SORO CASEIRO, Poema

SORO CASEIRO

Poeta respirando por aparelho
Desconfie e se proteja:

Narguilé com cerveja!
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Silas Correa Leite
Santa Itararé das Artes
E-mail: poesilas@terra.com.br
Blogue: http://artistasdeitarare.blogspot.com/

Poema Para Rita de Cássia (Só Estamos Esperando Quela Ela Volte)

SÓ ESTAMOS ESPERANDO QUE ELA VOLTE

Para Rita de Cássia, de Arapoti Para Portugal

Só estamos esperando que ela volte um bendito dia
Para que não mais nos reconheçamos em nós
E choremos (como estou… fazendo essa poesia chorando)
Para dizermos que a amamos tanto, tanto, tanto
Que não deveríamos julgar se ela deveria ter ido embora ou não
(Pois e pior viagem é aquela que nunca fazemos para dentro de nós)
Mas vamos ter que tomar calmantes de chá de erva-cidreira
O vento gritará nos ares Volte! Volte! Volte!
A Mãe Erzita terá constelações nos olhos debulhando torós
As crianças… ah essas crianças que são nossos sobrinhos-filhos
Subirão em árvores de sorvete de chocolate e baunilha
Tomarão nuvens celestes com canudinhos de luz
As lágrimas varrerão a saudade de nossos olhos tristonhos
Esquilos elétricos benvindarão batendo palmas nos riachos dos céus
Apertaremos, abraçaremos, diremos seu nome feito loucos
-Toda a natureza em alto e bom tom gritará Rita! Rita! Rita! –
E então pediremos que ela fique, nunca mais se vá, por favor
E a cercaremos de afetos, mimos, bolos de lágrimas, tortas de beijos
Pois certamente ela compreenderá que seu lugar é no meio de nós
E ela contará causos, rirá, bonita, brilhante, mãe-menininha
E nós inventaremos cantigas de roda, de dormir, de ser feliz, cantigas de açúcar e de groselha cor de poentes e auroras
Que ela se sentirá em casa em nossos corações e abraços e apertos molhados
E amarraremos os pés dela em nossos pés e diremos aqui é o seu lugar
E diremos que orando e cantando, por onde for para sempre nós iremos
E ela então selará um acordo conosco de nunca mais partir
Que um dia, claro, ela finalmente será aquela que carregará nossas pálpebras e nossas pétalas de luz
E então brotarão tantas flores em seu caminhar descalça entre nós
Que nós pegaremos lápis de cor, de todas as cores, até de cores que não existem
E pintaremos as nossas lágrimas de pitangas com todas as cores do arco-íris
E ela então finalmente será nossa para muito além de para sempre
Para nunca mais nos deixar, para nunca mais chorar…
Como um diadema de Deus aconchegado em nossos abraços molhados de lágrimas de saudades…
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Silas Correa Leite – http://www.portas-lapsos.zip.net – E-mail: poesilas@terra.com.br