Silas Corrêa Leite (Romance Angústia = O escorpião na alma Graciliana)

Oceano de Letras

“Graciliano Ramos, na sua aparente rudeza, comovia-se com o desamparo de seus personagens, nos quais identificava o seu próprio desamparo (…)”
Ferreira Gullar

Um dos maiores, se não o maior escritor brasileiro de todos os tempos, o eterno Graciliano Ramos, um dia, no distante e futuro devir, ainda será muito discutido (em vãs tentativas de ser inteiramente despido/desvendado), e, poucos aceitarão a minha tese de que Angústia, sua obra maior, revela-o inteiramente, pois é verdadeiramente um íntimo “escorpião” peregrino na sua alma de tez-chão, traduzindo-se e traduzindo-o de forma pura e nua para a revelação do Eu de si mesmo, no self de sua escrita como exercício de solidão, de purgação, de limpeza (até mesmo freudiana) de sua amarga/azeda alma triste, talvez até maníaco-depressiva (buscando a pureza do simples em humildes?), com sua narrativa crítico-irônica (surto psicótico do escrever-se para livrar-se do que sentia? – parafraseando Borges), quando, então, traduz-se…

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