi fazer a barba (usou meu sabonete), tomou demorado banho cantarolando uma canção do Roberto Carlos (Quero Que Vá Tudo Pro Inferno – o disgramado sentia-se bem em casa), limpou-se com uma toalha minha (usou e abusou), depois, lazarento, mal acenou um boa-noite (vestia um pijama de bolinha verde), e foi se apinchar meio bêbado em seu sofá que era nosso, em seu quarto que era a minha sala, em sua casa que era meu lugar de dentro. Eu deveria é tê-lo matado sem pestanejar naquela hora. Era demais. Será o impossível? Como me arrependi de não ter feito isso. Passei por trouxa, coió. Montei num porco.

 

 

Uma colega de infância da Sauma, que vinha tendo um caso com o Sargento do Tiro de Guerra, lá onde um sobrinho dela servia por um ano, arranjou-se de subornar com régio aparato afetivo também, o Tenente Gabardo. Levou-o no bico, fingiu-se apaixonada, exigiu prova de amor, sonho de valsa, deu camisa-volta-ao-mundo, sob o belo luar de Itararé engabelou o tipo meio janota e boçal, depois pediu um favor, se pudesse, por gentileza, que ligasse pra Brasília, desse uma boa impressão de Itararé, nossa Santa Terrinha, e também, claro, do Casal que éramos, da boa família que fazíamos, tentando, pedindo – se preciso até arrumaria um dinheirinho, pois a ditadura militar era extremamente corrupta – que tirassem o investigador safado do caso que devíamos ser, que colocassem fora do caso o agente de dentro de casa, pois estávamos em paz, éramos bons, não daríamos perigo para o sistema ou suas hienas olivas no poder. Foi quase um delírio. Por parte do sargentozinho babaquara, funcionou, pois o saco de merda estava crente numa paixão, era porcaria de meio, fez a sua parte certinho, afinal, o que teria a perder, e também queria dar mais algumas traçadas na quarentona balzaquiana que o dizia adorar… O tenente também, que não era boa bisca nem nada, foi na fiúza e fez seu papel de interesseiro e beberrão, em curtume íntimo.

Foi a primeira vez que o Garrafa Azul (o Lombriga, o Sequela) ou que nome o vilão tenha, “ratiou” de se comunicar conosco. Mas não de conversa fiada. Guardo até hoje o memorando do infeliz.

-Dizia que ele estava ali para fazer o seu serviço para o bem da Pátria Amada, e iria fazer de qualquer jeito. Que quanto mais o aceitássemos, mais o deixaríamos trabalhar em paz, e ele exerceria da melhor maneira a sua difícil missão de risco. Que se tentássemos tirá-lo dali, ele iria agir de forma mais severa, que iríamos ver só, que ele não estava brincando e nem era um mané arigó, que deveríamos respeitá-lo, ter cuidado com ele, e que não adiantaria eu mexer os pauzinhos, porque o trabalho dele não era afeto aos comandos de Brasília, que não era de fritar bolinhos, coisa e tal. Onde já se viu isso?

Ficou o dito pelo não dito. Não entendi patavina, e ele fechou a cara por uns dias, esperando nossa reação. Ficou emburrado em toleima de acinte.

Sauma se desesperou. Eu fiquei na minha, tinha que segurar a barra, não fiz nenhum movimento perigoso ou de desfeita, e só comecei a sondar melhor o caipora.

Isso, no começo.

Não contavam com a minha impertinência, quando morreu um tio querido de Sauma, o Cemitério da Saudade estava lotado. Eu e a minha esposa grávida comovidos e chocados (foi um acidente com um caminhão de toras de pinho, numa rodovia do Paraná), quando vimos o filho-da-puta do nosso cão de guarda ali em nossa intimidade mais dor, ficamos revoltados. Sauma caiu em prantos, num misto de dor e de horror, eu parti pra cima do sujeito que, num lance rápido, chispou de perto, todos os parentes do morto olhando, mas eu alcancei o tipo perto da Santa Casa, e, quando tentei agarrá-lo (acho que pensei em dar uma sova no lazarento), fui derrubado por um golpe sei lá se de judô ou caratê, caí prostrado com o braço direito quebrado, logo ele chamou um taxi e saiu depressinha, enquanto Sauma tinha desmaiado e amigos em comum vieram me socorrer, quebrado, chorando, com vergonha, desfeito de mim, coração em polvorosa, humilhado e com irada cara de tacho.

No outro dia o cara de pamonha de milho branco estava lá, crente que era intocável, certo de que agira pelo bem da pátria, com sua burreza pegajenta, seu jeito asqueroso, sua feição de ratazana posuda.

Mas não quero aqui ficar só falando dele.

Sauma teve uma crise, o bebê que esperava começou a chutar a barriga, já de quase oito meses. O médico Dr. Célio Santiago disse que a criança deveria estar querendo nascer antes do tempo. Como minha patroa teve uma hemorragia, lá se foi para a Santa Casa fazer exames, quando ocorreu o aborto e perdemos a criança que era um menino, um piá, um guri.

A partir disso, tudo piorou. Acho que foi quando Selma demonstrou a dupla personalidade esquizofrênica, pois já estava louca e talvez tivesse provocado o aborto. Numa carta que achei tempos depois, confidenciou isso, contou que não queria deixar para o seu país, no futuro, a cria de uma noite enferma, um ser doentio que gerara com medo, com dor, com ódio, por causa daquele traste desgraçado em nosso ninho de amor que se tornou um purgatório, um limbo. Pelo menos foi isso que captei nas garatujas que deixou escrita às pressas pois ela já estava tomando remédios e ao mesmo tempo bebendo cerveja preta escondido de mim, como se a querer fugir, se ferindo no mais íntimo de si, como revolta psicossomática ao estado do país, ao estado de nós dois com aquela espécie de câncer em casa. Ela tinha sido duramente atingida. Não parecia, mas tinha.

Confesso que não sei exatamente o que ocorreu na minha ausência, pois que fui buscar um exame dela em Itapetininga, e esse deve ter sido o meu erro, benza-Deus. Ao chegar em casa achei tudo arrumado, cheirando a flores silvestres, pois ela tinha enfeitado a casa toda, o tipo parece que, como tinha chegado, tinha ido embora. Senti alguma coisa, o ar livre, a mesa posta, as panelas de comida esfriando entre algumas beronhas mas ainda havia um cheiro gostoso de rabanada no ambiente, e então, procurando Sauma, numa intuição doente que me atingiu de repente a seco, corri pela casa, varanda, quintal, até que fui ao banheiro de nosso quarto e a encontrei babando. Estava enforcada, morta, dependurada no cano do chuveiro aberto.

Ela se matou? Ou ela foi “suicidada”? Nunca soube direito. Nunca compreendi isso. Tive que conviver com esse trauma. Se eu tivesse aprontado alguma com o Garrafa Azul (ou Lombriga, ou Sequela), talvez eu tivesse sido preso, torturado, morrido, mas ela estaria com o nosso filho, viva.

Agora, aqui no limbo de um Asilo Eterno, como Conselheiro na área de Geriatria, lembrando aqueles tempos, depois de sair de um sanatório de tuberculosos, avalio o Brasil de hoje, quando fico muito amargo, triste, depauperado. Tudo aquilo que a corja de 64 nos tirou, não adiantou nada. Estamos piores do que estávamos. Os ricos estão mais ricos, os pobres mais pobres, seis “famíglias” mandam no país. O resto de país, a Periferia S/A, preso a uma economia informal, contrabandistas informais, narcotráfico informal, Sampa, Samparaguai – o estado máfia – um verdadeiro e continental Carandiru a céu aberto…

O nosso filho que não há, Vladimir, não teria esperanças se fosse vivo. A filha que poderíamos ter tido, que Sauma queria Ética, nem em nome, nem em prática existe. Somos um quintal da América rica, uma latrina pobre em que os imbecis estão no poder, a periferia sociedade anônima é um risco, como se todo o país fosse uma enorme prisão a céu aberto, enquanto a mídia vende um país irreal, disfarçando um resto de noite que ainda nos habita, impregnando todo esse resto de nação e seu nefasto neoliberalismo globalizador, para gáudio do capital estrangeiro – o capitalhordismo – e o nosso selvagem, amoral e inumano sistema que beneficia o engodo, contra os milhões de brasileirinhos que morrem à míngua, no holocausto da rua de amargura. Lucros impunes. Riquezas injustas.

Vendi a casa, comprei outra, estudei, não sou mais um sonhador, órfão de Karl Marx, fiz cursos, viajei, fiquei com pneumonia que piorou, vejo a prostituição infantil, os jovens entre as gangues e as drogas, e os velhos aposentados por invalidez tratados como mendigos vagabundos por um presidente janota e boçal que já foi marxista, ateu, sociólogo e hoje é quase uma outra ridícula lombriga poliglota.

Depois de tudo o que passei, depois de todo o tempo de chumbo que vivemos, e sabendo a promiscuidade do governo atual ligado à mesma caterva ditatorial de antes, como uma espécie de “Pai da Fome” (milhões de desempregados) no poder, um babaquara janota e boçal, fica até muito difícil realmente pensar no senhor presidente ex-sociólogo, ex-marxista, ex-qualquer-coisa e ex-ateu como um SER HUMANO.

 

Silas correa leite, trecho do romance GOTO – O Reino do Barqueiro Noturno do Rio Itararé, Editora Clube de Autores

E-mail: poesilas@terra.com.br

 

 

 

 

 

FIM

 

 

FRAGMENTO DO ROMANCE TIBETE

Sozinhez

 

Fragmento do romance TIBETE, pg 36

 

Quando eu estava sozinho, eu quase sempre acabava me machucando, sem saber exatamente como. Eu só sentia a dor depois, atrasado, e via os cortes, as marcas, as feridas abertas, os traumas, os panos escuros na pele. Minha mãe sabia alguma coisa mais do que eu podia compreender, e não deixava e não queria que me largassem sozinho, nunca. Sabia que eu sozinho era um perigo para mim, para a casa, para a segurança, para a vida, para o mundo, para o universo. Depois, para piorar, eu também acabava me machucando com alguém por perto, ou quando tinha alguém comigo, e que eu pensava que me amava e que iria me cuidar me preservar, me proteger de mim. Então tive que escolher entre me estar sozinho, às sós comigo mesmo, o que quer que isso exatamente fosse sem saber como e porque, mesmo me machucando, do que ser machucado por outro, por outrem, o que me iriar doer mais, muito mais. Não foi fácil essa terrível escolha. Se ser sozinho já é um machucar-se e tanto, ainda tive que tentar entender e saber lidar com isso. Antes mal acompanhado do que sozinho? Não, nem pensar. Antes sozinho e me machucando todo, do que com gente por perto…

Ser sozinho era o preço a pagar, e a defesa de mim comigo mesmo. Eu me machucando, mesmo sendo um perigo pra mim, e sem saber como e por que, era mais uma preservação instintal do que eu acompanhado. Se sozinho eu me cortava com portas, machados, puxadores de móveis, pontas de arame, cacos de espelhos, lascas da árvores, tampinhas de canetas, tampinhas de garrafas de crush, palitos de fósforos, raspas de tacho, facas amoladas, pregos expostos, lâminas enterradas, dentes de cobras, espinhos de roseiras, abelhas na torneira, macetadas de uma coisa ou outra, as vezes trombando com o batente ao mirar a porta, pisando em lascas cortantes de perobas, do que me lascar com um outro, com outros…

Eu era uma pessoazinha marcada desde o ventre. Colei chiclete sabor tutti-frutti na cruz?

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Fragmento de TIBETE, De quando você não quiser mais ser gente, Romance, de Silas Correa Leite, Editora Jaguatirica, RJ.

https://www.amazon.com.br/Tibete-quando-voc%C3%AA-quiser-gente-ebook/dp/B079KLR1BG/ref=sr_1_2?s=digital-text&ie=UTF8&qid=1518968867&sr=1-2

 

TIBETE, Romance de Silas Correa Leite

TIBETE – o novo romance de Silas Corrêa Leite – E quando você não quiser mais ser gente?

-O novo romance do escritor Silas Corrêa Leite, lançado ao final do ano passado pela Editora Jaguatirica, RJ, vem bem a calhar, tendo em vista o tenebroso momento em que se resta o Planeta Terra, e particularmente o Brasil também em crise sem precedentes históricos, em que há uma falência generalizada de valores e estruturas sociais, terrivelmente depondo com o que deveria ser o público fito ético-plural-comunitário da sociedade nesses tempos de falta de qualidade de vida e de uma convivência humana de baixíssimo nível. Fugir seria a melhor estratégia? Loucos escrevem. Céu ou inferno moram nos desfechos?  O personagem principal do livro, nesse contexto todo relata sobre as tormentas de um ex-escritor marcado, com altos e baixos na vida, mas, afinal evoluído socialmente falando, e que num estranho súbito momento, um bendito dia saca que não é feliz; avalia que o que conquistou não o satisfaz, quando conclui que “vencer na vida” não é tudo, não significa nada, não faz sentido, e, parafraseando Caetano veloso se questiona: tudo o que conquistou, a que será que se destina? Fechamento de ciclo.

De cara resolve pular fora do sistema, da redoma de infernos que é seu meio conturbado. Larga tudo e vai em busca de um lugar para chamar de céu, um infinito particular que seja. Quer um canto para se esconder de ser gente, de ver gente, se tratar de si, se reconciliar, cavar uma trilha, um buraco, antes que faça uma besteira… Estresse e paranoia de finalmente se descobrir sendo uma coisa que não quis ao final de tudo, passando da idade do lobo.

Volta para sua aldeia, Itararé-SP, foge de existir. Lá vai morar no mato, mal sabendo lavar um par de meias, um lenço, ou fritar um ovo. Terá que, numa emergencial e improvisada cultura de subsistência, adaptar-se na marra, longe da urbanidade tantã e da civilização em derrocada, para repensar o caminho que fez, como se numa espécie de jornada espiritual de recolhimento temporão, de reconciliação e mesmo de depuração de sua interioridade ferida, de sua sensibilidade lixada de ver, fermentar, engolir sapos, aceitar regras, chorar, sofrer, conviver, sobreviver… Com o mundo num labiríntico caos, com sua crise de identidade de turrão, concorrente, sedentário, já obeso, calvo e com problemas de saúde, além de síndromes pintando num campo minado de cobranças ridículas, entre boletos de posses e sachês viciados de poses insatisfatórias, mais doenças paraexistenciais e questionamentos de neuras, o personagem enquanto se adapta num barracão dentro de um manto de selva, vai relembrando o que sofreu, as perdas e danos, idas e vindas, traições e incompletudes, cartéis e cassinos, bolando artes loucas dentro do funil da crise de perquirir, ao mesmo tempo em que compactua com o recanto que ergueu pra si, e confronta a natureza primária pertinho o abraçando e sustentando, na sua busca de paz, o terrível encontro consigo mesmo, pela frustração com tudo, o nada que é tudo, feito um desorientado cidadão pós-moderno num mundo corrompido, procurando se achar enquanto há tempo.

Na capa do romance de 382 páginas, o aviso: “Destruam este diário, ou destruam suas vidas”. A obra é isso mesmo, uma espécie de diário de resistência e luta, de busca da reformatação do ser, de uma transformação radical, mais, a de busca de um buraco para se encaixar depois de questionamentos, se isolando feito um Tibete íntimo, uma guarita, uma cápsula de nave, um jardim secreto, um esconderijo, uma Pasárgada, uma Shangri-lá, que é na emergência da situação de conflito e confronto, a periferia rural de Itararé, na lonjura distante de um lugar em que o judas perdeu o All-Star.

O deslocado personagem meio eremita que sonha um Mosteiro Ateu ou um Monastério Lico, as vezes introspectivo, de acordo com a lua, as vezes anarquista libertário, ou romântico sonhador da pá virada, quando não incendiário, perigoso, detona tudo, registra, narra, incendeia irrazões. E o leitor sendo testado, também vai acabar fazendo uma viagem de recolhimento que o livro Tibete faculta e induz, antes que venha o cometa ou o cavalo amarelo do Apocalipse. Vai nessa toada o romance.

Lendo o Tibete você sofre, se encontra, revolta, se confronta, assusta mas se requalifica, a repensar melhor sua vidinha merreca e seus infernos de grifes, impropriedades, consumismo e obrigações piradas de meros vazios existenciais. E pode clarear a mente adubada pela mídia abutre; deixar de ser bovinamente refém do consumismo irado, começando assim a vitimizar conquistas espúrias, pois, como diz Raul Seixas, “Quem entra em buraco de rato/De rato tem que transar”. Nesse mundo insano, vencer numa sociedade assim não significa nada, muito menos mérito notório. Liberte-se também. Leia Tibete e também Tibete-se. Eis o verbo

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BOX: Livro: TIBETE, de quando você não quiser mais ser gente – Gênero: Romance – Editora: Jaguatirica, RJ – E-mail da editora: jaguatiricadigital@gmail.com E-mail do autor: poesilas@terra.com.br – Links para adquirir a obra:

01)-EDITORA

https://www.editorajaguatirica.com.br/livros1/ficcao/tibete-de-quando-voce-nao-quiser-mais-ser-gente/

02)-MERCADO EDITORIAL

https://www.mercadoeditorial.org/book/tibete-1

03)-AMAZON, link:

https://www.amazon.com.br/Tibete-quando-voc%C3%AA-quiser-gente-ebook/dp/B079KLR1BG

04)-Livraria Cultura

https://www.livrariacultura.com.br/p/ebooks/literatura-internacional/romances/tibete-2010166060

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Vejam

Entrevista minha sobre meu romance TIBETE na Rádio UNESP FM, ao Jornalista, Escritor e Crítico de Arte Oscar D´Ambrósio

O áudio da entrevista:

 

 

Silas Corrêa Leite [Entrevista 2945]

http://podcast.unesp.br/perfil-01032018-silas-correa-leite-entrevista-2945

 

 

 

 

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